domingo, julho 12, 2009

Pró e antiarena

Caro Wianey

Como moderador da comunidade do orkut Grêmio Arena, me atrevo a tecer algumas considerações a respeito das dúvidas levantadas pelo conselheiro Marco Antônio Souza.

A comunidade Grêmio Arena vem mantendo contato regular com Grêmio, antes com o vice-presidente Antonini e agora com o presidente do Grêmio Empreendimentos Dr. Adalberto Preis. Nossos contatos e reuniões são para dirimir dúvidas para toda torcida, levar sugestões (algumas foram bem aceitas) e manifestar o nosso apoio de entusiastas inclusive nos colocando à disposição do clube se assim for necessário.

Então vamos às questões:

Em nenhum momento o Grêmio pagará “aluguel” na arena. Na estruturação do negócio, o Grêmio, enquanto a dívida da OAS com o BNDES estiver sendo amortizada, terá pleno uso do equipamento, receberá 7 milhões anos reajustáveis e 100 porcento da receita líquida se houver. Portanto, como podes ver, não há aluguel e nem pagamento algum por parte do Grêmio neste período. A receita dos 7 milhões é fixa e independe do resultado da arena neste período, sendo ela equivalente ao que se arrecada hoje no olímpico, não havendo perda alguma para o Grêmio.

Quanto à comparação patrimonial entre os dois clubes, acho estranha a manifestação do conselheiro. Receberemos um equipamento de ponta, moderno, multiuso, com menos custos de manutenção, em uma área equivalente do Olímpico, com a plena propriedade em 20 anos, como qualquer mortal que compra o seu imóvel financiado no SFH e aliena fiduciariamente sua dívida no imóvel. Como poderia eu comparar uma bela reforma em uma kombi 69 com um Mercedez 2012?

Quanto à questão de transparência, também acho estranha a manifestação. Quando da apresentação das propostas ao conselho em novembro de 2007, as mesmas ficaram à disposição dos conselheiros para análise, mas menos de 100 conselheiros fizeram esta verificação. O Antonini sempre esteve à disposição dos conselheiros e sócios para explicar o processo e recentemente, em um sábado no olímpico, o Dr. Preis, na conversa da direção com os sócios, respondeu exaustivamente às perguntas e questões levantadas por estes. Nós somos testemunhas vivas desta transparência ao sermos sempre muito bem recebidos por Antonini e Preis. Estranha esta manifestação, muito estranha.

Quanto aos riscos. É verdade que a crise mudou as visões de negócio existentes antes dela, o próprio projeto arena foi modificado após o furação do ano passado, mas quais os riscos então? O Grêmio não será tomador de nenhum empréstimo ou financiamento, não entregará o seu patrimônio atual, o Olímpico, sem que antes haja a entrega da Arena, concluída e com todos os equipamentos. Qual o risco então? O risco de uma enorme desilusão tão somente. O conselheiro fala em “uma simples aquisição de um estádio pronto”. Simples?

É tão simples que ninguém o fez ainda, destituindo de seriedade o autor da frase. Também diz que não sabe quanto o Grêmio pagará durante os 20 anos. Aqui temos que abrir um parêntese para definirmos este “pagamento”. Durante o pagamento da dívida, que pode durar de 7 a 9 anos, o Grêmio receberá 7 milhões fixos reajustáveis mais 100 porcento da receita liquida e, após este período, o valor fixo passa para 14 milhões ano e 65 porcento da receita líquida.

Ora, em ambos cenários o Grêmio terá uma receita maior que a que obtém hoje com o Olímpico e receberá ainda um patrimônio novo como já falei antes. Quem está pagando a quem neste caso? O Grêmio que arrecada menos como o estádio atual que possui valor menor à arena que receberá ou a OAS que para lucrar com os seus empreendimentos no entorno banca a maior parte da construção? Como eu poderei aferir com certeza os valores percentuais quem ambos receberão da receita da arena, sem que esta esteja balizada em situação futura, feita em cenários diferentes, mas em todos com obtenção de lucro? Mais uma vez temo pela seriedade do conselheiro.

Quanto aos valores imobiliários, temos a informação de avaliação do Olímpico em 80 milhões, porém agravado com o futuro custo de uma demolição. Será que alguém da “oposição à arena” já parou para pensar o quanto custa para demolir um estádio como o Olímpico que é uma montanha de concreto? Porém o valor da arena eu sei que será superior a 300 milhões. Não seria uma troca patrimonial vantajosa? É verdade que o valor do terreno do Olímpico terá uma avaliação superior em virtude do aumento dos índices construtivos, mas também o terreno do Humaitá terá a mesma valorização pelos mesmos motivos. Qual o problema? Ainda mais se pensarmos que o empreendimento no bairro proporcionará mais valor agregado ao terreno.

A questão da desoneração. Tirando o apelo burlesco das palavras do conselheiro, ficamos com os fatos. As dívidas que oneram o Olímpico já existem, não estão sendo criadas em função da arena, onde inclusive o Grêmio não está aportando dinheiro algum. Portanto, a desoneração do terreno do Olímpico deveria ocorrer de qualquer maneira a não ser que o nobre conselheiro estive com a intenção de dar o calote, elevando o nome do Grêmio tão decantado em suas linhas, ao limbo dos caloteiros.

O processo de desoneração está acontecendo normalmente e o Grêmio tem prazo para fazê-lo até à entrega da arena, em torno de 3 anos, qualquer coisa em contrário é mera especulação e a cláusula das verbas de televisão é mera garantia para o negócio, podendo o Grêmio inclusive proceder em uma troca de garantia com os credores atuais. O conselheiro, uma mãe Diná por certo, já afirma que jovens promessas serão vendidas, verbas serão comprometidas, dirigentes serão presos, etc.

Só nos resta fugirmos para as colinas e esperarmos resignadamente o juízo final. Esquece o nobre, que justamente a arena será a responsável por um aporte de recursos que não possuímos hoje, uma diminuição extraordinária de custos, isto tudo avalizado pela Fundação Getúlio Vargas e não em um escritório de contador localizado em uma galeria da cidade.

Diz o conselheiro que “A construção da Arena não aponta para qualquer indicativo de solução para os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta”. Baseado em quais cálculos, conselheiro? No seu achômetro? Há quem dissesse uma vez que o uso do som nos cinemas não iria vingar, porque tiraria o charme dos filmes mudos....fico pensando se não era algum antepassado seu.

O conselheiro pergunta por que não se recupera o Olímpico e se faça ali um empreendimento com shoppings e centro empresarial. Ora, conselheiro, creio que o senhor não freqüente as reuniões do conselho, pois lá já foi exaustivamente explicado que uma reforma é inviável financeiramente por seus custos elevados, sendo maiores que a construção de um estádio novo. Quem bancaria este custo se o senhor mesmo informou que estamos endividadas e não podemos abrir mão das verbas do futebol? Que milagre é esse? Por favor........

O padrão Fifa. Serei rápido aqui. Veja bem conselheiro, o padrão Fifa não é perseguido para se sediar jogos da copa do mundo, mas para termos um estádio qualificado enquanto ele durar, entendeu?

Questão ISL. Esta é uma leviandade do conselheiro, pois são questões completamente diferentes onde a ISL tinha participação no futebol, era credora de recursos aportados, não envolvendo em patrimônio imobiliário. A parceria com a OAS, não envolve situação de dívida. O Grêmio não deverá nada à OAS, essa terá somente uma participação temporária na receita da Arena, sejam elas quais forem, baixas ou altas. Argumentos falaciosos, tão somente, como se toda a decisão unânime daqui para frente seja algo ruim para o clube e isso esteja à sombra da ISL.

Com relação ao fundo social. Como o senhor gosta de fazer perguntas ao sócio, farei uma para o senhor. O que seria melhor para o sócio patrimonial, um patrimônio de valore menor, onerado por dívidas ou um novo patrimônio com valor superior e desonerado em 20 anos? Interessante que o conselheiro advoga e julga juridicamente a questão. O que dizem os nossos magistrados à respeito?

Parecer da comissão de patrimônio. Aqui o conselheiro vai além, distorce a verdade. As comissões do conselho são representativas de todas as facções do Grêmio, portanto não há parcialidade política. Os pareceres apontaram necessidade de alterações nos contratos, mas não se posicionaram contra o negócio.

O próprio trabalho da Fundação Getúlio Vargas, apoiado pelo presidente Odone à época, ajudou nestes pareceres. Correções foram feitas nos contratos e as verbas fixas, durante os 20 anos, trouxeram segurança ao negócio, ao contrário do que prega o conselheiro, independentemente se estaremos em libertadores ou participando de finais. O conselheiro diz: “Ou seja, fora do cenário ótimo (praticamente impossível de ser cumprido) a construção da Arena trará prejuízos ao Grêmio. Palavras da FGV.” Desculpe-me conselheiro, mas isso é uma enorme falácia como já demonstrei antes.

Ipiranga de Erechim e Cidreira. Não seja simplista, conselheiro. Não se constrói títulos somente com patrimônio, mas também com torcida (Ipiranga e Cidreira têm?), com boa administração e bom plantel, mas que a construção de estádios em GRANDES clubes, impulsiona os títulos, não tem como negar, estão aí os exemplos do co-irmão, do Atlético Paranaense e de nós mesmos após a conclusão do Olímpico Monumental, ou será que estou enganado? O senhor fala que a prioridade é sanar suas finanças, então eu lhe pergunto: Construir uma arena que trará mais recursos e diminuirá os custos não é uma excelente forma de atingir estes objetivos prioritários?

Por fim, respondo às quatro perguntas.

1) Meu imóvel não é passível de uma simples reforma, está onerado em dívidas e não pagarei financiamento algum por este apartamento de luxo no Humaitá. Quem não fizesse a troca não moraria em nenhum dos dois imóveis, mas no hospital psiquiátrico São Pedro.

2) Eu sei quanto custa. Custa o meu imóvel velho que alguém terá o custo de demolir em detrimento de um apartamento que vale no mínimo quatro vezes mais.

3) Essa avaliação já foi feita, mas salta aos olhos a diferença entre um fusca e um vectra.

4) Como já falei antes, o custo é muito inferior ao patrimônio que receberei. Se o conselheiro tiver um negócio destes a me oferecer, quero me manifestar aqui como o primeiro interessado.

Wianey, como podes verificar, não houve a mínima dúvida em minhas respostas. Há interesses muito acima do clube envolvidos nesta questão. Espero que no mínimo estes senhores aceitem os bons ventos democráticos do clube e cerrem fileiras pelo clube, caso contrário, aconselho a estes, os bons ares do bairro Menino Deus, mais próximo do rio.

Abraços

Glenio Costa de Mello
Moderador da comunidade Grêmio Arena no Orkut
Sócio do Grêmio

Essa carta foi elaborada em resposta à manifestação de outro associado do Grêmio, matéria publicada na coluna de W.C. em Z.H.

O enorme risco da arena para o Grêmio

Marco Antonio Costa Souza

O Rio Grande do Sul alcançou um destaque ímpar no cenário esportivo mundial. Afinal que outra cidade do porte de nossa Capital tem dois campeões mundiais, três títulos da Libertadores, cinco Copas do Brasil, cinco campeonatos brasileiros etc.

A pujança de nosso futebol está alicerçada na disputa e na igualdade de Grêmio e Internacional. É curioso observar a extrema similitude do currículo dos dois clubes: (1) ambos têm pouco mais de um século de existência, sempre dedicada ao futebol; (2) o número de vitórias em confrontos diretos é muito parecido, apesar dos 100 anos de disputas; (3) o número de campeonatos regionais também é muito semelhante; (4) o Grêmio tem mais "Copas do Brasil", enquanto o Inter tem mais "Brasileiros"; (5) o Grêmio tem duas "Libertadores" e o Inter uma; (6) ambos foram campeões mundiais.

Esse equilíbrio é exatamente reconhecido como o fator motivador de nosso sucesso no mundo do futebol.

Pois esta paridade poderá ser rompida, se o Grêmio insistir na absurda idéia de construir a Arena nos moldes anunciados.

Se forem concluídos os dois projetos hoje prometidos, em 2014 o Internacional terá um imenso patrimônio e contará com um complexo esportivo incomum entre clubes de futebol. O Grêmio, ao contrário, será um time de futebol com um estádio que somente será seu 20 anos depois, sendo que durante todo esse período pagará um aluguel que absurdamente até hoje não foi calculado.

O Grêmio no seu aspecto institucional é quase um ente público. Assim sendo, a sua administração exige transparência absoluta, que não está sendo aplicada no presente caso. Por quê?

Ser um clube moderno não é correr riscos excessivos. Moderno hoje, sem dúvida, é ter cautela, especialmente se lembrarmos da recente crise econômica que assolou o mundo.

Há um ano modernidade poderia ser sinônimo de riscos elevados. Hoje, moderno é ter cautela e riscos minimizados. Que bom para o mundo que houve essa mudança e que pena que o Grêmio ainda seja antigo neste tópico de muitíssima e vital importância, preferindo correr um risco exacerbado, desnecessário e totalmente desproporcional ao tamanho do Clube!

Apesar da propalada e aparente complexidade do negócio Arena, tudo pode ser resumido à simples aquisição de um estádio pronto, através de uma parcial dação em pagamento da área da Azenha e pela participação da construtora durante 20 anos na exploração econômica do novo estádio.

O Grêmio sabe quanto custará a construção da Arena (R$ 307.000.000,00), segundo foi divulgado.

Mas o absurdo é que o Grêmio não sabe quanto pagará pelo novo estádio. Quem fez essa afirmação peremptória perante uma platéia de 50 gremistas no Restaurante Copacabana (alguns dias atrás) foi um dos dirigentes da Grêmio Empreendimentos.

Mas o show de horrores e absurdos não para por aí, pois o Grêmio não tem uma avaliação atualizada da Azenha e assim também não sabe quanto vale a área que está sendo entregue em dação em pagamento. A avaliação que existe é anterior à elevação do índice de construção, o que a torna imprestável.

Quem de nós, na administração de nossos negócios pessoais, faria um negócio sem saber o seu valor final? Quem de nós, na administração de nossos negócios pessoais, daria como parte do pagamento de um negócio uma área não avaliada corretamente?

Se nós não faríamos pessoalmente um negócio similar, por que o Grêmio deve fazer?

Um clube com uma dívida imensa, cuja atividade fim são resultados em campo, não deve comprometer 100 anos de história, lutas, glórias e conquistas em uma aventura totalmente despropositada, cujos benefícios principais serão auferidos por terceiros.

E não se diga que a construção do novo estádio não sangrará recursos do futebol. Pelo acordo assinado com a OAS, o Clube deverá desonerar as penhoras incidentes sobre a Azenha no período de três anos. De onde sairá este dinheiro? Obviamente que do futebol, tanto que a garantia exigida pela OAS, admitida pelo Grêmio, é exatamente a verba da televisão.

Ou seja, nos próximos 3 anos o Grêmio deverá "desviar" R$ 21.000.000,00 de sua atividade fim, para liberar a área que será entregue para a OAS.

É quase impossível de imaginar que os atuais dirigentes do Grêmio saibam das condições do contrato assinado ainda na gestão passada, pois o eventual descumprimento da destinação de R$ 7.000.000,00 anuais da verba da televisão, poderá implicar na prisão dos dirigentes que não forem adimplentes com a obrigação, eis que são considerados "depositários" daqueles valores.

Fica assim evidente que o valor acima referido será honrado, em prejuízo das demais atividades do Clube, em especial o futebol.

Muitas das dificuldades que o Grêmio enfrentou e enfrenta dentro de campo decorrem de péssimas administrações e da consequente insuficiência de recursos para manter ou trazer atletas.

É inadmissível que um clube com a grandeza do Grêmio tenha enfrentado imensas dificuldades para pagar um milhão de dólares ou euros por um jogador considerado necessário (Souza).

É inadmissível que o Grêmio tenha precisado vender jovens promessas para poder manter um jogador reconhecidamente bom, mas certamente já muito mais perto do final da carreira.

É inadmissível que o Grêmio sistematicamente precise vender craques e promessas de craques e pense simultaneamente em construir um luxuoso estádio.

O objetivo do Grêmio são vitórias, títulos e o estádio deve ser uma conseqüência da grandeza esportiva do Clube. O Grêmio não é uma empresa imobiliária, mas um clube de futebol.

Todos nós sabemos, e a história está aí para confirmar, que sonhos e projetos faraônicos são o caminho mais curto para a ruína.

Clubes endividados namoram o rebaixamento, enquanto clubes equilibrados financeiramente disputam títulos. Não é por outro motivo que TODOS os grandes clubes brasileiros que foram rebaixados para a segunda divisão enfrentavam — exatamente no momento dos rebaixamentos — graves crises financeiras, posteriores a administrações desastrosas e pródigas em gastar desmesuradamente, além de outros problemas.

A construção da Arena não aponta para qualquer indicativo de solução para os graves problemas que o Grêmio hoje enfrenta, muito pelo contrário, denotam condições e riscos não ponderados adequadamente pelos dirigentes, capazes de comprometer um passado de glórias, um presente de muitas lutas e um futuro que não nos pertence, mas que deverá — desejamos nós — ser saboreado por nossos filhos.

O que mais precisará mais para que o Grêmio para não queira essa Arena?

Por que não recuperamos o Olímpico? Basta explorar as áreas contíguas ao estádio ("carecão", ex-piscinas, ginásio, Mosqueteiro), transformando-as em centro empresarial, shopping, hotel, centro de convenções, estacionamento etc.

Com o dinheiro da exploração destas áreas o Grêmio reforma o Olímpico e ainda segue recebendo rendimentos indefinidamente. Pode manter o campo suplementar, transformando-o em um mini-estádio, com estacionamentos no sub-solo.

Por que não?

Por que não consultar a torcida sobre a reforma do Olímpico ou a construção da Arena?

Por que não?

E não venham dizer que o Olímpico está localizado em lugar de difícil acesso para os padrões Fifa.

Essa balela de "padrão Fifa" é uma ilusão, pois se algum jogo vier a ser realizado na nova Arena na Copa do Mundo de 2014 (contrariando todas as indicações até agora existentes que apontam para o Beira-Rio), não será muito diferente de uma partida entre Zaire e Namíbia.

Em lugar de difícil acesso está o Beira-Rio, previamente escolhido pela FIFA como palco das partidas da Copa do Mundo em Porto Alegre, o qual está confinado entre o Guaíba e o morro Santa Tereza, somente possuindo acesso em dois sentidos.

O fato do assunto ter transitado e ter sido aprovado por diversas comissões e pelas mãos e cabeças de diversos gremistas "eméritos" não é impeditivo de uma revisão urgente, pois os equívocos são próprios dos seres humanos.

A maior prova disto — no âmbito do próprio Grêmio em passado muito recente — é o contrato da ISL, aprovado por todas as comissões e quase unanimemente pelo Conselho (apenas 05 conselheiros votaram contra) e que se revelou um equívoco monumental. Nesse caso, a sorte do Grêmio foi que a ISL quebrou, pois do contrário hoje o Clube não teria sequer um estádio.

A discussão do contrato da ISL gerou um consenso muito maior do que a construção da Arena entre os sócios, conselheiros e dirigentes. E nem por isso deixou de ser um erro histórico.

Ainda quanto a aprovação da matéria pelo Conselho Deliberativo há alguns outros aspectos que merecem reflexão, pois esse negócio realizado pelo Grêmio não sobrevive a uma discussão judicial.

Primeiro, porque a aprovação da matéria perante o Conselho Deliberativo ocorreu sem a aferição das presenças ("quorum"), oportunamente requerida conforme consignado em ata e, segundo, porque o texto aprovado não corresponde ao contrato firmado. Somente esses motivos seriam suficientes para colocar em dúvida a questão da matéria já estar vencida. Para que uma matéria esteja vencida é preciso que tenham sido cumpridos os requisitos formais.

Contudo essa questão apresenta mais um "senão", qual seja o fato de que o Conselho Deliberativo tem no máximo legitimidade para fazer a representação associativa e jamais a representação patrimonial dos titulares de quotas de Fundo Social. Uma coisa é representação associativa e outra, muito diferente, é representação patrimonial.

Talvez não seja do conhecimento de todos, mas o Grêmio comercializou no passado quotas de "Fundo Social", onde cada proprietário de "Fundo Social" é titular de 1/1000 de todo o patrimônio imóvel e móvel do Grêmio (assim está expressamente consignado em documento próprio). Nota-se claramente que essa relação patrimonial não pode ter sido representada pelo Conselho Deliberativo, pois os titulares de quotas de "Fundo Social" têm a co-propriedade do patrimônio do Grêmio.

Gostem alguns ou não, esta é uma situação consolidada sob o prisma jurídico. Trata-se de um exemplo típico de direito adquirido, através de um ato jurídico perfeito.

Assim, o fato da aprovação da construção da Arena pelo Conselho Deliberativo não é impeditivo de uma revisão, caso se perceba e se reconheça que houve equívocos no curso do processo. O que vale mais: insistir em um erro ou correr o risco de acabar com um clube de 100 anos de tradição?

Contudo, há outros fatos relevantes e que não foram devidamente analisados nesse processo. O parecer da Comissão de Patrimônio não pode ser tido como favorável ao negócio firmado com a OAS. Exatamente a comissão mais importante em todo esse processo, teve uma posição que não pode ser tida como de aprovação.

E mais, o alardeado estudo da Fundação Getúlio Vargas/FGV somente indicou como favorável ao negócio realizado pelo Grêmio um cenário totalmente improvável para um clube de futebol, sempre sujeito a alterações no seu desempenho. O único cenário que aponta para um negócio rentável exige que o Grêmio tenha uma presença quase constante em Libertadores e figure nas 4 primeiras posições do campeonato brasileiro em todos os anos.

Para demonstrar a inviabilidade do cenário exigido, basta observar que nenhum clube brasileiro nos últimos 30 anos atendeu às exigências de desempenho que colocam a construção da Arena como positiva. Ou seja, fora do cenário ótimo (praticamente impossível de ser cumprido) a construção da Arena trará prejuízos ao Grêmio. Palavras da FGV.

Se agregarmos esses fatos aos demais (falta de avaliação técnica da Azenha, falta de cálculo do valor a ser pago pela Arena, etc) não é possível enxergar como todo esse risco possa ser minimamente razoável. Vale lembrar que um risco elevado implica necessariamente em uma probabilidade de prejuízo muito elevada.

O que é incompreensível é porque não se sanam estas dúvidas agora: Bastaria (1) mandar avaliar a Azenha (não demoraria mais do que 60 dias e o custo não seria exorbitante) e (2) fazer o estudo do custo do novo estádio (é um trabalho que se resolve em poucos dias).

Há medo ou desinteresse nos resultados?

A convicção reinante é que o Grêmio pagará um valor absurdo pelo novo estádio e só esse motivo pode justificar essa nuvem imensa de dúvidas e a inexplicável ausência do cálculo do valor que o Grêmio deverá pagar pela Arena.

Evidentemente que o clube precisa crescer. Mas um clube de futebol não cresce simplesmente como conseqüência da construção de um novo estádio. Se assim fosse, o Ypiranga de Erechim deveria ter sido campeão brasileiro, talvez gaúcho, pelo menos da 2ª divisão do interior. Se assim fosse, em Cidreira deveria ter "brotado" um time de futebol minimamente razoável para fazer jus ao "Sessinzão" (pomposamente denominado Estádio Municipal de Cidreira).

Os exemplos são muitos e todos conduzem a um risco muito elevado, maior ainda ser considerarmos a grandeza do Grêmio e tudo o que está em jogo. Aliás, é sempre muito citado o ditado que "quanto maior a árvore, maior o tombo".

Não há dúvidas que o Grêmio está tentando alterar a ordem dos fatos e isso é muito perigoso, além de quase sempre redundar em um problema imenso. A construção da Arena não assegurará títulos e conquistas para o Grêmio na sua atividade fim. Pelo contrário, a construção de um estádio retirará (ver caso das penhoras do Olímpico) recursos do futebol, dificultando PERMANECER em um lugar privilegiado no cenário esportivo.

Por outro lado, uma equipe vencedora proporcionará mais recursos para manter o futebol forte e, se conveniente, construir um novo estádio.

A primeira prioridade do clube deveria ser sanar suas finanças, montar um bom time de futebol, reconquistar a confiança dos investidores, etc, e aí sim pensar em um novo estádio.

É extremamente importante fazer 4 perguntas para todos os gremistas, em especial para aqueles que têm algum poder de decisão no Grêmio:

1) Na gestão de seus bens pessoais, trocaria um terreno seu, localizado na Azenha, com 500 metros quadrados, onde existisse uma casa antiga de 100 metros quadrados (passível de uma boa reforma) por um apartamento de luxo no bairro Humaitá, com os mesmos 100 metros quadrados de área, com o agravante que ainda pagaria um pesado financiamento durante 20 anos?

2) Na gestão de seus bens pessoais faria o negócio acima referido sem saber quanto custaria esse novo e luxuoso apartamento ao longo e ao cabo de 20 anos?

3) Na gestão de seus bens pessoais, havendo dúvida quanto ao valor da sua propriedade, venderia o imóvel sem a precedência de uma criteriosa avaliação técnica?

4) Na gestão de seus bens pessoais, faria um negócio sem saber qual seria o custo final?

Se houve pelo menos uma única dúvida nas respostas às perguntas acima formuladas, é preciso refletir muito sobre todo esse negócio.

Ninguém poder ser contra o desejo do Grêmio possuir um novo estádio, pois é natural que qualquer pessoa queira ter uma casa boa, moderna, quiçá luxuosa. Mas este é o momento do Grêmio ingressar nessa empreitada? Valem os riscos que estão em jogo?

sexta-feira, julho 10, 2009

Parabéns! A agenda foi positiva!

Grêmio | 10/07/2009 | 21h30min

Acordo entre Grêmio e BM libera instrumentos e faixas da torcida

Presidente Duda Kroeff busca melhor relacionamento com os torcedores gremistas

Na tarde da última quinta a direção do Grêmio se reuniu com a Brigada Militar no Estádio Olímpico para restabelecer a comunicação entre as duas partes. No encontro, ficou pré-estabelecida uma agenda positiva para clube e BM, visando aos próximos jogos no Olímpico, começando já no domingo, contra o Corinthians.

Nesta sexta, a Brigada Militar se reuniu com representantes de torcidas e da Geral. Em entrevista à Rádio Gaúcha, o presidente Duda Kroeff declarou que espera um melhor relacionamento entre o clube e os torcedores.

– O resultado foi excelente. Vamos começar do zero agora e tudo vai melhorar (...) Temos que verificar bem as coisas antes de agir. Muitas pessoas me aconselharam a romper com a BM, e eu sabia que isso não seria bom para o Grêmio – comentou. – A torcida Geral do Grêmio vai poder entrar com todos seus instrumentos nos jogos, vamos procurar uma relação melhor – acrescentou.

Duda Kroeff disse que se informou sobre o que gerou a confusão no pátio do Olímpico na semifinal da Copa Libertadores, entre Grêmio e Cruzeiro, quando milhares de torcedores ficaram do lado de fora do estádio com ingressos em mãos sob a explicação de que a lotação havia sido esgotada.

– Todos nós reconhecemos os erros naquele jogo contra o Cruzeiro, nós do Grêmio, a Brigada, os torcedores. Agora é vida nova – garantiu.

RÁDIO GAÚCHA E CLICESPORTES

quinta-feira, julho 09, 2009

Que a agenda positiva seja para valer!

Grêmio recebe comandante da BM

09.07.2009

Cel. Trindade visita Conselho Administrativo

A tarde desta quinta-feira marcou um encontro da Brigada Militar com a direção tricolor na sala da presidência. A reunião de cordialidade ocorreu para o restabelecimento da comunicação entre as duas partes.

O comandante da BM, Cel. João Trindade, encontrou-se com o presidente Duda Kroeff, além dos membros do Conselho de Administração, Cesar Pacheco, Mauro Knijnik, Marcos Herrmann, Flávio Paiva, Alberto Guerra, Irany Sant'anna Jr., o secretário-geral, Cel. Élvio Pires e o diretor administrativo, Luiz Moreira.

No encontro ficou pré-estabelecida uma agenda positiva para clube e BM, visando aos próximos jogos no Estádio Olímpico, começando já no domingo, na partida contra o Corinthians. Nesta sexta-feira, a Brigada Militar se reúne com representantes de torcidas e da Geral.

www.gremio.net

Obama gostou ou não gostou ??????????



No jornalismo, não apenas no texto é possível distorcer um fato para se gerar uma idéia diferente da real. A escolha das imagens também permite a manipulação. Vejam o exemplo do noticiário desta manhã com a informação de que Lula presenteou Obama com uma camisa da seleção brasileira. A foto de cima está em toda a imprensa argentina. A foto logo abaixo ilustra o noticiário da imprensa do Brasil.

A prova vinda do adversário acusador




Há dias, Carlos Josias publicou manifesto indignado contra articulista do Correio Povo que acusara o Grêmio de racista.
http://sempreimortal.wordpress.com/2009/07/04/de-colaborador-discurso-hipocrita-de-um-jornalista-sem-carater%E2%80%8F/

Josias já havia escrito artigo sobre o verdadeiro significado do uso de "macaco" para a torcida rival

http://sempreimortal.wordpress.com/2009/02/25/de-colaborador-o-porque-do-macaco/

Também este blog comprovou o verdadeiro sentido das expressões "macaco" e "macacada" ao transcrever os dicionários Aurélio e Aulete os quais não dão nenhum conteúdo racista à expressão.

http://gremioimortal.blogspot.com/2009/06/macada-amigos-familia.html

http://gremioimortal.blogspot.com/2009/06/macaco.html


Pois, hoje, o cronista Juremir escreve o seguinte no Correio do Povo:

Lavoisier acreditava na cópia. Parece que ele copiou de um desafeto a frase 'nada se cria, tudo se copia'. É o lema do estudante que cola. É o slogan do 'sampleador'. Eu copio. Sou macaco. Macaco do Macaco. Sou macaco de segunda mão. Macaco de Brasília. Amarela. Macaco de auditório. Vazio. Sigo a política nacional em que um corrupto copia o outro e todos se locupletam macaqueando o pior de nós mesmos. A oposição, quando chega ao poder, copia a antiga situação. A esquerda copia a direita, que copia a si mesma. O Piratini copia o Planalto, que copia o Maranhão. Cada qual com os seus erros. Alguns são erros de português. Outros são delitos de português. Golpes tão absurdos e copiados que não há sequer como provar.


E então?

Puros oportunismo, preconceito, perseguição e hipocrisia ao estabelecer a falsa relação entre macaco e racismo.

foto do

http://blogdomosqueteiro.blogspot.com/



quarta-feira, julho 08, 2009

A truculência da BM

Terça-feira, 07 de julho de 2009

BM ainda não fez seu exame de consciência. Fará?

A Brigada Militar bateu em quem respirava em volta do Olímpico quinta-feira passada. Bateu e não quis nem saber. Bateu forte.

Não olhou para os lados.

Viu câmaras ligadas. Não se importou.

Não ligou para o dia seguinte, não pediu desculpas, não fez exame de consciência. Desdenhou a sociedade, que é a sua razão de ser.

O governo, atolado em problemas de corrupção, não quis nem saber como a sua força policial se comportou no Olímpico em dia de decisão de semifinal de Taça Libertadores. O governo local perdeu o rumo.

Não está nem aí. Precisaria, no mínimo, chamar seus comandantes e pedir explicações. O Estado é nosso, mas parece contra. Nos dribla e nos expulsa. Manda a BM mostrar que estádio de futebol não é local de família.

A BM bateu em gaúchos, torcedores de futebol, gremistas, sócios, torcedores comuns, homens, mulheres e adolescentes. Vai agir assim de novo em breve se ninguém perguntar o porquê de tudo. Por que?

Corre o risco de bater com a mesa força nos visitantes que se aventurarem em Porto Alegre em cinco rápidos anos. Vai bater porque ninguém deu muita atenção aos problemas do Olímpico. Parece que os incidentes foram algo normal, alguma coisa como um gol.

Imagina se a nossa BM encontrar 30 mil argentinos/20 mil uruguaios pela frente em dia de jogo/decisão de Copa do Mundo. Farão o mesmo? Farão um fiasco mundial?

Chamarão os cavalos, os cães e os homens levantarão suas espadas?

Ou em cinco anos será possível oferecer às nossas forças um treinamento adequado para o trabalho em torno dos nosso velhos campos de futebol, que ainda misturam torcedor com entrada e sem num mesmo e mínimo espaço?

Evidentemente que eu não sou contra a Brigada Militar. Eu acredito na BM. Devo acreditar.

Só não posso ficar mudo quando ela passa do limite e acha que está tudo bem, tudo ok. Não, né?

o texto é de Zini Pires, publicado em zh.com


terça-feira, julho 07, 2009

Polícia para proteger?

07 de julho de 2009 | N° 16023AlertaVoltar para a edição de hoje

ARTIGOS

Polícia para proteger, por João Batista Costa Saraiva*

Anos atrás, ouvi de um amigo a versão de um fato que teria vivenciado em um parque público, em Paris. Contou que teria avistado um casal, em um ponto remoto do bosque, sob arbustos, distante de tudo e todos, entretido em um idílio amoroso, aparentemente fazendo sexo. Observara, de longe, que próximo ao casal, trás de uma árvore, havia alguém os espiando, um voyeur.

Em dado momento, notou que se aproximava um policial. Ficou na expectativa do que aconteceria. Surpreso, viu o policial aproximar-se do voyeur, fazendo-o se afastar de modo a não perturbar os amantes, seguindo adiante na sua ronda pelo parque. Os amantes sequer perceberam sua presença e o que sucedera.

Ao testemunhar o fato, o narrador da história se quedou estupefato e compreendeu que era Europa, mais do que Europa, era Paris.

Lembrei-me disso ao me perceber em plena Porto Alegre dos gaúchos, na noite de 2 de julho, no Estádio Olímpico.

Polícia para proteger, o que se espera. Polícia para ser respeitada, respeito que se conquista e conserva.

Não sei exatamente qual foi o argumento para se fecharem os portões do estádio. A impressão de quem estava lá dentro é de que havia espaço para muita gente ainda. Agora, a repressão que aconteceu lá fora, a violência, a covardia de homens fardados e armados investindo contra o povo ao qual incumbe proteger e orientar, fez brotar um sentimento de tristeza e desencanto, revolta e injustiça, e somente encontra um adjetivo: inaceitável.

A ideia de que quem não é respeitado tenha que ser temido é o começo do fim. Daí para o ódio e uma sucessão de violência em cascata faz-se somente uma questão de tempo.

Não se constrói uma cultura da paz dessa maneira, induzindo confronto e enfrentamento, intimidando e desafiando a quem incumbe proteger.

Diz-se que Porto Alegre, que se prepara para sediar a Copa, precisa de estádio, fala-se na reforma do Beira-Rio, na Arena do Grêmio. Fala-se no metrô, na Rodovia do Parque, hospitais. Enfim, é listada uma série de providências, sem as quais frustrar-se-á o projeto Copa do Mundo.

Pois que se inclua nas necessidades prioritárias uma polícia melhor treinada e preparada, voltada para proteger a cidadania, consciente do princípio constitucional da proporcionalidade, com noção de medida de suas ações, incutindo confiança e credibilidade. As demonstrações da quinta-feira, dia 2 de julho, foram lastimáveis e não remetem a uma boa perspectiva futura, não havendo correspondência entre discurso e ação, a menos que se revisem as condutas e, para tanto, no mínimo há de existir a humildade de reconhecimento do erro.

*Juiz de Direito

sábado, julho 04, 2009

Quem deu causa à pancadaria?

Porto Alegre, 03 de julho de 2009


Em face dos acontecimentos ocorridos na noite do dia 02 de julho de 2009, na partida entre Grêmio e Cruzeiro pela Copa Libertadores da América, o Conselho de Administração do Clube vem por meio desta prestar os seguintes esclarecimentos:



1- Em momento algum o Estádio Olímpico teve a sua capacidade total de público esgotada, conforme o laudo técnico autorizado pelo órgão competente;

2- Na partida em questão o público total foi de 44.920 torcedores;


3- Em conformidade com o Estatuto do Torcedor vigente, a segurança do evento esportivo fica a cargo do poder público, mediante prévia solicitação do mandante do jogo;



4- Esta segurança é exercida com plena autonomia pelo poder público;



5- Os portões fechados, fontes dos conflitos de conhecimento público, o foram por decisão da Brigada Militar;



6- O Grêmio FBPA não tem qualquer ingerência sobre as decisões tomadas pela mesma;


7- Todos os sócios torcedores e adquirentes de ingressos válidos para outras modalidades do estádio, que não conseguiram acessar o Estádio Olímpico, serão ressarcidos em espécie ou por 1 (um) ingresso para cada uma das duas próximas partidas do Campeonato Brasileiro de 2009, contra o Atlético Paranaense e Corinthians;


O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense se solidariza com seus sócios, torcedores e público em geral que, de alguma forma, se sentiram atingidos pelos episódios ocorridos.

Conselho de Administração do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense

Plano a ser analisado por equipe PROFISSIONAL. Vale a pena, Presidente!

Encontro com Duda Kroeff

DE TORCEDOR PARA O PRESIDENTE

Primeiramente gostaria de dizer que assim como todos, também estou triste pela desclassificação, mas... o mundo não acabou. Agora é ajeitar a “casa” e rumo a Libertadores 2010.

Mas hoje estou aqui para relatar algo que não está ligado ao futebol, que é aonde devemos nos ater neste momento.

Desde que algumas sugestões para aumentarmos nosso QS e nossa receita foram publicadas, algumas comentário sugeriam para que elas fossem protocoladas no QS do Grêmio e até mesmo um encontro com o Duda, para pessoalmente de alguma forma apresentá-las.

Prontamente o Eduardo Bernardon conseguiu contato com o Presidente sugerindo este encontro, e o Presidente aceitou.

A partir daí elaborei o documento chamado DE TORCEDOR PARA O PRESIDENTE, o qual continha 35 ações, todas relacionadas ao atendimento, captação de sócios e torcedores, fidelização de sócios e torcedores e melhorias na comunicação e relacionamento entre consulados, torcedores, sócios e direção.

Queria aqui registrar o momento histórico para mim e que humildemente quero estender como sendo da torcida em geral, pois quero deixar claro que sou apenas um torcedor que moro longe de Porto Alegre e meu único interesse é ver nosso Grêmio ainda maior. Nada além disto.

No dia 02/07, às 15h fomos recebidos (Eu, Bernardon, Cleiton e Tomaz), pelo Presidente Duda Kroeff (e o conselheiro Daniel Flores), e da melhor forma possível. Eu não imaginava que haveria tamanha receptividade por parte do nosso Presidente, principalmente porque era um dia de decisão. O que posso dizer a todos Gremistas deste mundo a fora é que a impressão que ficou do Duda é das melhores possíveis.

Um fato importante e que demonstra que algo mudou, é que por ser um dia de jogo, abrir um espaço na agenda para receber torcedores, é algo para ser no mínimo elogiado, eu confesso que não esperava.

Ficamos cerca de 40minutos com o Presidente, aonde de forma muito cordial e educada, se mostrou desde o início interessado no que torcedores tinham a dizer. Ao receber em mãos o projeto, de cara percebeu as nossas intenções, e algumas idéias assim que expostas o próprio Duda se empolgou e, motivado, até incrementou-as e, portanto, logo percebeu que existe algo a mais a ser feito. E vai ser!

O Presidente se comprometeu a pessoalmente analisar o projeto como um todo e levar isso aos departamentos de Marketing e Quadro Social para sua apreciação.

De nossa parte, nos colocamos a disposição para, se desejarem, voltar a Porto Alegre para apresentar e ou explicar detalhadamente cada um dos itens do Projeto, e aqui reafirmo este compromisso.

Quem desejar ter uma cópia, basta entrar em contato que eu encaminho.


Saudações incondicionais Gremistas

Paulo Cezar Sponchiado
Sócio Proprietário - 53695

http://querosersociodogremio.blogspot.com/

quarta-feira, julho 01, 2009

Arena: ouça novamente a palavra oficial da oas


As perguntas são respondidas, mas vão e voltam. As mesmas perguntas são feitas a todo o momento. Veja a relação abaixo e ouça a entrevista do diretor comercial da oas, Louzival Mascarenhas Júnior garantindo que a Arena vai ser construída.
Como as mesmas perguntas são repetidas, a matéria é sempre atualíssima.

Futebol
Áudio: Diretor da OAS fala sobre o Projeto Arena
29/04/2009 - 20:18:02 - por Guilherme Araujo / Final Sports - Foto: AI Grêmio

Em entrevista na sala da presidência do Grêmio na tarde desta quarta-feira, o diretor comercial da OAS, Louzival Mascarenhas Júnior, afirmou que a empresa pretende começar a construir o novo estádio do clube entre janeiro e junho de 2010, tendo um prazo máximo de 30 meses para a conclusão. O representante da empreiteira baiana garantiu que a crise financeira mundial não afetará o projeto e destacou os benefícios deste para a cidade de Porto Alegre. Confira abaixo.

- O que foi tratado na reunião desta tarde?
- O prazo para conclusão do projeto continua o mesmo?
- As análises de terreno já aconteceram?
- Quanto tempo seria necessário para todo o complexo estar concluído?
- O que a Arena vai representar para a cidade de Porto Alegre?
- A OAS já adquiriu o terreno para a construção?
- O Grêmio poderia sediar a Copa das Confederações em 2013?
- A crise econômica mundial pode afetar os investimentos?

Tempo do áudio: 6min31seg


http://www.finalsports.com.br/03/comando/headline.php?n_id=101428&u=0\

"Um bom exemplo dos 100.000"

Etevaldo publicou tópico na comunidade Grêmio do Orkut sob o título acima. Captou um exemplo de como estão inflando artificialmente o número de sócios. E, como o uso desse número para a comparação de torcidas, no Brasil, é indevido.

Porém, outros leitores aproveitaram a oportunidade para perguntar: 1) - se não é uma forma inteligente de fazer e 2) -a reivindicar a possibilidade de débito de uma mensalidade razoável em cartão de crédito internacional .

Recomendamos a leitura e a ridicularização da associação de gatos e cachorros não impede que se faça um estudo sobre essa possibilidade de associação de torcedores do exterior (vale para os moradores longe de Porto Alegre), com pagamento por cartão de crédito.

Vamos preservar o nome das pessoas, postando apenas o conteúdo:

Etevaldo

[SOCIOS] - Um bom exemplo dos 100.000

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=29755&tid=5353233300570491213

Agora eu entendo porque podem chegar aos 100 mil. Além dos cachorros, papagaios, gatos, gado bovino e ratazanas da cidade, não obstante os colorados precisaram pedir ajuda a comunidade internacional.


Agora russos também são sócios. Será que tem sócios chineses também? Sim, porque ao que parece os sócios do lado de lá é tudo made in Paraguay!



DÁ-LHE GRÊMIO, MAIOR TORCIDA DO RIO GRANDE = FATÁÇO!!!!!!!!!!!!!

Texto da postagem mencionada por Etevaldo:

RUSSOS - Torcendo pelo Inter

Até um punhado de russos estará torcendo junto conosco nesta noite! A notícia é do site oficial e fica aqui pra quem por ventura não tenha visto.

O amor da torcida pelo Internacional rompe todas as fronteiras. Uma prova disso é cônsul do Clube na Rússia, o sócio Alexander Gritsenko, que associou e pagou as mensalidades no período de um ano para um grupo de 10 russos, que aderiram à modalidade ‘Sócio Contribuinte Campeão do Mundo’.

Com a ajuda da colorada Patrícia Wisnevski, que recebeu toda a documentação do cônsul do Inter em Moscou, as associações foram efetivadas na Central de Atendimento ao Sócio do Beira-Rio no último dia 19 de julho. “O colaborador do Inter teve apenas dificuldade para escrever os nomes dos novos sócios”, brinca Patrícia. Segundo ela, o cônsul Alexander Gritsenko, o vice-cônsul Sergey Arinin e o representante Sergey Minaev virão ao Brasil especialmente para assistir ao Gre-Nal válido pelo Brasileirão.



> Confira os nomes dos novos sócios russos:

Gritsenko Alexey
Voronin Dmitry
Mikheev Alexey
Kachibaya Timur
Medvedev Konstantin
Medvedeva Anastasia
Moiseeva Marina
Pavlov Andrey
Shirshakova Ekaterina
Minaev Matvey

Comentários de gremistas na comunidade:

Eu sou do Paraguai e seria sócio do Grêmio se tivesse alguma oportunidade, pagamento por cartão de crédito ou coisa assim.

E um preço melhor por que raramente poderei ir ao Olimpico assistir um jogo é só mais questão de contribuir mesmo...

E outra coisa, ta certo eles terem sócio de qualquer maneira, o que importa é o dinheiro que vem entrando todo mês.
Há de se ser consciente.

Meu marido

Meu marido e a familia inteirinha dele sao holandeses. Todos torcem loucamente pro Gremio (todos tem camisetas, manta, caneca, bandeira...) e nao somos socios pq nao podemos pagar com cartao de credito internacional (coisa que já pedi pra ouvidoria do gremio mas até hoje NADA!).

Se tem cachorro de sócio no Inter, é porque tem um torcedor que não se importa de pagar a mensalidade mesmo sem ter nenhum benefício em troca, apenas para ajudar o clube, ao contrário de muita gente nesta comunidade do Grêmio. Quem deveria ter vergonha é o gremista que tem condições financeiras e não se associa!

Etevaldo

Sò tem um detalhe: vcs não entenderam o ponto. O ponto é que eles, os colorados, e boa parte da mídia do eixo, diz que o Inter tem torcida maior no Rio Grande justamente por que tem mais socios que o Grêmio!


Por mim até pinguim de Magalhães poderia ser sócio colorado, mas que eles não venham me dizer que tem torcida maior que a nossa.

Isso jamais!

Como eu disse pra nós que vivemos no exterior seria bom uma contribuição por cartão de crédito, mas não se tem essa opção!

Sim, quanto aos gremistas do exterior, se tivesse essa forma de associação, com cartão de crédito internacional, garanto que em pouco tempo passariamos de 50 mil associados só fora do país.

E não são calculos exagerados não! A presença do nome do Grêmio, principalmente na Suiça, França, Reino Unido e Peninsula Ibérica é muito forte. Sem contar Italia.

Tu já pediu lá cara? Vamo botar pressao!

Pq eu conheco varias pessoas que se associariam tb, mas que nao podem pagar pq nao aceitam cartao de credito emitido no exterior!

Pois é. Ta aí um filão bem grande a ser explorado!

Alias, dos 200 mil sócios que o Barça tem, a metade é fora da Espanha.

http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs.aspx?cmm=22731&tid=5353336822201695499&na=1&nst=1


domingo, junho 28, 2009

Os pulhas de plantão complacentes com a ação, porém implacáveis com a reação.

As cenas deploráveis no pátio do estádio, com policiais civis em flagrante abuso de autoridade tentando invadir o ônibus que conduzia a delegação gremista, sacando armas e agredindo a quem se opusesse a sua ação tresloucada e midiática não serão esquecidas tão cedo. Pareciam atrás de um marginal (desde o vestiário, bom frisar, na origem de tudo) e prestes a desbaratar uma quadrilha.

Dirigentes e funcionários do Grêmio foram constrangidos e a instituição foi agredida. A imagem do clube foi exposta de forma aviltante. Não conseguiram seu intento de entrar no veículo a força e arrastar nosso jogador, sendo obrigados a negociar. Cezar Pacheco, Krieger e outros se postaram a frente, insurgindo-se contra esta violência.

Não se viu, nestes momentos de maior tensão, nenhum dirigente celeste para apaziguar. Pedras foram arremessadas contra o veículo que ficou trancado, a exemplo de tantas outras que acertaram coletivos que levaram gremistas ao Mineirão (tanto na chegada, quanto na saída).
Constrangimento ilegal, ameaças, agressões, depredação. Esse foi o tratamento dispensado aos gaúchos.

Uma vergonha.

Para a partida de volta, pedem paz. Repetidos apelos são feitos, aparatos de segurança (lá insuficientes ou ausentes) estão sendo montados. Só está faltando solicitar a organização de um ato ecumênico e o recebimento dos visitantes com hinos de louvor.

E a nossa imprensa regional, os pulhas de plantão, resumem toda esta ocorrência nojenta como se o Grêmio e os seus representantes a tivessem criado : “Aquelas cenas poderiam não ter acontecido”. É o coro dos hipócritas (com ou sem abreviatura nominal de sanitário), complacentes com a ação, porém implacáveis com a reação.


A gravação do promotor de justiça aposentado Cláudio Brito “comentando’ ao vivo na Rádio Gaúcha os desentendimentos que ocorriam no Mineirão é algo lamentável. Lá pelas tantas, para tentar justificar ou amenizar o uso de armas sacadas (e isso que só falou neste “detalhe”, pouco antes de se despedir, ao ser indagado pelo âncora do programa) referiu uma fala do dirigente André Krieger que teria citado a palavra “resistindo” (no caso resistência a ação policial). Este cidadão, já tendo escancarado posturas desrespeitosas ao Grêmio no ar (numa delas, em seguida, teve que se desculpar pela infelicidade, pelo mau gosto), faria um grande favor em se abster de falar “tecnicamente” sobre tudo que envolve o tricolor. Assim, teria mais energia para despejar seu proselitismo em assuntos carnavalescos e no que for concernente ao tradicional rival (sua opção clubística). Ficaríamos extremamente agradecidos.

Jorge Bettiol em
http://ducker.com.br/Coluna.htm

Põe-te no lugar

Põe-te no lugar de Máxi Lopez.
Acusado freneticamente de racismo. Conhecido o precedente do caso Grafite x Sabbato no qual o jogador argentino foi preso em flagrante e passou a noite na prisão.

Beleguins - em território hostil - com arma na mão te perseguindo para te conduzir a lugar incerto e não sabido.

Imagina que teus diretores e teus colegas permitem a ação policial sem nenhuma reação, sem nenhum gesto de solidariedade.

Agora, te põe no lugar dos outros atletas vendo a direção do Clube deixando o colega ser recolhido pela ação policial nas circunstâncias descritas.

A completa perda de confiança de todos os atletas na Direção do Clube seria óbvia. Só a má-vontade, só a perseguição explicam criticar a Direção do Grêmio pela atitude tomada no Mineirão.


O dilema de Duda Kroeff

Favorecer determinandos detentores de direitos federativos? Representantes e ou apoiadores de tais detentores? E, assim, ter tratamento equilibrado na imprensa?

OU

Agir tendo em vista só os interesses do Grêmio e continuar sendo massacrado como no episódio em que a Direção defendeu, intransigentemente, o atleta Maxi Lopez?

A estrela dourada da bandeira do Grêmio





Você sabe o que significa a estrela dourada ostentada pela e componente da bandeira do Grêmio?
Na origem, significava uma homenagem ao atleta Everaldo Marques da Silva, campeão mundial pela Seleção Brasileira, em 1970, no México.
Atualmente, o Estatuto prevê que o símbolo gremista ostentará 3 estrelas sendo a de ouro representativa do atleta Everaldo Marques da Silva e dos títulos mundiais do Grêmio
Por acaso Everaldo era loiro de olhos azuis?
Querem algo mais contundente do que essa consagração no Estatuto, na bandeira e no símbolo para a prova de que o Grêmio é 100 % preto, branco e azul?
Sem racismos!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Everaldo_Marques_da_Silva


http://www.gremio.net/page/view.aspx?i=everaldo&language=0


Dicas do Pires


Na quinta-feira, não poderemos deixar margem a qualquer interpretação mesmo forçada. Na quinta-feira, não importa ter razão contra os preconceituosos, oportunistas, traiçoeiros, amargos e hipócritas da imprensa. Para esses canalhas o que menos importa é você ter razão. Sendo Grêmio, por princípio, vocé é errado.
Na quinta-feira, vamos provar que o lema do Grêmio é contra o racismo. Para qualquer dos lados.
http://gremioimortal.blogspot.com/search?q=racismo

Dicas do Pires


“-Para mim, isso é frescura. É algo que acontece o tempo todo dentro de campo. É totalmente normal. Não entendo como algo fora do comum… Aconteceu comigo várias vezes. E já fiz também. Eu não denunciaria.”


Palavras de Alex, o meia do Fenerbahce, herói da tríplice coroa cruzeirense e ídolo eterno da torcida do Cruzeiro.

Fica como contestação aos oportunistas, hipócritas, aproveitadores, preconceituosos e interesseiros especialmente da imprensa brasileira. Bem como aos deslumbrados caçadores de alguns minutos de fama.

sexta-feira, junho 26, 2009

MACACADA = AMIGOS = FAMÍLIA

MACACADA

[De macaco + -ada1.]
S. f.
1. Macacaria (1).
2. V. macaquice (1).
3. Bras. Os amigos, ou as pessoas da família; a turma: "Tens família numerosa, / só de filhos uma grosa, / fora avós, tios e manas? / Vence a crise desgraçada! / veste toda a macacada / nas Casas Pernambucanas!" (Antigo anúncio em bondes cariocas.)

Dicionário Aurélio

A seguir veja o significado de MACACO e macacada tb pelo Dicionário Aulete


MACACO! MACACADA!

Afinal o que significa essa expressão "macaco" tão explorada nos últimos dias?
O Dicionário Aurélio esclarece:

MACACO

[De or. afr.]
S. m.
1. Zool. Designação comum a todas as espécies de primatas, aplicada no Brasil, restritivamente, aos cebídeos em geral. [A designação mico, tb. bastante us. no Brasil, costuma aplicar-se às espécies do gênero Cebus (v. cebo), no S., e às espécies de pequeno porte, ou sagüis, no N.] [Sin.: mono, símio, bugio. Cf. cebídeos e calitriquídeos.]

2. Fig. Aquele que arremeda ou imita grotescamente.

3. Indivíduo muito feio.

4. Maquinismo, provido de manivela, para levantar grandes pesos; bugio; carlequim.

5. O peso que, no bate-estacas, cai de certa altura sobre a cabeça da estaca, afundando-a.

6. Marinh. Dispositivo us. para esticar e graduar a tensão de cabos e correntes fixos.

7. Bras. Zool. Designação comum às pequenas espécies costeiras de peixes bleniídeos, em geral de coloração escura, freqüentadores de rochas e rochedos, e sem valor comercial. A espécie mais conhecida é Parablennius pilicornis.

8. Bras. Zool. V. grilo-toupeira (1).

9. Bras. No jogo do bicho (q. v.), o 17º grupo (14), que abrange as dezenas 65, 66, 67 e 68, e corresponde ao número 17.

10. Bras. V. amarelinha2.

11. Bras. sertão do N.E. Bot. V. mata-cachorro (2).

12. Bras. Paralelepípedo (3).

13. Bras. sertão da BA Ajudante de vaqueiro.

14. Bras. BA Pop. V. casa de penhor.

15. Bras. RJ Pilar que leva apenas dois tijolos.

16. Bras. MG RS
Galho que cai da árvore sobre o caminhante.

17. Bras. Cap. Floreio (5) no qual o capoeirista, com o apoio de uma das mãos, dá um salto para trás, girando o tronco sobre a cabeça, imitando o movimento de um macaco.

18. Lus. Macacão (4) feminino.
Adj.

19. V. simiesco.

20. Diz-se do cavalo de pêlo escuro.

u Macaco velho. Bras.
1. Indivíduo astuto, ladino.
2. Indivíduo experiente.

u Macaco velho não mete a mão em cumbuca. (Prov.) Bras.
1. Indivíduo sagaz, experiente, não cai em esparrela.

u Cada macaco no seu galho. (Prov.)
1. Cada um deve ater-se à sua condição ou função.

u Dar no macaco. Bras. BA Chulo
1. Masturbar-se (o homem).

u Ir pentear macacos. Bras.
1. V. ir às favas.

u Mandar pentear macacos. Bras.
1. V. mandar às favas.

Chama a atenção que o mais consagrado dicionário brasileiro da língua portuguesa não dá NENHUM SIGNIFICADO RACIAL à expressão.

Consta, ademais, por pesquisa realizada na internet que, entre os amigos, do orkut inclusive, o "chocantemente ofendido" tem o apelido de macaco, assim agraciado no tratamento quotidiano. E carinhoso, com certeza.

Pra variar, a RBS faz, no rádio, campanha aberta contra o Grêmio e, na ZH, campanha subliminar também, sempre, contra o tricolor mais invejado do Planeta.

Se os argentinos do Olé costumam chamar os brasileiros de "macaquitos" o fazem em relação a todos os brasileiros. Pretos, brancos, pardos, índios, amarelos. Aos "loiros de olhos azuis" também. Ou esses não são brasileiros ? Podem ser discriminados à vontade?

Ora, ora, vão pentear macacos. É muito complexo coitadista (!). Exploração de "macaco velho". Estelionato pra tirar vantagem obviamente indevida.

Só depende de nós fazer o feitiço virar contra o feiticeiro.

O Dicionário Aulete segue a mesma linha SEM CONOTAÇÃO RACIAL

(ma. ca. co)

sm.

1. Zool. Denominação comum aos primatas, com exceção do homem; SÍMIO

2. Fig. Quem macaqueia, quem imita ou arremeda, como alguns macacos (1).

3. Fig. Indivíduo muito feio; grotesco, disforme

4. Náut. Dispositivo us. para esticar e graduar a tensão de cabos e correntes fixos.

5. N.E. Alcunha do policial das antigas milícias estaduais; MATA-CACHORRO

6. Mec. Aparelho hidráulico, de parafuso ou cremalheira, acionável por meio de alavanca, pedal ou manivela, para levantar e sustentar provisoriamente objeto pesado (p.ex. automóvel, para troca de pneu).

7. N.E. Ajudante de vaqueiro

8. N.E. Paralelepípedo de granito para calçamento de ruas e estradas.

a.

9. Bras. Pej. Pop. Diz-se do que ou quem é feio, desproporcional, simiesco

10. Bras. Pop. Diz-se do que ou quem aborrece, entedia é enfadonho

11. Bras. Pop. Diz-se de quem ou o que é astuto, manhoso.

[F.: De or.duvidosa., prov. do banto makako]


Cada macaco no seu galho (provérbio)
1 Pop. Cada um na sua atribuição, no seu lugar, sem se meter no que não lhe diz respeito ou para o que não tem competência.


Dar no macaco
1 BA Tabu Masturbar-se (o homem).


Ir pentear macacos
1 Bras. Deixar de importunar, ir importunar em outro lugar.


Macaco velho
1 Bras. Indivíduo experiente, que não se deixa enganar.
2 Indivíduo esperto, ladino, astuto, matreiro, que sabe enganar os outros.


Macaco velho não mete a mão em cumbuca (provérbio)
1 Bras. Pop. Quem é experiente não se deixa atrair por cilada, não é imprudente.


Mandar pentear macacos
1 Bras. Mandar embora (para livrar-se de) alguém que está incomodando, importunando; mandar às favas (ver no verbete fava).

MACACADA

(ma.ca. ca. da)

sf.

1. Bando de macacos; MACACARIA

2. Bras. Pop. Ação ou resultado de macaquear, de imitar ou arremedar; MACAQUICE

3. Bras. Gír. As pessoas da família,os amigos; a turma, a patota; galera.

[F.: macaco - + -ada2]


MACACO - SIGN. ZOOL. - EM IMAGENS DE TODAS AS CORES







quinta-feira, junho 18, 2009

"Encontros com a Diretoria": relatos e depoimentos

Se você está em dúvida sobre ir aos "Encontros com a Diretoria" realizados todos os sábados no Estádio Olímpico, leia diversos relatos de quem foi. Basta clicar sobre as linhas abaixo:

http://gremio1983.blogspot.com/2009/06/encontos-com-direcao-arena-preis.html

http://gremiolibertador.blogspot.com/2009/06/encontro-com-diretoria.html

http://www.gremio.net/news/view.aspx?news_type_id=16&id=8149&language=0

http://www.gremiocopero.com/2009/06/08/encontro-com-a-direcao/