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sexta-feira, setembro 05, 2008

Finalmente alguém registrou

Há anos, a imprensa do resto do Brasil - por puro preconceito, alguns, por interesses bem identificáveis, outros - rotula o Grêmio de time violento.
Faz isso especialmente antes de jogos decisivos contra equipes do Rio de Janeiro e de São Paulo. Vem aquela "conversinha" que vira "conversona" pelo destaque exagerado.
Seguidamente, a imprensa daqui, pelos "isentos", acaba fazendo o mesmo jogo safado.
Finalmente, apareceu alguém para evidenciar o que está à disposição de todos, mas fica oculto.
Hiltor Mombach escreveu, hoje, no Correio do Povo:

LUIS GONÇALVES / CP MEMÓRIA

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TRUCULÊNCIA


Da Folha de ontem: 'Truculência do Palmeiras vai além do atacante Kléber'. Finalmente, leio num jornal do centro do país aquilo que relatei ontem aqui mesmo. Só o centroavante levou oito advertências e foi expulso três vezes. Martinez já recebeu nove amarelos. Acho bom os árbitros e o sempre atento STJD, pelo menos nas questões do Grêmio, ficarem de olho no time de Luxemburgo.

ITAMAR AGUIAR / CP MEMÓRIA
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RODADA

O Palmeiras, time de Luxemburgo, desabou em casa contra o Sport. Não poderia ter sido melhor para o Grêmio, que se vencer o Fluminense, amanhã – é jogo complicadíssimo –, abrirá oito pontos de diferença para o segundo colocado, agora o Cruzeiro pelos critérios, faltando 14 rodadas, ou 42 pontos. Só em 2007 verificou-se uma vantagem de oito pontos entre o líder e o segundo colocado.

Ontem, o mesmo colunista havia registrado:

Não se trata de paranóia, apenas de uma constatação: o amigo leitor sabe qual o time que mais cartões vermelhos recebeu no Brasileiro? O Palmeiras. Interessante: não se fala, no centro do país, que estamos diante de um time violento. E se fosse o Grêmio? Ainda: o leitor saberia dizer quantos vermelhos tem o Grêmio? Dois. Em comportamento, só perde para o Santos.
Ainda: qual o segundo time que mais recebeu amarelos até agora? O Palmeiras. Foram 73 cartões. O Santos lidera, com 76.

Precisa dizer mais? A matéria de Hiltor não necessita de comentários adicionais. Parabéns Hiltor!

terça-feira, dezembro 04, 2007

Você concorda? Ou é só para amenizar a queda do Corinthians?

O presidente da FBA acredita que o negócio "Corinthians na Série B" possa ser vantajoso para os dois lados (embora o clube paulista vá receber do Clube dos 13 só metade da cota de televisionamento, que foi de R$ 21 milhões em 2007).
- Foi bom para Palmeiras, Botafogo, Grêmio, Atlético-MG e Coritiba, agora. Para o Corinthians, será melhor ainda, por causa da torcida. O clube vai bater recordes de público.
Não é de se duvidar (confira no quadro ao lado). E, além do reencontro com a torcida, a temporada no inferno pode ser encarada como um spa para clubes grandes em crise. No primeiro ano de volta à elite, Palmeiras e Grêmio, por exemplo, conquistaram vaga na Copa Libertadores.

Fora da elite, grandes reforçam caixa
Se no âmbito esportivo parece o fim do mundo, cair para Série B no Brasil não significa a bancarrota para os clubes mais tradicionais do país. Isso é o que se verifica comparando os balanços oficiais dos fundadores do Clube dos 13 rebaixados no Campeonato Brasileiro neste século, em levantamento feito pela Casual Auditores Independentes.
Dos cinco que estiveram nessa situação, quatro viram suas receitas subirem no ano que passaram na segunda divisão em relação à temporada anterior (o Botafogo foi a exceção).
Palmeiras (2003)
O faturamento com venda de ingressos e direitos de televisão aumentou em R$ 550 mil em relação a 2002. A receita com venda de jogadores pulou de R$ 3,2 milhões para R$ 5 milhões.
Bahia (2004)
No primeiro ano na Série B, mesmo não tendo conseguido acesso, a receita com bilheteria ficou em R$ 5,1 milhões, ou 82% a mais do que conseguiu em 2003, quando caiu.
Grêmio (2005)
A principal injeção de receita foi a venda por 6 milhões de euros de 70% dos direitos federativos do meia Anderson para o Porto. O clube também teve as duas maiores bilheterias da Série B. E o público de 44.237 pagantes em jogo contra o Santa Cruz ficaria entre os quatro maiores da Série A daquele ano.
Atlético-MG (2006)
Na Série A de 2005, ano do rebaixamento, o clube arrecadou R$ 2,23 milhões com ingressos. Na segundona, esse número mais do que dobrou, chegando a R$ 4,53 milhões. Foi o time de melhor média de público em todo o Brasil: 31.992 torcedores por partida.
TICIANO OSÓRIO
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