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domingo, setembro 12, 2010

0,96% a mais levam a 100%

Em votos e em percentuais, o resultado da eleição para o Conselho Deliberativo foi o seguinte:

Chapa 1 - 2327 votos - 50,42%

Chapa 2 - 1159 votos - 25,11%

Chapa 3 - 1129 votos - 24,46%

Diferença pro chapa 1 : 0,96%

Para o raciocínio deste comentário, impõe-se a soma dos percentuais das chapas 2 e 3. Ambas teriam ultrapassado a cláusula de barreira estabelecendo-se praticamente um empate nas eleições. Por esse prisma. Quarenta e nove vírgula cinquenta e sete por cento (49, 57%) dos associados votantes ficaram sem representação no Conselho Deliberativo.

Pergunta que se impõe: como estará a consciência dos que - sem nenhum impedimento - não foram votar a redução da cláusula de barreira e estimularam o não comparecimento?

Se excluíram, excluíram quem foi votar a favor e criaram esse monstro de uma chapa, por diferença de 0,96% votos a mais, fazer 100% das cadeiras.

Quando virá um mea culpa, uma autocrítica, um pedido de desculpas? Para os associados e para a Instituição.

Na prática, a proporcionalidade foi fraudada, pois 50,42% conquistaram 100%.

Legalmente legítima e correta. Ou seja, foram cumpridas as "regras do jogo".

Politicamente, ilegítima e excludente a representação.

Desnecessária (!) a acusação, conforme ouvimos ontem, de uma suposto candidato -QUE NÃO COMPARECEU À VOTAÇÃO da emenda de redução da cláusula de barreira - acusar os outros de terem ido contra a redução.

quinta-feira, setembro 09, 2010

Dr. Régis: vai continuar assim, ou o Sr. vai tomar providência?

Invertendo a maliciosa matéria de ZH, partindo da ordem de importância: primeiro a informação oficial não desmentida; depois a inverdade plantada de má-fé:

Diz o Presidente Régis, do Conselho Deliberativo do Grêmio:
" ...que a comissão eleitoral solicitou ao TRE urnas eletrônicas tanto para a Capital como para o Interior. Como o período da eleição do Grêmio coincide com as eleições estaduais, foi atendido apenas o pedido relativo à Capital."

Todos sabem isso. Foi oficialmente informado ao Conselho Deliberativo. O Regimento Eleitoral, aprovando urnas no interior, foi entregue a todos os conselheiros. Sem condições técnicas, infelizmente. Por razões que não dependem do Grêmio.

Só inaudita má-fé pode fazer como está em ZH de hoje: acusar alguém do Grêmio por esse fato.
Enquanto esse tipo de demagogia prevalecer na política gremista. Enquanto grassar essa má-fé, não haverá conserto.

Não há como compor algo consistente com pessoas de tamanha má-fé. Que não tem nenhum respeito pela verdade.

E o Sr. Dr. RAUL RÉGIS DE FREITAS LIMA, vai deixar por isso mesmo? Vai deixar o ambiente civilizado do Grêmio ser destruído por comportamentos dessa má-fé. Inclusive, com a maior acusação voltada ao Sr., embora veladamente ? Sim, quem poderia atrasar (?) tanto?

domingo, março 14, 2010

A politicagem ainda vai acabar com o Grêmio. Vai inflar e satisfazer egos, transformar os embates eleitorais num fim em si mesmo e danar o Clube.

Assim como fizemos em outros casos (e vice-versa), devidamente autorizados, estamos a publicar, para meditação,  um comentário feito por Carlos no excelente blog sempreimortal:


  1. Carlos Disse: 
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    Marcos
    Só que não é possível escolher da forma que consideras ideal.
    Temos de ser realistas. Existe um modelo. É dentro desse modelo que será feita a eleição.
    A pluralidade democrática – possibilidade de debate de idéias – fica preservada com a indicação de representantes por todos os grupos.
    Mas insisto: a democracia não é um fim em si mesmo. A democracia é meio, é instrumento.
    Lenin escreveu certa feita “A doença infantil do comunismo”. Alguém já falou no “porre de democracia” tudo no sentido de que não funciona querer mudar tudo de uma vez por idéias mirabolantes sem ver a parte prática, ou seja, tem de ver se funciona.
    Não sou socialmente elitista. Intelectualmente, sim. Não importando as origens, privilegio “as melhores cabeças”. Que são facilmente identifcáveis atualmente.
    Gostaria de saber qual é a “democracia” dos maiores e melhor sucedidos Clubes do Mundo e, também, das melhores empresas.
    Em uma associação como é o Grêmio esse instrumento deve ter uso diferente do que, p. ex., na política convencional com partidos políticos defensores de ideologias conflitantes tocando o patrimônio, a vida, a liberdade das pessoas. Para ficar só no lado positivo.
    Quase sempre, as criações mentais ideais, na prática, não funcionam.
    A politicagem ainda vai acabar com o Grêmio. Vai inflar e satisfazer egos, transformar os embates eleitorais num fim em si mesmo e danar o Clube.
    Me marcou profundamente a frase de que temos de parar de festejar resultados eleitorais no Barranco e cuidar mais de criar condições autossustentáveis para festejar títulos. Ser maiores do que os outros e não que os rivais políticos internos.
    (os negritos não são do original)


sábado, dezembro 19, 2009

Chega de comemorar só vitória eleitoral. Hora de faixa no peito!

"Prezado Hiltor!

Meu compromisso com o presidente Duda Kroeff, de assessorá-lo, conforme combinado, encerra-se em 21/12. Minha atuação no Grêmio, nesses últimos tempos, tem sido focada em ações de coordenação política e desenvolvimento de projetos de gestão. Chegou o momento de merecidas férias e oportunas reflexões.

O Grêmio de hoje é sério, dirigido por gente séria. Seguimos avançando em áreas vitais, outras nem tanto. É preciso saber explorar mais nossos potenciais. O equilíbrio financeiro torna-se uma realidade, embora a necessidade, ainda, de uma melhor disciplina orçamentária. A confiabilidade da gestão financeira e a implementação do planejamento estratégico resgatam a credibilidade e imagem do clube.

Penso que o único caminho a ser seguido é o da governança institucionalizada. As políticas devem ser da instituição e não da gestão, de segmentos de dirigentes, pois senão a cada dois anos interrompe-se a continuidade no desenvolvimento do clube. Neste sentido, fundamental que se busque a pauta de convergência, aquela que transcende os grupos políticos, que são do interesse maior da instituição.

Vou seguir lutando pela harmonização do processo político e pela gestão integral, independentemente da alternância de gestores, o que é saudável e se alinha com o espírito democrático. Estarei igualmente empenhado na execução do Projeto Arena que, quando concluído, será motivo de orgulho para todos os gremistas.

O ano de 2010 será de grandes desafios institucionais, dentro e fora de campo, sem falar nos três processos eleitorais que teremos pela frente. Mas o futebol é a alma e a razão da instituição, e o Grêmio de hoje já oferece oportunidades e condições diferenciadas e positivas para se buscar vitórias consistentes.

Chega de comemorar vitória eleitoral, é hora de comemorar faixa no peito. Forte abraço e um Ano-Novo de muita saúde e realizações.

Evandro Krebs."

quarta-feira, novembro 07, 2007

Notícia do globoesporte.com desperta preocupação no Grêmio


07/11/2007 - 15h19m
Suspeita de desvio de dinheiro para o clube
Parte do dinheiro de suposta fraude teria rendido propina em eleição para o conselho
Do GLOBOESPORTE.COM
Em Porto Alegre
A Polícia Federal investiga o desvio de R$ 40 milhões pela cúpula do Detran (Departamento Estadual de Trânsito) gaúcho. Integrantes do órgão foram detidos na terça-feira e, alguns deles, liberados depois. É o caso de Flávio Vaz Netto, diretor-presidente da instituição. E agora a Polícia analisa a possível distribuição de parte do dinheiro para pagamento de propina em eleição para a renovação do Conselho Deliberativo do
Grêmio. Vaz Netto é membro do Conselho de Administração do Tricolor.
A informação da suspeita da Polícia partiu do advogado do dirigente, Paulo Oliveira, em entrevista por telefone à Rádio Bandeirantes. Ele comentou que conversas telefônicas de Vaz Netto com Antônio Dorneu Maciel, conselheiro do Grêmio e diretor da CEEE (Companhia Estadual de Energia Elétrica), que também teve prisão preventiva decretada, fomentaram a desconfiança.
- São gravações do Flávio falando com o Maciel sobre o Grêmio, clube de coração dele, combinando questões eleitorais, pagamentos de mídias, que eram confundidas com propina - afirma o advogado.
Na eleição, a chapa 1, da Situação, foi a vencedora, acompanhada da chapa 3. Na ocasião, grupos de oposição suspeitaram que a diretoria estava investindo dinheiro do clube em campanhas de mídia. O atual presidente do Conselho Deliberativo do Grêmio, Raul Régis de Freitas Lima, também em entrevista à Rádio Bandeirantes, comentou a questão.
- É uma coisa muito séria, que realmente temos que procurar saber a verdade, apurar em sua integralidade. É um assunto que interessa ao Conselho de Administração do Grêmio e também ao Conselho Deliberativo. Vou procurar conversar com o presidente Paulo Odone e, no Conselho, assim que for apurado, posso garantir que tomaremos as medidas cabíveis - assegura. A assessoria de imprensa do Grêmio informa que Paulo Odone falará sobre o assunto até o fim do dia.
Em notícia - com erros de concordância e de acentuação - o site do Grêmio publica matéria com a manifestação do Presidente Paulo Odone
07.11.2007
Assunto Detran
Devido aos acontecimentos no Detran envolvendo o vice-presidente Flávio Vaz Neto, o presidente Paulo Odone se manifestou, na tarde desta quarta-feira, e falou sobre possíveis questões envolvendo o Grêmio no caso.
Em entrevista concedida, Odone falou primeiramente que é um absurdo as acusações de que o clube tenha sido beneficiado com o dinheiro desviado do Detran. Ele esclarece que no Grêmio teve um processo eleitoral onde houve um gasto de uma publicidade de TV e jornal de apoio à campanha e que foi custeada por líderes da chapa, ressaltando que desconhece o assunto e que jamais admitiria isso.
Com relação a participação do membro do conselho de administração, Flávio Vaz Neto, o presidente gremista se diz chocado, uma vez que sempre o teve e o tem como um homem sério, não só da vivência de clube, mas da política também. “Absoluta seriedade sempre foi a reputação do Dr. Flávio. Eu não posso imaginar que ele esteja envolvido neste tipo de falcatrua”, destaca Odone que vai aguardar os acontecimentos.
Questionado se o Grêmio vai colaborar com as investigações, Paulo Odone salienta que não há com o que colaborar, já que ele desconhece qualquer coisa envolvendo Polícia Federal e que o Grêmio não tem nada a ver com isso. Mas deixa claro que se a PF o procurar vai colaborar no que for possível, ainda que pense que não tenha o por que de ser acionado, já que não existe o envolvimento nenhum do clube. “A situação do Dr. Flávio como presidente do Detran não tem nada a ver com a dele de vice-presidente do Grêmio”, conclui Odone.