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domingo, junho 28, 2009

Os pulhas de plantão complacentes com a ação, porém implacáveis com a reação.

As cenas deploráveis no pátio do estádio, com policiais civis em flagrante abuso de autoridade tentando invadir o ônibus que conduzia a delegação gremista, sacando armas e agredindo a quem se opusesse a sua ação tresloucada e midiática não serão esquecidas tão cedo. Pareciam atrás de um marginal (desde o vestiário, bom frisar, na origem de tudo) e prestes a desbaratar uma quadrilha.

Dirigentes e funcionários do Grêmio foram constrangidos e a instituição foi agredida. A imagem do clube foi exposta de forma aviltante. Não conseguiram seu intento de entrar no veículo a força e arrastar nosso jogador, sendo obrigados a negociar. Cezar Pacheco, Krieger e outros se postaram a frente, insurgindo-se contra esta violência.

Não se viu, nestes momentos de maior tensão, nenhum dirigente celeste para apaziguar. Pedras foram arremessadas contra o veículo que ficou trancado, a exemplo de tantas outras que acertaram coletivos que levaram gremistas ao Mineirão (tanto na chegada, quanto na saída).
Constrangimento ilegal, ameaças, agressões, depredação. Esse foi o tratamento dispensado aos gaúchos.

Uma vergonha.

Para a partida de volta, pedem paz. Repetidos apelos são feitos, aparatos de segurança (lá insuficientes ou ausentes) estão sendo montados. Só está faltando solicitar a organização de um ato ecumênico e o recebimento dos visitantes com hinos de louvor.

E a nossa imprensa regional, os pulhas de plantão, resumem toda esta ocorrência nojenta como se o Grêmio e os seus representantes a tivessem criado : “Aquelas cenas poderiam não ter acontecido”. É o coro dos hipócritas (com ou sem abreviatura nominal de sanitário), complacentes com a ação, porém implacáveis com a reação.


A gravação do promotor de justiça aposentado Cláudio Brito “comentando’ ao vivo na Rádio Gaúcha os desentendimentos que ocorriam no Mineirão é algo lamentável. Lá pelas tantas, para tentar justificar ou amenizar o uso de armas sacadas (e isso que só falou neste “detalhe”, pouco antes de se despedir, ao ser indagado pelo âncora do programa) referiu uma fala do dirigente André Krieger que teria citado a palavra “resistindo” (no caso resistência a ação policial). Este cidadão, já tendo escancarado posturas desrespeitosas ao Grêmio no ar (numa delas, em seguida, teve que se desculpar pela infelicidade, pelo mau gosto), faria um grande favor em se abster de falar “tecnicamente” sobre tudo que envolve o tricolor. Assim, teria mais energia para despejar seu proselitismo em assuntos carnavalescos e no que for concernente ao tradicional rival (sua opção clubística). Ficaríamos extremamente agradecidos.

Jorge Bettiol em
http://ducker.com.br/Coluna.htm

sexta-feira, abril 17, 2009

Bettiol detona os amargos, fariseus, oportunistas e seres repelentes

Entre outros substantivos e adjetivos contundentes.

Leia sobre

- tanta amargura

- a manipulação, a dissimulação e uma notória mediocridade.

- mídia ressentida

- distorções

- boicotes permanentes

- W.C.

- " isenção”

- fariseu

- o engomado

- posição cretina

- lambuza gel no couro cabeludo

- esperto adesismo e a cara de almofadinha

- oportunistas

- demagogia barata

- seres repelentes

- O insuperável/insuportável

- uma capa cadavérica e sensacionalista encobre um quadradinho que cita a vitória gremista e o gol de Maxi Lopez. Golzinho desses comuns. Compare nas fotos abaixo…


Grande Passo (16/04/09)

O Estádio Nacional é majestoso, entretanto cinzento. Uma herança maldita insiste em impregnar aquelas localidades. A bestialidade de um regime militar transformou um palco privilegiado para o futebol num odioso campo de concentração. Por ousar pensar diferente seu país e o mundo, milhares de chilenos foram presos, torturados e mortos. Uma carnificina que banhou em sangue aquele gramado. Que deve ser lembrada sempre para que nunca mais ocorra. Bueno. Pinochet se foi, está no inferno (se é que não deu um golpe por lá e, a essa altura, já tortura até o diabo) e estamos no promissor século XXI. E na 50ª edição do Torneio dos Libertadores que, quando se trata de Grêmio, insiste em espirrar sangue em homenagem aos primórdios da competição. Desta feita tudo mais tranqüilo, é verdade. Santiago do Chile e “La U” nos receberam amistosamente. Bola rolando, normal, a estória é invariavelmente outra. Sem “regalos” no que diz respeito à disputa do jogo. Os locais tem uma equipe veloz, disposta, e uma hinchada que merece referência. E por isso, naturalmente, tomaram as iniciativas. O bom é que encontraram um tricolor focado e aguerrido. Mais do que isso. Uma equipe coesa (talvez inspirada na palestra centrada “na força do grupo”, do eficiente Marcelo Rospide) e que, desde o primeiro instante, disse a que veio: pela vitória! Correto que, também conseqüência desta lacuna no comando técnico, apareceram deficiências táticas. Problemas de marcação, zagueiros batendo cabeça, alas (igualmente pouco produtivos) sem cobertura e abrindo perigosas avenidas de acesso a goleira do Victor, um Jonas que parecia perdido nos deslocamentos e assim por diante. Igual, tivemos a felicidade de marcar ainda na primeira etapa com Léo, diante da ineficiência conclusiva dos donos da casa (que nos retribuíram, de maneira mais modesta bom frisar, a gentileza do festival de gols que perdemos no Olímpico) e o brilho extraordinário do melhor goleiro em atividade neste Continente Americano. No intervalo corrigimos alguns defeitos e, numa jornada redentora, o fechamento do placar com “El Tanque” fez justiça. E que jogada mortífera. Souza (jogando concentrado e com objetividade é imbatível), “de três dedos”, achou o argentino que num movimento de corpo desconcertou a marcação e abriu espaço para o “tapa” na pelota! Golaço que só mesmo a Globo não considerou o melhor da noite, preferindo “Rodrigo Pimpão” do Vasco. Que se danem. Importa que retornamos classificados e incrivelmente (frente aos problemas que enfrentamos) com a melhor campanha, neste momento, na Libertadores. Temos muito que, obrigatoriamente, resolver e melhorar. A definição do técnico é a prioridade das prioridades. Não pode mais ser postergada em hipótese alguma e não admite vacilos. Entretanto, demos o primeiro grande passo em busca deste Tri da América.


Celebremos este triunfo na condição de protagonistas. Outros tantos (desde o rincão), corroídos pela inveja dilacerante, seguem como meros espectadores. E a uma distância quilométrica da imponente Cordilheira.
“Aonde estão ? Ninguém os vê …”

Falar sobre a imprensa esportiva do RS é quase sempre indigesto. É tanta amargura que seria prudente ao leitor, ouvinte, espectador, se precaver com envelopes de algum eficiente antiácido efervescente antes de receber as notícias e/ou comentários. Existem honrosas exceções em todos os veículos. Uma minoria acuada, infelizmente, por um vasto contingente que tem por método preferencial a manipulação, a dissimulação e uma notória mediocridade. Não raro assistimos ataques virulentos, verdadeiras campanhas contra determinadas pessoas e instituições. A torcida do Grêmio, especificamente a Geral, foi de forma sistemática atacada pela mídia ressentida quando começou a ocupar espaços. Muito antes de alguns episódios lamentáveis (e também recheados de distorções) darem satisfação e subsídio justamente aos acusadores de plantão (sem moral alguma para recriminar quem seja). Existem também os boicotes permanentes e, no outro extremo, as exposições desnecessárias.

Dito isso. Qual o objetivo de um W.C. (que abreviatura mais cheia de significado) ao dedicar uma coluna inteira na ZH para alardear a “condenação” do Peninha (diga-se de passagem, com possibilidade de recurso) numa ação movida pelo arbitro Carlos Simon? Não vamos entrar no mérito do processo. Até pelo fato do sujeito que se achar ofendido ter a prerrogativa (a qualquer momento) de buscar a tutela jurisdicional, cabendo a outra parte fazer a sua defesa. E a contestação foi muito bem fundamentada pelos advogados do escritor tricolor. Mas, continuando a interrogação: qual o motivo em escancarar uma indenização de R$ 15.000,00 (e noticiado de maneira totalmente errônea num primeiro momento, quem sabe “distorcido pela isenção”) por suposta ofensa a honra do apitador? O texto foi todo meloso e envernizado. Porém, na essência, cumpriu com a finalidade de propagandear ao máximo a reprimenda e sanção do poder judiciário ao “amigo e colega querido”. O processo, todos sabem, arrasta-se há algum tempo e (lógico) diz respeito, mais do que a ninguém, às partes envolvidas. Ou algum dos lados estaria querendo publicidade desta questão (no caso o autor) de forma sorrateira? Não acredito. O que resta incontroverso é a exemplar atitude “ética” do rubro servidor da RBS em colocar na vitrine uma disputa judicial envolvendo um colega de profissão. Se pretendia divagar sobre os limites da liberdade de expressão ou algo do gênero (quem sabe tentando intimidar terceiros), o “professor” W.C. deveria ilustrar seu espaço no jornal com as próprias interpelações judiciais e processos a que respondeu e/ou responde (no âmbito esportivo) nos informando por quais motivações tramitaram/tramitam. Uma ou duas colunas, bem fartas, sobre cada número de processo todos os finais de semana. Seria educativo ? Sem dúvida. Mas, o verbo fica mesmo no passado. O que esperar de um fariseu?

Já disse antes e reitero: por medida profilática (e atendendo sábia recomendação, além de respeitar meu exíguo tempo no cotidiano), abandonei a leitura voluntária de certos “jornalistas” (leia-se: expoentes da amargura midiática). Wianey Carlet e sua hipocrisia, por exemplo, passam batido. Assim como o engomado David Coimbra que, tempos atrás, alardeava que “os cânticos da Geral do Grêmio” eram “racistas” (tem até um vídeo da TVCOM com este ataque para quem anda, digamos, esquecido). Defendia tal posição cretina com a mesma firmeza que lambuza gel no couro cabeludo. Agora, também no último final de semana (tomei ciência do conteúdo por conta da remessa do atento gremistão Dr. Henrique Azambuja), proclama (que novidade!!!) a obviedade do Grêmio ter a melhor torcida do país. Com o atraso considerável de alguns anos e não sem antes ter colaborado para denegrir a própria imagem dos que, com sua voz, fizeram e/ou fazem à força da Geral. Talvez em busca de alguma audiência, já que anda solenemente ignorado pela massa crítica torcedora, resolveu se derramar em elogios. Conseguiu seu feito. A ponto de (isso sim uma surpresa, e bastante desagradável) ter seu esperto adesismo e a cara de almofadinha postada no site oficial da banda com indicação de leitura do respectivo Blog no ClicRBS. Menos gurizada, por favor.

A propósito da relação equivocada e deteriorada da direção do clube com o principal segmento da torcida (e todos sabemos disso e comentamos, dentro e fora das arquibancadas, que o Grêmio é quem perde), não serão estes oportunistas os mais indicados a dar aconselhamentos e fazer promessas. Até pelo fato de, vamos combinar, ser demagogia barata. Agora, se o leitor gosta das “contribuições” destes indivíduos, fazer o quê ? Cada cabeça é mesmo uma sentença. No modesto juízo de quem assina este texto, são seres repelentes. Perfeitamente indicados para, num grande mutirão pela saúde, ajudar no combate a febre amarela e a dengue que (lamentavelmente) se espraiam pela Província de São Pedro.

Ainda sobre a imprensa. Coluna do Mário Marcos de Souza, prestimosa ZH 14/04 do corrente. “Imbatível. O Clássico Fla-Flu de domingo teve 72.000 torcedores, que lotaram o Maracanã e cantaram o tempo todo. Os cariocas continuam imbatíveis na paixão e na criatividade.”

Para encerrar. O insuperável/insuportável “Diário Gaúcho” (com a devida licença do nosso combativo Cacalo). Na segunda-feira, imprimiu um “outdoor” em sua capa destacando um “gol de letra” sobre a esforçada ULBRA que pena com salários atrasados desde janeiro. Jogo pela aldeia. Nesta quinta-feira, e Libertadores da América meu camarada, uma capa cadavérica e sensacionalista encobre um quadradinho que cita a vitória gremista e o gol de Maxi Lopez. Golzinho desses comuns. Compare nas fotos abaixo…

Não dá nada. Vamos em frente. Se todos estes amargos se incomodam é sinal de que estamos avançando. Avante Grêmio ! Vamos chegar! Queremos e teremos a Copa!

Jorge Bettiol

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