domingo, novembro 11, 2007

Culto da personalidade







Culto da personalidade
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Cartaz soviético diz "Nosso amado Stalin é a felicidade do povo".
O Culto da Personalidade ou Culto à personalidade é uma estratégia de propaganda política comum em regimes autoritários, baseada na exaltação das virtudes - reais e/ou supostas - do governante, bem como da divulgação positivista e inventiva de sua figura. O culto inclui cartazes gigantescos com a imagem do líder, constante bajulação do mesmo por parte de meios de comunicação e perseguição aos dissidentes do mesmo - tudo isso é culto à personalidade. Hitler, Stalin e Saddam Hussein são apenas alguns exemplos dessa tendência política.

Stálin fomentou o culto da personalidade, a propaganda fazia dele o "Pai da Pátria" ou o "Salvador da Pátria".
Isso que não havia Site. Qualquer semelhança é mera coincidência!

Técnicas de Geração de Propaganda
Há várias técnicas que são utilizadas para criar mensagens que sejam persuasivas, porém falsas. Muitas dessas técnicas podem ser baseadas em falácias lógicas já que os propagandistas usam argumentos que, embora às vezes convincentes, não são necessariamente válidos.
Algum tempo tem-se dedicado para analisar os meios pelos quais as mensagens de propaganda são transmitidas, e este trabalho é importante, mas é claro que estratégias de disseminação da informação só se tornam estratégias de propaganda quando associadas a mensagens propagandísticas. Identificar estas mensagens de propaganda é um pré-requisito necessário para estudar os métodos utilizados para divulgação destas mensagens. Por isso é essencial ter algum conhecimento das seguintes técnicas de geração de propaganda:

Argumentum ad nauseam
Repetição incansável (ou ainda repetição nauseante). Uma idéia repetida suficientemente se torna verdade. Esta técnica funciona melhor quanto o acesso a mídia é controlado pelo propagandista.

Apelo à autoridade
É a citação de uma figura proeminente para apoiar um posicionamento, idéia, argumento ou alguma ação em desenvolvimento.

Apelo ao medo
é a busca de apoio a uma idéia ou causa ou pessoa, instigando o medo na população em geral. Por exemplo, Joseph Goebbels explorou o livro Os Alemães devem Morrer, de Theodore Kaufman, para afirmar que os Aliados procuravam o extermínio do povo alemão e, com isso, obter o apoio do povo.

Bode Expiatório
Atribuir culpa a um indivíduo ou grupo que não seja efetivamente responsável, aliviando sentimentos de culpa de partes responsáveis ou desviando a atenção da necessidade de resolver um problema cuja culpa foi atribuída àquele que está emitindo a propaganda.

Desaprovação
Essa é a técnica usada para desaprovar uma ação ou idéia sugerindo que ela é popular entre grupos odiados, ameaçadores ou que estejam em conflito com o público-alvo. Assim, se um grupo que apoia uma idéia é levado a crer que pessoas indesejáveis, subversivas ou conflitantes também a apoiam, os membros do grupo podem decidir mudar sua posição.

Efeito dominó
Efeito dominó e vitória inevitável: tenta convencer a audiência a colaborar com uma ação "com a qual todos estão colaborando" ou "junte-se a nós". Essa técnica reforça o desejo natural das pessoas de estar no lado vitorioso e visa a convencer a audiência que um programa é a expressão de um movimento de massa irresistível e que é de seu interesse se juntar a ele. A "vitória inevitável" incita aqueles que ainda não aderiram a um projeto a fazê-lo, pois a vitória é certa. Os que já aderiram se sentem confortados com a idéia de que tomaram a decisão correta e apropriada.

Estereotipificação ou Rotulagem
Essa técnica busca provocar a rejeição em uma audiência rotulando o objeto da campanha de propaganda como algo que o público-alvo teme, desgosta, tem aversão ou considera indesejável.

Homem comum
O "homem do povo" ou "homem comum" é uma tentativa de convencer a audiência de que as posições do propagandista reflete o senso comum das pessoas. É utilizada para obter a confiança do público comunicando-se da maneira comum e no estilo da audiência. Propagandistas usam a linguagem e modos comuns (e até as roupas, quando em comunicações audiovisuais presenciais) numa busca de identificar seus pontos de vista com aqueles da "pessoa média".

Palavras Virtuosas
São palavras tiradas do sistema de valores do público-alvo, que tendem a produzir uma imagem positiva quando associadas a uma pessoa ou causa. Exemplos são paz, felicidade, segurança, liderança, liberdade, etc.

Propaganda Enganosa
São meios de oferecer o que não se tem, forçando o comprador, ou consumidor a comprar outro produto, a idéia é chamar a atenção e aumentar as vendas, mesmo que uma parcela minima desista de comprar ou a repulsar a empresa.

Racionalização
Indivíduos ou grupos podem usar afirmações genéricas favoráveis para racionalizar e justificar atos e crenças questionáveis. Frases genéricas e agradáveis são frequentemente usadas para justificar essas ações ou crenças.
Slogan
Um slogan é uma frase curta e impactante que pode incluir rotulação e esteriotipação. Se slogans podem ser criados a respeito de determinada idéia, devem sê-lo pois bons slogans são idéias auto-perpetuáveis.

Super-simplificação
Afirmações vagas, favoráveis, são usadas para prover respostas simples para complexos problemas sociais, políticos, econômicos ou militares.

Termos de Efeito
Termos de efeito são palavras de intenso apelo emocional tão intimamente associadas a conceitos e crenças muito valorizados que convencem sem a necessidade de informação ou razões que as apoiem. Elas apelam para emoções como o amor à pátria, lar, desejo de paz, liberdade, glória, honra, etc. Solicitam o apoio sem o exame da razão. Embora as palavras e frases sejam vagas e sugiram coisas diferentes para pessoas diferentes, sua conotaçào é sempre favorável: "Os conceitos e programas dos propagandistas são sempre bons, desejáveis e virtuosos".

Testemunho
Testemunhos são citações, dentro ou fora de contexto, efetuadas especialmente para apoiar ou rejeitar uma idéia, ação, programa ou personalidade. Explora-se a reputação ou papel (especialista, figura pública respeitada, etc.) daquele que é citado. O testemunho dá uma sanção oficial de uma pessoa ou autoridade respeitada à mensagem de propaganda. Isso é feito num esforço de causar no público-alvo uma identificação com a autoridade ou para que aceite a opinião da autoridade como sua própria.

Transferência
Essa é a técnica de projetar qualidades positivas ou negativas (elogios ou censuras) de uma pessoa, entidade, objetivo ou valor (de um indivíduo, grupo, organização, nação, raça, etc.) para outro, para tornar esse segundo mais aceitável ou desacreditá-lo. Essa técnica é geralmente usada para transferir culpa de um parte em conflito para outra. Ela evoca uma resposta emocional, que estimula o público-alvo a identificar-se com autoridades reconhecidas.

Vagueidade intencional
Afirmações deliberadamente vagas de tal forma que a audiência pode interpretá-las livremente. A intenção é mobilizar a audiência pelo uso de frases indefinidas, sem que se analise sua validade ou determine sua razoabilidade ou aplicação.




8 comentários:

Isaías Santos disse...

Agora, em pleno século XXI, uma directora regional do Ministério da Educação e destacado quadro do PS-Porto, de seu nome Margarida Moreira, vem procurar dar continuidade a esta "tradição" do culto do chefe e da delação e perseguição de quem não reconhece publicamente as "virtudes" do chefe. Conforme notícia hoje (19/05) o Público:

Inebriado pelo poder absoluto o governo Sócrates e os seus acólitos entraram numa deriva cada vez mais autoritária, centralista e autista. E como se não bastasse isto, ainda vêm aqueles que procuram mostrar serviço ao "chefe" através de processos mais próprios do Portugal salazarista do que do século XXI. Sinais dos tempos...

No nosso caso é um site com culto á personalidade e expoloração indevida por parte do profissional que, ao invés de promover o DONO DO NEGÓCIO, usa o instrumento para se promover.

Jorge Lucas disse...

Desaprovação
Essa é a técnica usada para desaprovar uma ação ou idéia sugerindo que ela é popular entre grupos odiados, ameaçadores ou que estejam em conflito com o público-alvo. Assim, se um grupo que apoia uma idéia é levado a crer que pessoas indesejáveis, subversivas ou conflitantes também a apoiam, os membros do grupo podem decidir mudar sua posição.

Efeito dominó
Efeito dominó e vitória inevitável: tenta convencer a audiência a colaborar com uma ação "com a qual todos estão colaborando" ou "junte-se a nós". Essa técnica reforça o desejo natural das pessoas de estar no lado vitorioso e visa a convencer a audiência que um programa é a expressão de um movimento de massa irresistível e que é de seu interesse se juntar a ele. A "vitória inevitável" incita aqueles que ainda não aderiram a um projeto a fazê-lo, pois a vitória é certa. Os que já aderiram se sentem confortados com a idéia de que tomaram a decisão correta e apropriada.

Pois é só para pegar estes dois tópicos, parece muito com o que ocorreu com um movimento chamado Grêmio Sempre, seu lider maior, primeiro fez crer que era muito ruim se associar a certos nomes; uns eram o passado(Obino, Fachin, Dourado) outros eram retrogrados como Castrinho, Ferrer, Josias etc), e conveceu o grupo a se associar com quem nada tinha ver, mas que encarava o espírito "efeito dominó" e "vitória inevitável" e por traz disto tudo tinha a garantia do supremo chefe(Odone) de apóio a uma outra candidatura que viria a seguir.
Infelizmente para ele não correu tal coisa muito bem programada, mas felizmente para o Grêmio ocorreu o contrário e hoje a divisão de poderes significa o fracasso de toda estrategia propagandista.

Isabel disse...

O culto à personalidade chega a ser deprimente para não usar outro adjetivo

Hugo Jung disse...

Acho interessante essa parte aqui muito comum
Bode Expiatório
Atribuir culpa a um indivíduo ou grupo que não seja efetivamente responsável, aliviando sentimentos de culpa de partes responsáveis ou desviando a atenção da necessidade de resolver um problema cuja culpa foi atribuída àquele que está emitindo a propaganda.

Maria disse...

A vagueidade intencional,também pode significar o ecletismo,onde o autor do discurso,não adota uma postura clara.Nesta condição, demonstra grande dificuldade em aprender.

A confusão dos que adotam o ecletismo é sua esterilidade intelectual,explicitada por uma retórica vazia que dificulta um diálogo construtivo

George Liks disse...

Tem uma situação não abordada.
"O sujeito que, de forma maior ou menor, foi algum dia beneficiado pelo culto à personalidade. Ocupando empregos importantes, sendo bajulado etc. etc.
Mudança de emprego, não se acerta mais na vida. Tenta uma coisa aqui, outra ali.Uma bicada aqui, outra ali. Nada dá certo. Frustração sobre frustração. Ninguém mais presta a não ser os poucos bajuladores freudianos. Fala mal de todo mundo. Bajula a quem pode ajudá-lo na tentativa de destruição dos alvos de inveja e resentimento. Muda de opinião segundo o humor. Incapaz de lealdade, entra em círculo vicioso, se envenena na própria saliva. Enfim, cobra amizade e lealdade, mas não é leal nem amigo dos seus amigos. Sem cura, impossível inverter a descendente."
Da crônica de Ulrich Fromm "Rota descendente e a frustração pelo perdido culto à personalidade"

SBP disse...

Esse Jorge Lucas deve ser aquele que participou favoravelmente de todas as decisões do grupo referido até que houve um contratempo porque ele sofreu uma certa rejeição de terceiros.
A partir daí ficou crítico, mas não largou a vaga. Deixou o amigo dele completamente na mão.
Enfim, cada um cada um...

Miguel Mira Lopez disse...

Falar mal dos outros vicia algumas pessoas. Sofrem com isso, mas logo ali adiante voltam ao vício. Falam mal, os outros sempre são culpados principalmente das burradas que eles próprios praticam. Mentes poluídas, provavelmente maldosas, dificilmente tem cura. É muito triste...decepcionante...depressivo...