quarta-feira, janeiro 13, 2010
Amsterdam Arena na Bahia
A holandesa Amsterdam Arena, maior operadora de arenas esportivas do mundo, fechou seu primeiro grande negócio no Brasil. Será a responsável pela demolição, reconstrução e gestão do novo estádio da Fonte Nova, em Salvador. Os holandeses terão a seu lado gente da terra, que conhece todos os santos da Bahia. Fecharam um acordo com a empreiteira OAS. A nova arena deverá ser inaugurada no fim de 2012, a tempo, portanto, de ser utilizada na Copa das Confederações, prevista para o ano seguinte. Terá capacidade para 50 mil espectadores.
A operação será dará por meio de Parceria Público Privada (PPP), com a participação do governo baiano. Segundo o edital de licitação, o consórcio Amsterdam Arena/OAS terá de investir cerca de R$ 300 milhões no projeto.
fonte: relatório reservado, economia & finanças.
sexta-feira, novembro 20, 2009
terça-feira, novembro 17, 2009
Pílulas sobre a Arena: qualidade e fiscalização
BOLA DIVIDIDA | LUIZ ZINI PIRES
-
Arena 1
O Grêmio espera ter em mãos no mês de maio de 2010 a licença de instalação das obras da Arena no bairro Humaitá, colado à freway. Se a prefeitura da Capital liberar os documentos, o estádio começa a ser construído em junho, julho no máximo. O prazo de entrega será de 30 meses. A inauguração está prevista para os meses de janeiro ou fevereiro de 2013.
-
Arena 2
A Grêmio Empreendimentos, segundo seu presidente, Adalberto Preis, busca uma consultoria para acompanhar, passo a passo, a construção da futura Arena. A empresa vai seguir a finalização de todos os projetos e ainda fiscalizar as obras, do concreto ao ar-condicionado, passando pela qualidade das cadeiras até o material usado no teto do estádio, por exemplo.
-
Arena 3
Cerca de 55% do dinheiro necessário para erguer a obra é capital próprio da OAS, a segunda maior construtora do Brasil. Os outros 45% serão buscados em bancos. O projeto inicial calculava um estádio de R$ 310 milhões, fora o terreno.
Hoje, quase dois anos depois, o valor da construção pode encostar nos R$ 400 milhões. O Grêmio não está envolvido em nenhum empréstimo ao lado da OAS. - http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2719501.xml&template=3916.dwt&edition=13538§ion=1010
sexta-feira, outubro 30, 2009
Arena no COMAM segunto o JC
Notícia da edição impressa de 30/10/2009
Empreendedor detalha obra da Arena do Grêmio
Comunidade debateu impactos do projeto, que chega à prefeitura nesta terça
Fernanda Bastos, especial para o JC
O Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comam) de Porto Alegre debateu nesta quinta-feira o projeto da Arena do Grêmio. O complexo será construído no bairro Humaitá, zona Norte da cidade, e tem previsão de término em 2013. A proposta foi apresentada pelo presidente do conselho administrativo do Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, e por representantes das empresas que organizam a estrutura da obra - OAS Construtora,Consularq Arquitetura e Engenharia e Profill. Além do estádio de futebol, o terreno de 130 mil m² deve abrigar hotel, shopping e conjunto residencial. Preis argumentou que a arena representará um marco no desenvolvimento da região, já que o projeto engloba um complexo cultural e esportivo. "Não se trata apenas de um equipamento destinado ao futebol", observou. Para minimizar impactos, o projeto terá prevenção a ruídos, elaboração de zoneamento ecológico com identificação de unidades de conservação, preservação do patrimônio histórico e cultural, além de criação de escolas e infraestrutura. Os estudos sobre o aumento de tráfego apontam para a necessidade de uma rodovia expressa, com ênfase no transporte público. Os conselheiros demonstraram preocupação com o impacto da obra. O representante da ONG Solidariedade, Eduíno de Mattos, pediu esclarecimentos sobre as compensações em relação à retirada de uma escola técnica, de uma escola privada e de um Centro de Tradição Gaúcha da região. "Já que a região tem carência de infraestrutra, esse é um ponto negativo", apontou. O representante da Associação dos Moradores do Bairro Anchieta, Lotar Adalberto Mar-kus, cobrou que constassem no projeto as compensações prometidas à comunidade em reunião realizada no ano passado. "Fizemos uma série de solicitações quando o projeto foi exibido para a região, mas elas não estão nessa apresentação", reclamou, lembrando que há necessidade de criação de vias específicas para o deslocamento dos moradores. O representante da ONG Guardiões do Lago Guaíba e presidente da câmara técnica de Recursos Naturais no conselho, Gilson Tesch, acrescentou como problemas os possíveis aterros e a falta de infraestrutura para esgotos na área. "Temos de ter mais informações", pediu. Também houve solicitação de informações mais aprofundadas sobre o Estudo de Impacto Ambiental, que, pela previsão dos empreendedores, será finalizado até dezembro. Preis garantiu aos conselheiros que a região será compensada pela qualificação do bairro, com melhoria na acessibilidade e incremento de habitações e empregos. Diante do volume de questionamentos - a exposição já durava duas horas -, o secretário municipal do Meio Ambiente, Professor Garcia, propôs ao grupo que as questões fossem organizadas em um documento que será entregue aos empreendedores. O projeto da Arena do Grêmio será protocolado na prefeitura nesta terça-feira e segue para análise na Secretaria do Meio Ambiente. Em março do ano que vem, a proposta do clube deve ser tema de audiência pública.
De acordo com Preis, o Comam foi o primeiro órgão que conheceu detalhadamente o projeto, visto que as apresentações anteriores eram mais conceituais. "Por respeito à população e consideração ao conselho, introduzimos o projeto antes mesmo de ele chegar à prefeitura", disse.
quarta-feira, outubro 07, 2009
Arena Gremista sendo cercada por tapumes
Os tapumes estão sendo colocados em volta da área sobre a qual será construída a Arena do Grêmio e o complexo Humaitá da Construtora OAS. Segundo o profissional Márcio Pfeiffer, que está fazendo o levantamento das árvores do local, a marcação dos tapumes já está feita em volta de toda a área.
sábado, setembro 05, 2009
Ignorância ou má-fé?
Obras da Arena são adiadas à espera de crédito
No corpo da matéria, há o reconhecimento de que ainda está pendente o Estudo de Viabilidade Urbanística e que os projetos dependem de aprovação na Prefeitura.Pergunta-se: as obras poderiam ter início sem as aprovações da Prefeitura de Porto Alegre?
Obviamente não. Como então, é a falta de financiamento que atrasa as obras?
A interpretação da matéria é totalmente contraditória, insubsistente. Não tem pé nem cabeça.
Na verdade, se não houver financiamento, a obra poderá até não ser realizada, mas não há atraso de obras por falta de financiamento.
A primeira impressão dessa confusão é que há mesmo falta de inteligência para compreender como as coisas acontecem no mundo real.
No entanto, quando a Construtora OAS publica nota esclarecendo o tema e a menção aos esclarecimentos é quase de rodapé, cria-se margem à dúvida. Qual o verdadeiro interesse a presidir as distorções da matéria assinada? E do enorme destaque dado contrariamente à quase ocultação do rebate?
Diz a matéria hoje publicada:
GRÊMIO
OAS promete obras para 2010
A OAS reiterou ontem, por meio de sua assessoria de imprensa, que as obras de construção da arena do Grêmio começam em meados de 2010. De acordo com a nota, o projeto se encontra em fase de aprovação nos órgãos públicos. A construtora também aguarda a abertura de linha de crédito especial por parte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para dar início à construção.Conforme a nota, o projeto segue o cronograma. A informação de que a obra seria iniciada ainda este ano referia-se, conforme a empresa, apenas às atividades pré-operacionais.
O presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis, afirmou que outras alternativas de captação de recursos serão buscadas caso a OAS não obtenha financiamento até 5 de março de 2010. Ele descarta a reforma do Olímpico.
Menos mal que a ZH virtual tem sido mais fiel ao jornalismo e tem publicado todas as versões com o mesmo destaque.
Como da Zero Hora impressa nada se pode esperar pelo descritério na seleção e no destaque de matérias de interesse do público, pelo menos, da ZH virtual se esperaria a publicação da nota da OAS na íntegra.
Afinal, a nota da OAS, além de conter, pelo visto, esclarecimentos sobre o tema, certamente compreende também compromisso público.
Incompreensível que um jornal importante dê destaque à especulação, à suposição e aos equívocos primários de interpretação em detrimento ao esclarecimento oficial, consistente com compromisso perante a opinião pública.
sábado, junho 13, 2009
As respostas aos questionamentos da Arena


Adalberto Preis Presidente da Grêmio Empreendimentos
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2009
A Arena passada a limpo
Durante a semana, o Correio do Povo publicou uma série de questões referentes à Arena, futuro estádio do Grêmio. Todas as questões são respondidas, neste domingo, pelo presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis. Uma novidade: a área do terreno da Arena, que seria de 4,9 hectares no Humaitá, bem menor do que no Olímpico (8,5 hectares), passa a ser um lote individualizado com uma área de 8,9 hectares, um pouco maior, inclusive, do que a área do Olímpico.
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2009
As respostas de Preis
Adalberto Preis já atuou em quase todos os departamentos do Grêmio e hoje é o presidente da Grêmio Empreendimentos, onde ele e seus pares trabalham sem remuneração. Para quem ainda sonha com a arena sendo construída na área onde fica hoje o estádio Olímpico, Preis diz que os 'contratos foram celebrados em caráter irrevogável e irretratável'.
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2009
Terreno maior
A arena do Grêmio seria construída num terreno de 4,9 hectares no Humaitá, bem menos do que o terreno do Olímpico, de 8,5 hectares. O projeto sofreu modificação e a área foi ampliada para 8,9 hectares. Segundo Preis, não há plano B. A arena sairá no Humaitá.
CORREIO DO POVO
PORTO ALEGRE, DOMINGO, 14 DE JUNHO DE 2009
‘Os direitos da publicidade de campo na arena pertencem ao Grêmio’
Durante cinco dias seguidos, o Correio do Povo publicou questões referentes à arena, o novo estádio do Grêmio. São questões polêmicas e que estão alimentando uma série de debates, muitos com a participação do presidente da Grêmio Empreendimentos, Adalberto Preis. O texto abaixo é de Adalberto Preis, que fez questão de responder a todas as perguntas. Para ele, 'a transparência é compromisso da gestão da Grêmio Empreendimentos'.
Antes das respostas, enfatizo que a transparência é compromisso da gestão da Grêmio Empreendimentos e que estamos dispostos a responder a todos os legítimos questionamentos da torcida gremista. Atendi a todos os convites recebidos de torcedores e associados nas últimas semanas, tendo realizado com eles diversos encontros, dentro e fora do Grêmio, nos quais houve liberdade total para perguntas, sugestões e críticas. No Grêmio, já participei em duas oportunidades, do Sábado do Associado, respondendo a todos os questionamentos, dúvidas e curiosidades. Não me cabe, porém, responder às perguntas de competência exclusiva do presidente do Grêmio.
Houve avaliação da área do Olímpico? Com o projeto de alargamento da vila Tronco até as margens do Guaíba esta área será valorizada.
A área do Olímpico vem sendo historicamente avaliada e reavaliada com pareceres técnicos para fins contábeis devidamente auditados. Pela informação constante de documentos do processamento do Projeto Arena, para o caso específico, foram obtidas avaliações informais da Construtora Goldsztein e da Imobiliária Lopes Dirani. Valor patrimonial de mercado, estático e contemporâneo. Os detalhes constam do parecer da Comissão de Patrimônio do Conselho Deliberativo. Complemento afirmando que o Grêmio, com a arena, vai receber maior valor patrimonial imobiliário e valor financeiro somados do que vai transferir. Mas, também, não vai receber nada gratuitamente, pois complementará o pagamento com ações e uso da marca Grêmio. Pelo reconhecimento de que ser parceiro do Grêmio, por si só tem um enorme valor, mercadológico e patrimonial.
Como o Grêmio vai retirar os gravames do Olímpico? Se o Grêmio não retirar os gravames em três anos (estipulado em contrato), o que acontece? Estes gravames serão pagos com os futuros direitos de televisão?
Existe um documento chamado 'cronograma de desoneração' mediante o qual, em três etapas anuais, até o ano de 2011, o Grêmio se obriga a desonerar os vários lotes que compõem o complexo Estádio Olímpico. Esse cronograma é de execução do clube e não da Grêmio Empreendimentos e, pelas informações que recebi, está em dia. Em garantia, foi concedida uma cessão fiduciária dos créditos da transmissão de TV. Estando em dia o cronograma, os valores serão liberados normalmente. Somente se o cronograma de desoneração não estiver sendo cumprido é que a parceira poderá usar recursos para atendimento do cronograma, mas sempre, e tão somente, para cumprimento de obrigações do Grêmio.
Por que o Grêmio não terá retorno financeiro com o entorno da arena?
Não há previsão contratual de participação do Grêmio no entorno da arena. O Grêmio, nas condições contratuais, receberá a arena com todas as respectivas dependências.
Por que o Banco Santander receberá 20% para intermediar o negócio?
O Banco Santander nada receberá do Grêmio.
Qual a função da Grêmio Empreendimentos?
A criação da Grêmio Empreendimentos é obrigação contratual para cumprir determinadas finalidades. Exercerá os direitos do Grêmio relativos à participação na gestão da arena. Atuará no acompanhamento e na fiscalização das obras. No funcionamento da arena, participará da cogestão mediante indicação de conselheiros para a Empresa Gestora. Participará do planejamento estratégico, dos planos anuais e dos orçamentos anuais dessa sociedade de propósito específico. Enfim, representará os interesses do Grêmio para serem geridos de forma técnica e profissional. Essa será a atuação mínima da Grêmio Empreendimentos. Poderá ter atividade mais ampla em atividades afins e conexas, matéria a ser definida na revisão do plano estratégico do clube previsto para o segundo semestre deste ano. Na ocasião, prevê-se, também, a elaboração de plano estratégico para a Grêmio Empreendimentos. Destaco ter passado a época dos 'achismos', do 'tive uma ideia genial' fora do contexto, dos movimentos desalinhados ou até contraditórios. Impõe-se uma visão sistêmica com a sinergia voltada para a realização dos objetivos prioritários alinhados à missão da Instituição. Enfim, com o uso de metodologia e de operação rigorosamente profissionais. Tão científicas quanto possível.
Qual a finalidade deste Conselho de Administração?
Competirá ao Conselho de Administração dispor sobre as matérias de que trata o artigo 142 da lei nO 6.404/76, a saber:
I – Fixar a orientação geral dos negócios da companhia; II – Eleger e destituir os diretores da companhia e fixar-lhes as atribuições, observado o que a respeito dispuser o estatuto; III – Fiscalizar a gestão dos diretores, examinar, a qualquer tempo, os livros e papéis da companhia, solicitar informações sobre contratos celebrados ou em via de celebração, e quaisquer outros atos; IV – Convocar a assembleia geral quando julgar conveniente, ou no caso do artigo 132; V – Manifestar-se sobre o relatório da administração e as contas da diretoria; VI – Manifestar-se previamente sobre atos ou contratos, quando o estatuto assim o exigir; VII – Deliberar, quando autorizado pelo estatuto, sobre a emissão de ações ou de bônus de subscrição; VIII – Autorizar, se o estatuto não dispuser em contrário, a alienação de bens do ativo permanente, a constituição de ônus reais e a prestação de garantias a obrigações de terceiros; IX – Escolher e destituir os auditores independentes.
Qual a relação hierárquica entre a direção do Grêmio e a direção da Grêmio Empreendimentos?
A Grêmio Empreendimentos será controlada pelo Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense.
A Grêmio Empreendimentos existirá após a conclusão da arena?
Existirá. Com as funções antes mencionadas e as que o Grêmio clube decidir segundo o planejamento estratégico a ser revisado (clube) e elaborado (GE) no presente ano de 2009.
Juridicamente, uma empresa sem fins lucrativos (Grêmio) pode ser sócia de uma empresa com fins comerciais? O Grêmio perderá os benefícios fiscais?
Quando elaborado o plano estratégico do Grêmio (2003/2004), aprovado pelo Conselho Deliberativo (set./2004), previu-se a criação de empresas, pelo Grêmio, para atuação profissional no mercado, com abrangência ampla, sem prejuízo de especialização. Consequência dessa visão estratégica, na reforma do estatuto do Grêmio, ocorrida no final de 2004, foram incluídos o parágrafo único do artigo 2º prevendo a constituição pelo Grêmio ou a participação dele em associações ou sociedades e o artigo 65, XXV, que atribuiu ao Conselho Deliberativo a competência para autorizar. Tanto que muita gente se surpreendeu que não foi necessária uma emenda específica ao estatuto para autorizar a criação da Grêmio Empreendimentos. A autorização já havia sido incluída antecipadamente de forma genérica por essa visão estratégica dos nossos legisladores. O clube continua e continuará uma associação sem fins lucrativos. No Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense não há distribuição de lucros. Todos os recursos auferidos são destinados ao cumprimento das finalidades da Associação. Os conselheiros e diretores não são remunerados.
Por que a arena terá apenas 52.398 lugares se o Grêmio buscava o crescimento do seu quadro social? O espaço destinado à avalanche (9.488 lugares) em pé, é permitido pela Fifa?
O 'apenas' fica por conta de ideia / desejo que todos nós, como
torcedores, temos. Os técnicos que projetaram a capacidade levando em consideração a média passada de público, a projeção futura mediante simulações e a relação custo da obra benefício de retorno não consideraram que fosse 'apenas'. A capacidade, assim, baseou-se em critérios técnicos a fim de garantir o equilíbrio econômico-financeiro da obra e do futuro estádio. Ademais, esse número de lugares está baseado no modelo em que o estádio está, totalmente dotado de cadeiras. Somente exigidas para jogos promovidos pela Fifa. Nas outras partidas, nesse raciocínio, a capacidade poderá ser superior a 60 mil lugares. Percebe-se aqui, como a todo momento, no dia a dia, o dilema: seguir uma orientação amadora (nos melhores e nos piores significados da expressão) ou uma orientação profissional especializada?
Qual será o tratamento dado ao sócio patrimonial do clube? Este sócio patrimonial não deveria ser consultado?
Quanto à consulta, estatutariamente não havia exigência porque todas essas competências são do Conselho Deliberativo. Referente ao tratamento do associado, impõe-se que venha a ser o melhor, por razões óbvias. Já a política de sócios é de exclusiva atribuição e responsabilidade do clube por seus órgãos estatutários. A Grêmio Empreendimentos, nesse particular, será executora da política do clube e trabalhará em conjunto para que seja harmonizada a satisfação do associado com a busca dos melhores resultados para o empreendimento. Com a Grêmio Empreendimentos estruturada com profissionais altamente capacitados, é de prever-se que o Clube venha a ser subsidiado com dados e informações para a tomada de decisões. O Grêmio não pode errar na política de associados, devendo buscar harmonia entre as questões legais e as econômico-financeiras.
Os sócios pagarão ingressos para a OAS ou a vinculação do sócio será apenas com o Grêmio? As mensalidades sociais terão seus valores majorados? O Grêmio terá que bancar a diferença do ingresso do sócio à OAS? Público brasileiro, média: 24.144; público brasileiro estipulado arena: 32.503; o Grêmio vai ter que reembolsar a OAS pelo direito dos sócios (diferença de preço ingresso/mensalidade social)? Se o Grêmio receber um 'bônus' de R$ 3 milhões por ano para descontar com sócios, mesmo assim, o clube terá que reembolsar
a OAS?
As perguntas contêm afirmativas verdadeiras e equivocadas. Na falta de espaço para detalhamento, exponho o que está contratado sem aceitar comprometimento com nenhuma das múltiplas afirmativas das questões. Até para não derrapar na falácia da pergunta complexa. Então: ninguém ingressará gratuitamente na arena. Para assistir aos jogos ou a outros espetáculos, todos têm de pagar o preço do respectivo ingresso, conforme acordado na política de preços em vigor ou, mediante acordo prévio com o Grêmio, tenha o valor do ingresso reembolsado pelo Grêmio à superficiária/gestora do estádio. O Grêmio poderá conceder descontos especiais desde que reembolse à superficiária o valor equivalente ao desconto ofertado sobre o preço acordado na política de preços em vigor. O plano anual deverá conter previsão sobre os limites de concessão de tais descontos e sobre a forma de seu reembolso, que deverá se dar mediante compensação com o valor mensal do preço fixo a ser pago ao Grêmio no mês imediatamente posterior ao da concessão do desconto. O valor dos ingressos será fixado em cada plano anual.
Estacionamento terá 7.853 vagas, sendo apenas 300 do Grêmio, 400 vagas a menos que atualmente?
O Grêmio terá 314 vagas para uso exclusivo, independentes da política de locação da gestão do estádio. Nas demais vagas haverá as que são obrigação mínima (5.100), distribuídas entre arena, shopping center, hotel e centro de convenções. Pela alteração do lay-out, esse número poderá chegar a 6 mil ou até a mais. Esse tema está em estudos e em debate com os órgãos técnicos da prefeitura. A exigência da Fifa é de 7 mil vagas até 1.500 metros do estádio, incluindo-se vagas nas ruas. Nessa distância da arena, e por esse critério, calcula-se a existência de cerca de 10 mil vagas.
Há alguma cláusula de manutenção da arena?
Sim. Esta e tantas outras questões podem ser respondidas de forma extremamente simples: o orçamento anual da empresa gestora terá de ser aprovado pelo Grêmio. No caso específico, ainda há cláusula prescrevendo que, no final dos 20 anos, quando o Grêmio receberá a propriedade plena, concomitante à extinção do direito de superfície, a arena terá de ser entregue em perfeito estado, salvo os desgastes naturais.
Um ano antes de expirado o prazo de superfície, a superficiária deverá encomendar a realização de um laudo de avaliação das condições da arena para apresentar ao Grêmio, que deverá indicar as medidas eventualmente necessárias para deixar as instalações da arena em perfeitas condições de uso, ressalvado o seu desgaste natural. O Grêmio participará, também, da elaboração do planejamento anual, no qual serão previstas as recuperações necessárias para manter a arena, sempre, em perfeitas condições.
Se a OAS falir. Qual a garantia que o Grêmio tem em relação à arena?
Dever-se-ia perguntar que garantia o Grêmio tem em relação ao estádio Olímpico. Se ocorrerem problemas quanto à conclusão das obras da arena e o seguro de 'performance bond' não for suficiente, o Grêmio, simplesmente, não entrega a área do estádio Olímpico. E, adicionalmente, ficará comprometida toda a implementação do megaprojeto. Se o fato perguntado ocorrer após a entrega do estádio, simplesmente não terá nenhum efeito na gestão da arena a não ser que o controle da sociedade gestora passaria a ser da massa falida sob supervisão judicial. A hipótese é remota, mas não há nenhum impedimento de ser analisada ainda que em termos teóricos. Há outra hipótese, na qual, se houver um determinado atraso, poderá ser afastada a superficiária e contratada a conclusão com outrem. O importante, no caso, é que todas as precauções foram tomadas para que o empreendimento tenha sucesso.
Se a OAS não cumprir os prazos de conclusão da obra, há alguma multa contratual, alguma penalização? Há previsão de multas e até de rescisão. Se um funcionário da OAS morrer na construção da arena ou entrar na Justiça, o Grêmio tem resguardo jurídico ou entra como coparticipante?
Toda a responsabilidade é da superficiária. Haverá, também, obrigatoriamente, seguros. Além do 'performance bond', para garantir a continuação da obra, serão contratados os seguros com cobertura para acidentes de trabalho, riscos de engenharia e responsabilidade civil cruzada.
O Grêmio entrega a área do Olímpico com o estádio em pé, ou o ônus da demolição é do Grêmio?
O Grêmio não terá nenhum tipo de ônus ou de responsabilidade pela demolição do estádio Olímpico.
Se houver um show (receita da OAS) e, por algum motivo, uma pessoa morrer ou danificarem o estádio, o Grêmio participa das despesas?
Não. A responsabilidade será da gestora que, certamente, terá os adequados seguros, como terá no curso da obra.
O Grêmio pode usar o campo para treinar?
Observo nos contratos normas sobre o direito/obrigação de realizar os jogos na arena, mas nada sobre treinamentos, o que não exclui a possibilidade de serem agregadas disposições nesse sentido. O ponto, contudo, é secundário, pois projeto para que o clube não venha a necessitar desse campo para treinamentos.
A prioridade é do Grêmio ou dos shows? Ex. Show Madona (há uma antecipação na agenda de um ano).
O Grêmio tem o direito/obrigação de jogar na Arena. Tem, portanto, prioridade absoluta. O planejamento restante será também discriminado no plano anual no qual o Grêmio terá influência decisiva. A prioridade está expressa no contrato da seguinte forma:
A realização de partidas de futebol do Grêmio contempladas no calendário terão prioridade sobre outros eventos na utilização da arena.
Se o Grêmio perder o mando de campo, pagará multa para a OAS?
Se qualquer parte tiver culpa na transferência de jogo que deveria ser na arena, e não puder ser, terá de indenizar a outra parte nos termos previstos no contrato. Vale para os dois lados. De parte do Grêmio, a compensação seria à superficiária/gestora da arena, em cujo resultado o Grêmio tem participação com parte fixa e parte variável. Não seria para a OAS.
O Grêmio é obrigado a jogar um número mínimo de partidas na arena por ano, ou tem a liberdade de transferir um mando de campo como fez no Gre-Nal de Erechim?
Jogará na arena as partidas oficiais e amistosas, excetuando-se as amistosas a serem disputadas no estádio do adversário. Se, por conveniência, por vantagem econômica a superficiária e o Grêmio concordem que a realização de partidas não oficiais em local diverso da Arena seja mais vantajosa financeiramente em face da receita projetada com a realização das mesmas partidas na arena, poderá o Grêmio realizar tais partidas em local diverso da arena. Em tal caso, caberá à superficiária a totalidade das receitas da partida que lhe caberiam caso esta tivesse sido realizada na arena.
A publicidade interna da arena é administrada pela OAS? Um exemplo: o Internacional pode expor o seu site atrás do gol pagando mais à OAS ou o Grêmio terá poder de veto?
Os direitos de transmissão dos jogos, da publicidade de campo e de patrocínio da equipe pertencem ao Grêmio.
Por que o espaço do Memorial será de 680 m2 se hoje temos um Memorial com área de 850 m2 e troféus sem poder expor por falta de espaço?
O Memorial é um espaço de orgulho da nação gremista, representação de toda a nossa história, podendo ser até ampliado na arena com a disposição que o Grêmio terá de área para suas atividades.
Pode ser colocada energia solar no estádio? O clube economizaria não tendo esta despesa, podendo inclusive vender esta energia caso a legislação permita.
A Arena, por ser um empreendimento moderno, buscará valorizar ações ecológicas, o que pode incluir esta e outras ações que a tornem um estádio exemplar do ponto de vista ambiental.
Toda a receita de marketing é dividida com a OAS?
Peço desculpas para dizer que 'receita de marketing' é algo extremamente vago. Até porque, no correto conceito de marketing, os imediatos e principais resultados são imateriais, impalpáveis, relativos à imagem e à agregação de valor à marca no relacionamento com o cliente. A receita financeira é consequência não necessariamente vinculada ao setor de marketing de uma instituição. Aliás, corretamente, nem deveria ser. É que se confunde muito marketing com comercialização. Creio que fica muito claro dizer que as seguintes receitas continuam exclusivas do clube: transferência de atletas, quadro social, anúncios na camisa, patrocínio de material esportivo, transmissão de jogos, publicidade de campo. As receitas da empresa superficiária/gestora serão as de bilheteria, locações do estádio, restaurantes, quiosques, camarotes, cadeiras naming rights, enfim, as que digam respeito à arena propriamente dita. Dessas últimas sairão os pagamentos de preço fixo anual e do preço variável para o Grêmio.
O relatório da FGV é favorável à arena apenas para um cenário otimista (Libertadores e boas classificações em campeonatos). Além disso, a desoneração do Olímpico dar-se-á com o comprometimento dos valores de televisão dos próximos três anos?
A Fundação Getúlio Vargas, uma das mais conceituadas consultorias brasileiras, foi contratada pelo Grêmio em decorrência de uma demanda do Conselho Deliberativo ao presidente do clube. A consultoria realizou análise de cenários e concluiu que o projeto era viável. Mesmo em cenário desfavorável, o Grêmio arrecadará mais, líquido, do que arrecadaria com o Olímpico.
Por que não aceitar um plano B para o Olímpico e fazer um sistema de cotas para financiamento do projeto?
Todos os relatórios técnicos de consultorias independentes especializadas, nacionais e estrangeiras, indicaram como mais vantajosa a construção de um estádio novo, plano 'A', do que a reforma do estádio Olímpico, plano 'B'. Na ordem natural, 'A' vem antes de 'B'. Além disso, os contratos foram celebrados em caráter irrevogável e irretratável, substituindo todos os contratos e entendimentos anteriores.
Onde será a sede administrativa do Grêmio?
O Grêmio receberá áreas da arena para abrigar suas instalações administrativas, salas de reunião, área para a imprensa, vestiário, vagas de estacionamento, museu... Portanto, a sede será na arena.
Por que o parecer da comissão patrimonial do Conselho Deliberativo não foi levada em consideração já que esta comissão foi contrária ao projeto?
A informação é equivocada, pois o parecer da mencionada comissão deixa bem claro que não era contra a construção da arena. Declarou, inclusive, entender que essa construção seria um passo positivo gigantesco do Grêmio. Porém, estabeleceu algumas objeções. A principal delas era a questão da área do terreno que, segundo a comissão, seria de somente 4,9 hectares no Humaitá, bem menor do que no estádio Olímpico (8,5 hectares). Essa ressalva acaba de ser superada com a realização de novo lay-out para todo o empreendimento. Com o desmembramento da área em vários lotes a ser oportunamente realizado, o terreno da arena no Humaitá passa a ser um lote individualizado com uma área de 8,9 hectares, um pouco maior, inclusive, do que a área do estádio Olímpico.