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sábado, abril 10, 2010

Uma visão verdadeiramente isenta. De fora.


Grêmio eliminado pelo maldito pênalti à brasileira, a maior praga da arbitragem

por Mauro Cezar Pereira, blogueiro do ESPN.com.br

O Grêmio foi eliminado do segundo turno do Campeonato Gaúcho e perdeu uma invencibilidade de 51 jogos no Estádio Olímpico. Foi batido pelo Pelotas por 2 a 1. Independentemente da má atuação tricolor, chama a atenção a maneira como o time foi derrotado, graças a dois pênaltis absurdos, marcados por Fabrício Neves Corrêa.

No primeiro o goleiro Vitor disputou a bola na grande área com Thiago Duarte. Sem chances de levar a melhor na jogada, o jogador do Pelotas optou pela queda. Ao despencar no gramado, foi "premiado" com uma penalidade máxima absurda. O próprio Thiago converteu, empatando o cotejo que era vencido pelos gremistas com gol de Maylson.

Houve o contato do camisa 1 com o adversário, mas nada que justificasse o desabamento do mesmo. Aliás, havia sim o que explicasse: a chance de "ganhar" um penalti à brasileira. E deu certo. Detalhe: Victor chegou a levantar os braços na disputa normalíssima. Mas com esse árbitros a malandragem (quase) sempre leva a melhor.

O jogo seguiu até que Clodoaldo avançou pela esquerda. Na área, disputou com Mário Fernandes e... caiu, claro. Pênalti! Sim, na visão de um apitador louco para apontar a chamada "marca fatal" é só cair nas imediações da meta adversária que ele dá a penalidade. Assim, o mesmo Thiago cobrou e deu a vitória ao Pelotas.

Infelizmente não tenho acesso ao ranking completo dos que mais deram pênaltis no Campeonato Gaúcho. Mas o do torneio paulista ajuda a escancarar a falta de critério, que não é um problema regional, mas do futebol brasileiro com suas faltinhas e penais criados por árbitros ruins. E com o apoio de parte da mídia. Um saco.

Campeonato Paulista*
Observe que no mesmo campeonato um árbitro marca mais de um pênalti por partida em oito participações e dois não marcam penalidade máxima alguma com o mesmo número de jogos.

Os que mais marcam:
Paulo Roberto Ferreira - 8 pênaltis - 7 jogos
Paulo César de Oliveira - 4 pênaltis - 7 jogos
Rodrigo Martins Cintra - 4 pênaltis - 7 jogos
Guilherme Cereta de Lima - 4 pênaltis - 7 jogos
Fabio de Jesus Volpato Mendes - 3 pênaltis - 5 jogos
Leonardo Ferreira Lima - 3 pênaltis - 6 jogos
Márcio Roberto Soares - 3 pênaltis - 6 jogos

Os que menos marcam:Cleber Wellington Abade - 0 pênalti - 8 jogos
Marcelo Aparecido Ribeiro de Souza - 0 pênalti - 8 jogos
Philippe Lombard - 0 pênalti - 5 jogos
Flávio Rodrigues guerra 1 pênalti - 8 jogos
Rodrigo Guarizo Ferreira do Amaral - 1 pênalti - 8 jogos
Marcelo Rogério - 1 pênalti - 7 jogos
Luiz Flávio de Oliveira 1 pênalti - 7 jogos
Wilson Luiz Sineme - 1 pênalti - 7 jogos
Raphael Claus - 1 pênalti - 7 jogos
Robério Pereira Pires - 1 pênalti - 6 jogos
Demétrio Pinto Candançan - 1 pênalti - 6 jogos
Milton Etsuo Ballerini - 1 pênalti - 6 jogos
José Henrique de Carvalho - 1 pênalti - 5 jogos
Leandro Bizzion Marinho - 1 pênalti - 5 jogos

* apenas quem apitou pelo menos cinco jogos
Fonte: Footstats

Mauro Cezar Pereira é de Niterói (RJ) e começou no jornalismo em 1983. Passou pela Rádio Tupi, Sistema Globo de Rádio, Rádio Manchete, O Globo, O Dia e Jornal do Brasil, além de Editor do Jornal dos Sports. Comentarista dos canais ESPN, e da Rádio Eldorado/ESPN, assina uma coluna na revista Trivela

Dicas do Pires

Irracional, estúpido, idiota e, sobretudo oportunista, dizer que o jogador admitiu então é pênalti.
Salvo por clubismo, única justificativa, tinham de se envergonhar... MUITO!

terça-feira, outubro 27, 2009

A crônica e o pênalti indiscutível: desonestidade?

27 de outubro de 2009
PAULO SANT’ANA

*
Amnésia ou cegueira?

O Fantástico de domingo passado abriu seu noticiário sobre o Gre-Nal com o locutor dizendo: “Se o árbitro tivesse marcado este pênalti do Bolívar sobre o Réver, o resultado do Gre-Nal seria outro”.

E mostrou o pênalti escandaloso do jogador colorado segurando a camiseta do gremista dentro da área do Internacional, derrubando-o.

***

Depois de o Fantástico valorizar o pênalti não marcado como o lance mais importante do Gre-Nal, fui ler os colunistas de Zero Hora no dia seguinte.

O analista de arbitragem da RBS, Chico Garcia, disse no Bate-Bola da TVCOM e escreveu em Zero Hora que “agarrar o adversário pela camiseta nem sempre é pênalti”.

O analista de arbitragem da RBS esqueceu que a regra diz que segurar jogador adversário pelo uniforme fora da área é falta, dentro da área é pênalti.

***

Não desisti e fui ler o Wianey Carlet. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Fui adiante e li o Mário Marcos de Souza. Nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Aí fui ler o Ruy Carlos Ostermann, página inteira: nenhuma palavra sobre o pênalti.

Nenhuma.

Então passei a ler o Luiz Zini Pires: nenhuma palavra sobre o pênalti.

***

Fui correndo ler o Falcão, olhando a coluna de cima para baixo e nada sobre o pênalti, mas no último tópico da coluna do Falcão havia um subtítulo: “Pênalti”.

Enchi-me de esperança de que o Falcão fosse falar sobre o pênalti de Bolívar em Réver. Qual nada! O Falcão escreveu no último tópico de sua coluna sobre o pênalti acontecido no Maracanã, pasmem, no jogo... Botafogo x Flamengo!

Não era de crer!

***

Sobravam-me dois ases da crônica esportiva de antanho, que foram convidados para escrever ontem sobre o Gre-Nal em ZH: Lasier Martins e Lauro Quadros. Em ambos os espaços, nenhuma palavra sobre o pênalti. Nenhuma palavra. Nenhuma!

E o jogo não foi 8 a 0, foi 1 a 0. É demais!

***

Ou o Fantástico enlouqueceu, ou eu enlouqueci: os coleguinhas não viram o pênalti e, pior, não se referiram ao pênalti.

Que houve? Amnésia? Cegueira? Labirintite? Não pode ser labirintite, sinceramente, porque estou ainda com labirintite, apesar da cirurgia – e lá estava, mesmo assim, em minha coluna um veemente protesto sobre o pênalti.

***

Não sei o que houve, mas sempre tive explicações sobre esse fenômeno, eu e o Fantástico estávamos com a razão, o pênalti foi vergonhoso, capital, escandaloso!

E como é que não viram?

Devem ter visto e em conjunto se esqueceram de registrar.

Nota: Também no programa do Sprtv, domingo à noite, entre 3 participantes, houve unanimidade sobre o lance: pênalti indiscutível.No lance, Bolívar, com a mão esquerda puxou a camiseta de Rever e com a direito puxou o braço direito do jogador gremista.

Ao referir-se ao veemente protesto em relação ao pênalti, Santana se referia à seguinte parte da coluna de segunda-feira:

Eu ia dizer que o Duda Kroeff, antes de tudo, é um azarado. Ele e o Autuori.

Azarados porque não puderam jogar no Gre-Nal Máxi Lopez, Tcheco e Jonas. Azarados porque o Victor levou um frangaço indesculpável.

Azarados porque a 36 minutos do segundo tempo Bolívar fez um pênalti escandaloso em Réver e esse juizinho pusilânime que sortearam para o Gre-Nal não marcou.

São uns azarados!

Mas vou me incluir, junto com a torcida do Grêmio, entre os azarados.

Nós é que temos azar por terem quebrado lá atrás o Grêmio com falcatruas e não ter surgido nenhum grande líder como dirigente depois da falência.

Bota azar nisso.

domingo, outubro 11, 2009

Dicas do Pires

TIRO PENAL

Posição da bola e dos jogadores

A bola

• deverá ser colocada no ponto penal

O executor do tiro penal:

• deverá ser devidamente identificado

O goleiro defensor

• deverá permanecer sobre sua própria linha de meta, de frente

para o executor do tiro penal e entre os postes de meta, até que

a bola seja chutada.