Mostrando postagens com marcador Carlos Eduardo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos Eduardo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, setembro 17, 2010

Saul x Odone: quem tem razão?

Nos anos de 2006, 2007, nossos colunistas publicaram uma série de matérias - diversificadas - sobre o tema.

Impressionante como guardam atualidade. Modéstia à parte, a leitura dessas reflexões e informações fará compreender a essência do problema do Grêmio. Faltando apenas fazer a análise do cenário atual. Quem sabe alguém se habilita ?

Não há exclusivamente heróis nem exclusivamente bandidos. As causas de hoje surtem efeitos amanhã. Tanto os negativos quanto os positivos.


Sábado, Agosto 26, 2006
A MELHOR CONTRATAÇÃO QUE A GENTE PODE FAZER É PAGAR OS SALÁRIOS EM DIA.
Esta frase foi atribuída ao Presidente do Co-irmão (ZH, 20/08/06, p. 61).
Traz à reflexão algumas questões fortemente controvertidas sobre nossos Clubes de futebol.
Futebol é bola na rede. Agenda estratégica não interessa.
Frase pronunciada em programa de rádio por outra de nossas estrelas (?) da política clubística.
No Co-irmão, a recuperação começou com Fernando Miranda.
A frase provoca erisipela em alguns setores.
Quem quebrou o Grêmio?
Embora todos saibam, é outra pergunta que provoca calafrios.
Fernando Miranda e Flávio Obino foram mártires, vítimas, sacrificados por uma causa, ou foram, mesmo, incompetentes?
É melhor assumir o clube com o vestiário 'vazio' ou com jogadores descontentes tendo como crédito remunerações acima da capacidade de pagamento do Clube, em atraso, contratos longos ?
Sem a pretensão de ensinar ninguém nem a veleidade de esgotar o assunto, deixo algumas idéias para reflexão e debate.
1. O pagamento de salários em dia é fundamental. Não se argumente com a exceção de circunstâncias nas quais a quebra da regra foi contornada pela habilidade, durante pequeno prazo . Nem com os casos nos quais os jogadores ganhavam fortunas tão grandes que o não pagamento dos direitos de imagem não lhes causava nenhum problema financeiro. Desde que pagos os salários. Os problemas, nesses casos, foram contornados momentaneamente. Seguiram-se o descontentamento, a baixa produtividade, as reclamatórias trabalhistas, as ações cíveis, os bloqueios de receitas, o estrangulamento financeiro.
(continua)
2. Miranda assumiu em plena fase de transição para a 'Lei Pelé' . Salários tipo 'Dunga', acima das forças de pagamento do clube. Fez contratos curtos com jogadores contratados para a emergência e contratos longos com jogadores promissores, especialmente das categorias de base. Vendeu e bem jogadores que, em breve, teriam 'passe livre' com prejuízo total para o Clube. Deixou o vestiário livre 'vazio' de problemas e com jogadores valiosos e futurosos, ex.: Nilmar.
3. Obino recebeu o clube com uma boa equipe de futebol, mas com o vestiário (por ele chamado, numa infelicidade de 'buraco do amor'), transformado num barril de pólvora. Os grandes contratos, grandes no valor e no prazo (ex. o goleiro com custo em torno de R$ 150 mil mensais) . Nessas condições, Danrlei, Tinga, Anderson, Roger etc. Gilberto com a segunda parcela da 'compra' atrasada desde a metade de 2002. Impostos atrasados. FGTS não recolhido. Jogadores já dispensados cobrando elevados valores, ex., Zinho (cerca de 3 milhões), Valdo. Uma folha de pagamento maior do que toda a receita do Clube. Nenhum jogador 'vendável', pois os principais nomes ninguém queria pelos salários muito acima do mercado.
(continua)
Sexta-feira, Setembro 01, 2006
Das duas situações descritas, é SEMPRE preferível receber o vestiário vazio. Você monta o time que quiser, sob seu controle técnico e financeiro. Pode ter dificuldade no início, mas vai melhorando o time aos poucos. Com o vestiário cheio de problemas, salários acima da capacidade de pagamento, a coisa desanda conforme inúmeros exemplos em vários Clubes. O fato é que às vezes as pessoas se queixam dos benefícios recebidos mostrando que não são do ramo. Embora se deva reconhecer que nenhuma das situações é a ideal. Porém, nem sempre é possível escolher.
DÁDIVA DE DEUS É RECEBER O VESTIÁRIO COM DUAS MINAS DE OURO COMO ANDERSON E LUCAS.
Quinta-feira, Agosto 31, 2006
A QUESTÃO DO VESTIÁRIO "VAZIO "
4. O co-irmão passou pela fase de transição nos anos de 2001/2002/2003. Perdeu quase todos os Gre-Nais e esteve, em duas oportunidades, a um suspiro de cair para a segunda divisão. Mas tomou as medidas corretas. “Limpou” o vestiário e fez contratos longos com atletas promissores formados nas categorias de base. Com isso, foi montando time e fazendo dinheiro para a contratação de jogadores prontos de qualidade.
5. A “limpeza” do vestiário do Grêmio foi mais penosa e complicada. Quando me refiro a “limpeza”, nada tem a ver com a qualidade ou o caráter dos atletas. Sim com a existência de salários, remunerações, custos incompatíveis com a capacidade de pagamento do Clube.
Assim, os anos de 2003 e 2004 foram o período de desmontagem de uma folha de pagamento que chegara a ter um custo mensal de cerca de três milhões de reais. Só no Departamento de Futebol. Para lembrar alguns casos, Zinho chegou a custar mais de trezentos mil mês e outros (vários atletas) com custo entre cem mil a duzentos mil reais.
6. A desmontagem antes referida provocou crise no vestiário. Instabilidade entre comandantes e comandados. Conflitos permanentes. Dificuldade na contratação de novos atletas pela enorme diferença de remuneração que acabava provocando.
7. Em 2003, o Grêmio foi razoavelmente bem na Copa Libertadores, mal no campeonato gaúcho, iniciou bem o brasileiro, mas desandou, salvando-se do descenso em um enorme esforço no final do campeonato. Esforço insuficiente no ano de 2004 resultando na queda para a série B.
  1. Aconteceu, aí, a fase final da “limpeza”. Tanto assim que, ao assumir, a nova Direção (12/2004)tinha à disposição, segundo me lembro, os seguintes jogadores: Andrey (hoje no Figueirense), Galatto (herói da "Batalha dos Aflitos"), Marcelo Grohe, Luiz Felipe, Thiago Prado (no Figueirense), Nunes, Leanderson, Bruno, Samuel, Cláudio Pitbull, Christian, Marcelinho, Anderson. Despontando Lucas e Bruno Coutinho.
9. Christian propiciou aos cofres do Clube cerca de quinhentos mil dólares, Pitbull cerca de 500 mil Euros, Marcelinho um milhão de reais por parte dos direitos federativos.
Claro que a montagem de uma nova equipe foi difícil diante da escassez de recursos financeiros, escassez que já acontecia desde a quebra da ISL. Em política realista, tinha de ser montado um time barato, pois o Clube não dispunha de recursos para grandes investimentos.
10. A grande mudança aconteceu com o destaque e a “venda” de Anderson.
(continua)
Segunda-feira, Setembro 04, 2006
Tenho um amigo contabilista. Desses que adoram ler balanços. Gremista é claro. Foi nas letrinhas pequenininhas da publicação do Balanço do Grêmio de 2005, escolheu e me mandou o seguinte trecho querendo a minha opinião. Como não entendo de balanço ponho à disposição para o debate. Segundo ele, isso foi publicado nas notas explicativas da Direção do Clube:
Por outro lado , os fatores econômicos regionais são extremamente inibidores de uma participação mais expressiva de associados (torcedores) e empresários (anunciantes / patrocinadores) na captação dos recursos financeiros que possibilitariam uma independência financeira dos clubes em relação aos contratos de televisão, que hoje representam 70% das receitas ordinárias. Ainda, o fato de o Grêmio FBPA possuir um dos maiores estádios particulares de futebol do brasil, o que é motivo de muito orgulho para todos os gremistas, traz o ônus da necessidade de uma grande estrutura para sua manutenção, tanto em termos de materiais como de pessoal. Não menos importante, a grande herança do passivo não fiscal, produzidos em exercícios anteriores, faz com que uma grande parte dos recursos da atividade tenham que ser desviados de sua finalidade , para os enfrentamentos emergenciais que se apresentam diuturnamente, e para os quais se buscam soluções alternativas com criatividade e comprometimento.
Diante desse contexto de dificuldades, a Administração da Entidade, gestão 2005 / 2006, vem de forma profissional e responsável dando continuidade à modernização do modelo administrativo e implantação da filosofia de Planejamento Estratégico, envolvendo todas as áreas de atividade. Filosofia essa que deverá nortear todas as tarefas internas com o objetivo único de alcançar êxitos embasados num respaldo administrativo, mercadológico e financeiro que proporcione a devida sustentação operacional. A profissionalização da gestão, a implantação de novas tecnologias de hardware e software, a melhoria das condições de trabalho e a valorização profissional dos colaboradores , irá contribuir para que os resultados almejados sejam atingidos em um menor espaço de tempo, e que o equilíbrio financeiro sempre buscado nos últimos exercícios torne-se uma realidade, possibilitando assim que novamente o Grêmio FBPA seja elevado à categoria dos campeões dos certames por ele disputado. (publicado em 29/04/06, ZH)
anderson (1)
11. Berdichevski, vice-presidente e Krebs, diretor, andavam agitados pelo Departamento de Futebol. Além das naturais preocupações com a formação do time profissional, falta de dinheiro para contratação de jogadores, dificuldades na liberação de verbas financeiras para praticamente tudo, havia a questão dos contratos dos jogadores juvenis e juniores. Entre eles Lucas e Anderson e aquele lateral esquerdo que foi para o São Caetano (Pará ou alguma coisa assim, não estou lembrado do nome). Anderson não tinha idade para firmar contrato profissional. Fortemente assediado por empresários, um havia dado apartamento e outros bens materiais e/ou pagava hotel para o craque menino. Dificuldades de relacionamento com a mãe. Imagine-se quando completou os 16 anos. Berdichevski um médico pediatra capaz de um caloroso relacionamento conseguiu a aliança de Sílvio Giordano uma espécie de tutor de Anderson. Conjugaram-se sorte e competência. Sílvio, gremistão de quatro costados, discreto e firme, tinha e teve influência decisiva sobre Anderson para fazê-lo contrariar as intenções dos empresários que o cercavam e assinar com o Grêmio.
(continua)
Sábado, Setembro 09, 2006
anderson (2)
12. Auxiliado por Sílvio, Berdichevski negociou com Anderson contrato de três anos o máximo permitido pela lei. Salário, o dobro dos jogadores da categoria equivalente. O que levou Berdichevski a ter de convencer o Presidente e, claro, o detentor da chave do cofre. Mas, enfim, o Vice-Presidente de futebol acreditava muito no futebol de Anderson e não admitia, em nenhum hipótese, perder o atleta. A negociação envolvia também a mãe de Anderson sua representante legal. Sem a assinatura dela nada teria valor. Por trás e ao lado, aquelas cenas surrealistas, verdadeiras ou supostas, até de um 'sequestro' do jogador. Para variar, apareceram pessoas a criticar o salário do jogador como muito elevado para um menino de dezesseis anos.
13. Todas as vezes nas quais foi aproveitado, Anderson mostrou que a idade não era problema. Nervosismo zero apesar da idade. Velocidade, drible, chute forte, personalidade. Gol em Grenal inclusive.
14. Veio o ano de 2005. Empresários não se conformavam com a maneira como Anderson havia assinado com o Grêmio. Atenta às manobras, a direção do Grêmio tratou de dar aumento de salário para o jogador, valorizando, assim, a multa contratual para a hipótese de rompimento do contrato. Fez o que não foi feito no caso Ronaldinho e muita gente acha que deveria ter sido feito.
(continua)
Terça-feira, Outubro 10, 2006
'A torcida vai me cobrar um time competitivo. A venda de Lucas me ajuda a fazer uma equipe forte e manter os compromissos em dia. Foi assim quando negociamos Anderson - lembrou Odone' (ZH de hoje, 10/10/2006).
A declaração do Presidente reeleito confirma a tese que estamos defendendo. O vestiário 'vazio' de problemas (ver colunas anteriores), mas recheado com duas minas de ouro - Anderson e Lucas - foi e vem sendo fator decisivo para a formação de um time novo, sem os vícios dos salários acima das forças do clube, adequado à nova realidade, exigências e circunstâncias.
Convém lembrar que, antes do dinheiro do Anderson, o Grêmio estava às portas da terceira divisão. O dinheiro possibilitou algumas contratações diferenciadas para reforçar o time. Permitiu, também, pagar os salários em dia.
Reforça a importância das categorias de base, de uma administração atenta e competente na busca e manutenção de valores. Lucas veio adolescente para o Grêmio no ínicio do ano de 2003. Anderson teve o primeiro contrato de profissional assinado em 2004, com aumento de salário em 2005.
Homenagem e reconhecimento aos que anonimamente -ou quase - se dedicam a esse trabalho. Em especial aos que o fazem sem paga nenhuma a não ser o orgulho de servir ao Grêmio.
Sábado, Maio 12, 2007
Corresponderá a cerca de R$ 17,8 milhões para o Grêmio
Descontado o percentual de 20% a que Lucas tem direito e a comissão do empresário Carlos Leite, o Grêmio ficará com 6,5 milhões de euros (cerca de R$ 17,8 milhões), "ainda um belo valor", segundo Odone. Metade será pago em julho, quando Lucas se transferir. Também foi aceito pela direção do Liverpool o repasse ao Grêmio de 10% sobre uma futura venda do jogador. O Grêmio também terá direito a receber outros 5% relativos aos direitos de formação do volante.
Como havia ocorrido na venda de Anderson ao Porto, em 2005, a saída de Lucas representa um alívio financeiro. Antes de contratar um substituto, o Grêmio irá pagar contas.
- A venda de Anderson nos ajudou a sair da Segunda Divisão. A de Lucas nos auxilia numa situação financeira que ainda é delicada. Pagamos mensalmente três folhas: a dos jogadores, a dos funcionários e a do passado - disse Odone.
zh
Sobre Lucas este blog publicou em 07/12/2006:
Breve história de Lucas
Lucas chegou ao Grêmio em Março de 2003. Havia sido descoberto, cerca de dois meses antes, em terras matogrossenses, por Rubem Franco, apelido "cachorrão".
Em 2004, ainda júnior, começou a jogar no profissional, especialmente no Grêmio B. Em 2005, com a chegada de Mano Menezes passou a ser aproveitado mais freqüentemente na equipe principal até conquistar titularidade.
Neste ano de 2006, "explodiu" definitivamente para o mundo.
Parabéns a todos que, de 2003 a 2006, descobriram, trabalharam, lançaram e afirmaram o atleta. Parabéns Lucas que soubeste aproveitar a oportunidade no Grêmio!
E, em 01/05/2007:
Resultado das "sucateadas" categorias de base
Em tempos de crise, o Grêmio tem sido premiado pelo surgimento nos últimos anos de algumas grandes revelações. De 1999 a 2001, viveu a fase de Ronaldinho. Logo em seguida, em 2004, descobriu Anderson. O meia foi vendido ao Porto, no fim do ano seguinte, mas já então a torcida vibrava com o volante Lucas. Este ano, está tendo a sorte de contar com Carlos Eduardo (foto), menino ainda, mas com talento capaz de empolgar. Coluna Bola Dividida de ZH
Carlos Eduardo chegou ao Grêmio em 2001. Lucas, em 2003.
Todos os citados são produto, ainda, das categorias de base "sucateadas" do Grêmio. Assim adjetivadas, também, por essa mesma coluna Bola Dividida. Se as "sucateadas" produziram e estão produzindo jogadores desse gabarito, imaginem o que podemos esperar das categorias de base sob direção profissional!? E é mais uma prova de que o Clube é uma continuidade. Colhe-se hoje o que se plantou ontem e colher-se-á no futuro o que hoje se plantar.

terça-feira, maio 27, 2008

Êta "vestiário vazio" mais cheio de Euros!!!


Carlos Eduardo confirma o interesse alemão em Léo e Pico

CARLOS CORRÊA
carlos.correa@correiodopovo.com.br
Por alguns minutos na tarde de ontem, o pátio do Olímpico teve o metro quadrado mais caro de Porto Alegre. Ali estavam abraçados e sorridentes dois jogadores valorizados mundialmente: Carlos Eduardo, avaliado em 7 milhões de euros (R$ 18,2 milhões) e Anderson, que, de acordo com o mercado, vale incríveis 22 milhões de euros (R$ 57,4 milhões). Conforme revela Carlos Eduardo, a lista de egressos do Grêmio na Europa tende a aumentar: nos próximos dias, o técnico do Hoffenheim, Ralf Rangnick, chega ao Brasil para observar, entre outros, o zagueiro Léo e o lateral Anderson Pico.
O meia afirma que há alguns dias foi chamado na sala do treinador alemão. Rangnick queria informações sobre os dois atletas do Grêmio. 'Eu disse que são dois jogadores de qualidade que têm condições de jogar lá', afirma Carlos Eduardo. No primeiro ano de Alemanha, o jovem não teve do que reclamar. O Hoffenheim classificou-se para a primeira divisão em sua primeira temporada na Série B, tendo o brasileiro como o destaque. Mesmo assediado por outras equipes européias, dificilmente Carlos Eduardo sai o clube agora. 'Vai ser difícil eles me liberarem. O sonho do presidente é que façamos uma semifinal da Champions League contra o Milan'.O momento de Anderson é ainda melhor. Há menos de uma semana, o meia sagrou-se campeão da Champions League, batendo um dos pênaltis decisivos na final contra o Chelsea. A decisão pode ter sido emocionante, mas, de acordo com ele, não foi o confronto mais complicado pelo qual já passou. 'A Batalha dos Aflitos foi muito mais difícil, jogamos sete contra 11 deles', lembra ele.De férias na capital gaúcha, ele junta-se nesta semana à Seleção, que realiza dois amistosos, contra Canadá e Venezuela. Anderson é cotado para integrar a seleção que vai à Olimpíada

Como era cheio de milhões de Euros o meu "Vestiário vazio"!!!

Milhões de euros passearam ontem à tarde pelo estacionamento do Olímpico. Em férias, Anderson, campeão da Liga dos Campeões pelo Manchester United, e Carlos Eduardo, do alemão Hoffenheim, foram visitar amigos. Tornaram ainda mais alegre o ambiente do Grêmio, dono da terceira melhor campanha no Brasileirão.
- Vocês já perceberam como está valorizada esta área? - perguntou aos repórteres o diretor-executivo Rodrigo Caetano, apontando para o local em que os dois jogadores concediam entrevistas.
Mais extrovertido do que Carlos Eduardo, Anderson passou em alta velocidade pelos seguranças que guardam os portões do estádio e estacionou seu Porsche Cayenne S preto em frente ao vestiário dos juniores. Com sotaque português, herança da passagem de dois anos pelo Porto, disse que lembrou dos funcionários do Grêmio quando converteu o pênalti na final da Liga dos Campeões na semana passada, contra o Chelsea.
- A Batalha dos Aflitos foi muito mais difícil do que a Liga dos Campeões - sorriu.
Carlos Eduardo, que chegou ao Olímpico com uma caminhonete Hummer branca, revelou ter sido questionado há dois meses pelo presidente do Hoffenheim sobre as características do zagueiro Leo e do lateral Anderson Pico. Acredita que uma proposta pelos dois possa ser feita na metade do ano, quando será reaberto o mercado europeu de contratações.
- Em 10 dias, o nosso técnico (Ralf Rangnick) virá ao Brasil. É quase certo que estará no Olímpico para ver os dois - adiantou.
Pelo menos um concorrente o Hoffenheim precisará enfrentar. Ricardo Gomes, técnico do Monaco, da França, também virá ao Brasil acompanhar Leo. Dependendo do que avaliar, pode recomendar sua contratação. O volante Rafael Carioca, 18 anos, também agrada ao técnico, mas ainda é considerado muito jovem. Pico, 19 anos, admite que ainda não estaria "totalmente pronto" para jogar na Europa. No sábado, contra o Vasco, ele deve ser o substituto de Helder, suspenso.(luis.benfica@zerohora.com.br)

domingo, abril 13, 2008

Crônica de uma Morte Anunciada

O blog gremioacimadetudo, desta vez, se superou. Tanto que a "Crônica de uma Morte Anunciada" está sendo publicada por toda parte. Aqui, foi publicada por comentaristas. Mas recebemos tantas pressões que, e com todo o prazer embora com algum atraso, disponibilizamos a crônica para nossos leitores, ficando, além disso, nos arquivos para memória e releitura:
Crônica de uma Morte Anunciada
Crônica de uma Morte Anunciada
Existe uma doença chamada iatrogrenia, uma doença causada pelo procedimento médico. Ou seja, procurando ministrar tratamento, o médico agrava o problema do paciente ou cria um novo.
Foi o que aconteceu no Grêmio neste ínicio de ano. Acabaram com um plantel que, pelo menos, tinha chegado às finais da Copa Libertadores e bem colocado no Campeonato Brasileiro.
Depois, criaram um novo problema, passaram a contratar a rodo e sem critérios, o que, aliás, vem sendo feito desde que esta direção assumiu e terminou no triste e melancólico espetáculo proporcionado na última semana. Pensaram que o que havia sido feito em 2005, daria certo sempre.
Não esqueçamos que tudo não passou de uma fatalidade, que só o Imortal Manto Sagrado é que tem o privilégio daquelas coisas acontecerem, porém, “eles” se acharam os maiorais, que eram superiores a tudo e a todos, que entendiam de futebol como nunca antes ninguém havia entendido e, não se sabe bem por que eles têm uma simpatia acima dos padrões normais da maioria da mídia.
Escutar Paulo Odone ontem, dando a entrevista para justificar tamanho fracasso, nos fez relembrar as entrevista de Flávio Obino, a quem tanto a mídia e torcida criticaram. Vale a pena mencionar aqui a sabedoria popular: “Nada como um dia após o outro” ou “Aqui se faz, aqui se paga”.
Ele Odone relembrou sua primeira passagem pelo Grêmio, afirmando, inclusive, que foi muito prejudicado, mas muito mesmo financeiramente, pela sua dedicação ao Grêmio.
Perguntamos: por que então quis concorrer novamente? Por que tirou de Adalberto Preis a oportunidade de fazer uma gestão competente?
Ah, é fácil responder: estava no ostracismo, não tinha mais a mamata do salário de deputado, necessitava aparecer na mídia para uma nova releição e era, segundo ele, o “presidente emoção”, enquanto Preis seria o “homem dos quadradinhos” do Planejamento Estratégico.
Na melancólica entrevista, cita a gestão profissional, a Arena o Centro de Treinamento, todos quadradinhos antes tripudiados. E mais, cita uma conferência que teria feito no Recife, para falar justamente desta gestão profissional e, é claro para não perder a oportunidade de aparecer. Para esta viagem arranjou tempo, em outras oportunidades não o teve,para acompanhar os jogos do tricolor, como aconteceu este mesmo ano em diversas oportunidades.
Falou ainda que não queria permanecer mais um mandato, mas que houve pressões para a sua continuidade, o que não é verdade. Todos sabemos que ele queria indicar Britto e ir para a Grêmio Emprendimentos, não queria ser um presidente preocupado com o lateral esquerdo, mas sim, aquele que iria construir um estádio maravilhoso para disputar jogos da copa do mundo.
Pelaipe, mais uma vez, para justificar a centenas de contratações e os milhares de reais que se foram água abaixo pelo esgoto, cita o velho e surrado argumento, que em 2005 receberam um vestiário com 07 jogadores e alguns juniores (Anderson, Lucas Galatto e Carlos Eduardo) estes sim foram os que realmente salvaram o Grêmio, tanto no futebol como financeiramente.
Ontem ficamos sabendo que o presidente “começa a pensar”. E, sabemos também a hora em que o presidente “avalia” que tal coisa já não é mais possível, como aconteceu no caso recente da demissão de um treinador invicto.
E o que dizer disto? “ Túlio Macedo, fez discurso em que chamou o Inter de "fábrica de títulos". Saiu em ZH-05/04/08.Deus e a nossa imortalidade, nos salve desta .
Postado por Grêmio, Grêmio - Acima de tudo! às 06:27
http://www.gremioacimadetudo.blogspot.com/