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segunda-feira, novembro 10, 2008

Os descritérios da mídia

Destaquei do sempre equilibrado e criterioso www.gremio1983.blogspot.com.
Até para não sermos acusados de, joãozinho do passo certo, estarmos vendo chifre em cabeça de cavalo.

Fui tentar acompahar a repercussão da rodada. Na ESPN Brasil clima de velório pelo insucesso do "projeto" Traffic/Luxemburgo. Na TVCom só se falava no co-irmão.

Impõe-se a divisão. Primeiro, a mídia nacional. Quando a mídia é estadual ou regional, admite-se a torcida para os times dos pagos. Vale para todos.

Quando a mídia é nacional - é o caso citado - a postura de torcida para determinados times é uma ofensa, um acinte contra os telespectadores/ouvintes de outros estados/clubes. Essas redes não aprenderam, ainda, ser nacionais. São mesquinhamente provincianas. Todas. Por isso, não ouço mais. Só sai bobagem e, ainda por cima, bobagem torcida.

A segunda parte: É a doença da nossa província. Não surpreende, André. Estavam, lá, sentados, todos torcedores dos encarnados. Inclusive aquele que insiste em dizer que é pênalti se o jogador estiver com o braço afastado do corpo independente da intenção. Eles, antes de ser profissionais, são doentes, obcecados pelo time deles. Já te deste conta que, confrontados com o fato, eles tergiversam - sem enfrentá-lo - para a tese da mania de perseguição?

sábado, julho 05, 2008

Dicas do Pires

A mentira não é só ilícito ético. Principalmente quando reiterada, persistente, repetitiva, a mentira é deletéria para o ambiente, extremamente prejudicial à entidade, pois desvia o foco de ações úteis, necessárias e cooperativas para o esforço impostergável, mas improdutivo, de repor a verdade.

domingo, outubro 28, 2007

Knijnik cumpriu o Plano Estratégico

Objetivo

REESTRUTURAR A ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA

Estratégias
· Criar área de Controle de Gestão (Controladoria)
· Elaborar Regimento Interno para uniformização da Administração do Clube
· Estabelecer sistema dinâmico e realimentador de cobranças e pagamentos a cargo do Clube
· Informatizar os Departamentos do Clube, dentro de um sistema integrado
· Adotar Política de Mensuração das atividades do Clube, comparadas com desempenho de Entidades co-irmãs
· Elaborar Código de Ética
O Presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio Mauro Knijnik ressalta, com justo orgulho, ter sido elaborado e aprovado o Código de Ética do Clube na gestão dele. Mauro, no particular e em vários outros pontos, cumpriu e fez cumprir o plano estratégico sobre o qual, em programa de tv, ele disse:

O que o próximo Presidente do Grêmio tem de fazer é pôr a mão sobre o Plano Estratégico e jurar cumpri-lo.
Além do Código de Ética, foi criada a Controladoria, elaborado e aprovado o Regulamento Geral do Clube (novo nome do originalmente chamado Regimento Interno), iniciativas ao alcance do Conselho Deliberativo.
obs. Colaborações como esta serão bem-vindas.

Ética e Futebol por Mauro Knijnik

Nosso Colaborador
ÉTICA E FUTEBOL Mauro Knijnik
A crise ética do país não tem fronteiras. Avança sobre as instituições, corrói a vida política, consagra a impunidade. Nos últimos meses, ficamos mais uma vez sobressaltados com as revelações sobre negócios escusos envolvendo um clube paulista de futebol, com repercussões que colocam em xeque o resultado do Brasileiro de 2005. A falência moral do país não poupa - e não é de hoje - a maior das nossas paixões esportivas.
Em meio à confusão moral, o homem acaba não percebendo que a falta de ética é uma derrota que ele impõe a si mesmo. Há um clichê a respeito do futebol que o caracteriza como 'uma caixinha de surpresas', referência popular ao fato de que dentro do campo tudo pode acontecer. Mas há coisas na vida das quais não podemos esperar surpresas. Precisamos de um mínimo de previsibilidade moral nas nossas relações, e ela se justifica pela aplicação mínima de regras de conduta universalmente aceitas.
Não podemos encarar o futebol como um aspecto secundário da vida, pelo volume dos negócios ou pela intensidade das paixões sinceras que movimenta. Tanto quanto cobramos de nossos representantes, precisamos exigir decência de quem se dedica ao esporte. Da mesma forma como na vida social ou no amor, no nosso dia-a-dia, dependemos de regras de convivência que funcionem como linhas de fronteira entre o certo e o errado e entre o bem e o mal.
Confesso que me incomoda a expressão 'isso é coisa do futebol' quando se pretende justificar atitudes antiéticas ou até mesmo ilegais no âmbito futebolístico. É triste ver um conceito torpe prevalecer em uma atividade que mistura tão bem tradição e paixão. Ser permissivo em relação ao futebol é socialmente aceitar que tudo pode acontecer nesse ambiente agitado por transações milionárias, exposição na mídia e vaidade. Como se traíssemos a opinião pública, escondêssemo-nos dela. Não podemos aceitar que os números das transações não fechem, que sempre exista algo de podre nos bastidores. Enfim, não podemos aceitar 'coisas do futebol'.
É preciso resgatar a ética como um instrumento de valorização da condição humana. Ao assumir a presidência do Conselho Deliberativo do Grêmio Foot-Ball Porto-Alegrense, procurei levantar a discussão do tema por meio de iniciativa inédita no âmbito esportivo: a criação de um Código de Ética. Objetivo, contém regras que não fogem do bom senso. Nesse mesmo nível de entendimento, ou seja, no nível da ética e do bom senso, é que acreditamos que devam ser apuradas todas as irregularidades que ocorrem no país.
Nossa expectativa é que esse tipo de investigação sirva para que as 'coisas de futebol' sejam apenas a tradição, a torcida e, igualmente, a ética. O Brasil precisa de bons exemplos e o futebol, como paixão nacional, precisa estar na linha de frente desta batalha.
presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio
Correio do Povo Porto Alegre - RS - Brasil 26/10/2007