domingo, novembro 30, 2008

QUEM? WHO? QUIÉN? QUI? CHI? WER?

Muitas pessoas têm verdadeiro fascínio por saber QUEM (?). Quem fez isso, Quem fez aquilo, Quem disse, Quem escreveu?
Na verdade, só é relevante saber QUEM (?): 1) quando há ilícito; 2) quando, para tomar uma decisão, é mais importante saber QUEM deu do que o conteúdo da opinião (!).

Em todas as outras hipóteses, o que importa é o conteúdo do que é dito e completamente irrelevante quem disse.
Freqüentemente, opiniões que transitam com ampla aceitação, se estivessem carimbadas com a autoria, tanto para o lado positivo quanto para o negativo, sofreriam a clássica falácia "ad personam".
Por isso, não publicamos nada ilícito e damos total prioridade ao conteúdo das matérias sem maiores preocupações com autorias.

domingo, novembro 23, 2008

Quem será proprietário da Arena?

O tema ganhou certo espaço de discussão nos últimos dias. Por isso, pedimos a opinião de estudioso de direito imobiliário exposta a seguir:

A matriz da pesquisa, obviamente, é a lei. Observada a incidência geral e maior da lei, para o negócio específico, as respectivas escrituras públicas (no que for exigido) e particulares (no que for permitido). Os registros para publicidade e, quando for o caso, para aquisição do próprio direito. Mas é claro, também, ser importante a opinião dos intérpretes. Assim, temos encontrado opiniões no sentido de que a futura arena, na forma como está concebido o negócio, será a) propriedade do Grêmio, segundo alguns e; b) segundo outros, a propriedade será, por 20 anos, de uma das empresas da OAS, consolidando-se a propriedade plena em favor do Grêmio após esses 20 anos.

Interessante que os últimos procuram argumentar com a lei e as minutas contratuais e os primeiros repetem mecanicamente, por quase crença religiosa ou ideológica ou desejosa, sem fundamentar nem nos contratos nem na lei. Segundo esses, é porque alguém disse que é. O famoso "magister dixit". Aparentemente falta o "magister"

Foi-nos exibida uma apresentação de entidades interessadas no negócio contendo as seguintes informações e opiniões:
- A OAS cria a SPE Proprietária que adquire o terreno (informação)
- A OAS cria a SPE Gestora (informação)
- a SPE Proprietária assina contrato de Direito Real de Superfície por 20 anos com a SPE Gestora (informação)

No término da obra,
- A SPE Proprietária transfere a propriedade do terreno da Arena para o Grêmio, mantendo o Direito Real de Superfície com a SPE Gestora (informação)
- A Grêmio Empreendimentos transfere a propriedade do terreno da Azenha para a SPE Proprietária (informação)

Entre as virtudes do negócio ressalta-se a "solidez da estrutura baseada no Contrato de Direito Real de Superfície" (opinião).

Entre os direitos do Grêmio é apontado:
- Receber a propriedade da nova arena, livre de qualquer ônus, após o término da construção (pretensa informação, na verdade, opinião equivocada conforme será demonstrado).

Entre os direito da OAS se destaca:
- Receber o direito real de superfície da arena pelo prazo de 20 anos, com previsão de pagamento multa/ressarcimento em caso de ruptura (informação)

Essa mesma afirmativa de que a SPE Gestora transfere a propriedade da arena para o Grêmio após a obra.... consta de outras partes da mencionada apresentação.

Surge, então a questão: afinal, de quem será a propriedade da Arena após a conclusão da construção?

Será do Grêmio? Qual o significado da oneração concomitante com o direito real de superfície a favor da OAS Gestora?

Indispensável, para a compreensão dos fundamentos e da conclusão, uma leitura ods dispositivos legais regentes do direito real de superfície, reinstituído, no Brasil, após longuíssimo período de exclusão, pelo denominado Estatuto da Cidade, do qual reproduzimos os principais dispositivos que interessam à análise:

LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001.

Regulamenta os arts. 182 e 183 da Constituição Federal, estabelece diretrizes gerais da política urbana e dá outras providências.


Seção VII

Do direito de superfície

Art. 21. O proprietário urbano poderá conceder a outrem o direito de superfície do seu terreno, por tempo determinado ou indeterminado, mediante escritura pública registrada no cartório de registro de imóveis.

§ 1o O direito de superfície abrange o direito de utilizar o solo, o subsolo ou o espaço aéreo relativo ao terreno, na forma estabelecida no contrato respectivo, atendida a legislação urbanística.

§ 2o A concessão do direito de superfície poderá ser gratuita ou onerosa.

§ 3o O superficiário responderá integralmente pelos encargos e tributos que incidirem sobre a propriedade superficiária, arcando, ainda, proporcionalmente à sua parcela de ocupação efetiva, com os encargos e tributos sobre a área objeto da concessão do direito de superfície, salvo disposição em contrário do contrato respectivo.

§ 4o O direito de superfície pode ser transferido a terceiros, obedecidos os termos do contrato respectivo.

(...)

Art. 23. Extingue-se o direito de superfície:

I – pelo advento do termo;

II – pelo descumprimento das obrigações contratuais assumidas pelo superficiário.

Art. 24. Extinto o direito de superfície, o proprietário recuperará o pleno domínio do terreno, bem como das acessões e benfeitorias introduzidas no imóvel, independentemente de indenização, se as partes não houverem estipulado o contrário no respectivo contrato.

(os negritos das transcrições anteriores e posteriores não são do original)

O novo Código Civil (2002) acolheu o direito real de superfície nos seguintes termos:

TÍTULO IV
Da Superfície

Art. 1.369. O proprietário pode conceder a outrem o direito de construir ou de plantar em seu terreno, por tempo determinado, mediante escritura pública devidamente registrada no Cartório de Registro de Imóveis.

Parágrafo único. O direito de superfície não autoriza obra no subsolo, salvo se for inerente ao objeto da concessão.

Art. 1.370. A concessão da superfície será gratuita ou onerosa; se onerosa, estipularão as partes se o pagamento será feito de uma só vez, ou parceladamente.

Art. 1.371. O superficiário responderá pelos encargos e tributos que incidirem sobre o imóvel.

Art. 1.372. O direito de superfície pode transferir-se a terceiros e, por morte do superficiário, aos seus herdeiros.

Parágrafo único. Não poderá ser estipulado pelo concedente, a nenhum título, qualquer pagamento pela transferência.

Art. 1.373. Em caso de alienação do imóvel ou do direito de superfície, o superficiário ou o proprietário tem direito de preferência, em igualdade de condições.

Art. 1.374. Antes do termo final, resolver-se-á a concessão se o superficiário der ao terreno destinação diversa daquela para que foi concedida.

Art. 1.375. Extinta a concessão, o proprietário passará a ter a propriedade plena sobre o terreno, construção ou plantação, independentemente de indenização, se as partes não houverem estipulado o contrário.

Art. 1.376. No caso de extinção do direito de superfície em conseqüência de desapropriação, a indenização cabe ao proprietário e ao superficiário, no valor correspondente ao direito real de cada um.

Art. 1.377. O direito de superfície, constituído por pessoa jurídica de direito público interno, rege-se por este Código, no que não for diversamente disciplinado em lei especial.

Nas disposições dos futuros contratos, em rigorosa observância ao instituto em exame, contratarão as partes:

- Enquanto titular do direito de superfície, caberá à Superficiária o direito de explorar a Arena.

- Expirado o prazo da presente Superfície, a Proprietária consolidará em si a propriedade plena do Terreno, com todas as edificações e benfeitorias, sem que seja devido o pagamento de qualquer indenização para a Superficiária.

- A Arena deverá ser entregue pela Superficiária à Proprietária, quando da expiração da Superfície, observado o desgaste natural decorrente do uso regular da Superfície e eventuais outras benfeitorias e acessões que a Superficiária venha a introduzir na Superfície, e que serão incorporadas à Superfície.

- ainda como forma de viabilizar a construção da Arena, pretendem as Partes que, num primeiro momento, o Grêmio receba a propriedade da Arena, mas não o direito de superfície sobre o Terreno , o qual permanecerá com a OAS Superficiária, pelo prazo de 20 anos, assegurando-se a esta, durante esse período, a exploração e administração da Arena, nos exatos termos da Escritura de Superfície

É entendimento nosso, salvo melhor juízo, que essa expressão "receba a propriedade da Arena, mas não o direito de superfície sobre o Terreno.....) contém contradição insuperável e há de ser interpretada como receba a propriedade do terreno (do solo), mas não o direito de superfície sobre o Terreno. Isso porque o direito de superfície corresponde exatamente às construções sobre o terreno e o que é a Arena senão as construções?

Essa constatação prejudica o negócio? Não sabemos. Não necessariamente. Mas um fato é indiscutível: quando for votada a matéria todos deverão estar cientes e conscientes de que a propriedade do direito de superfície ( consequentemente das construções, da própria Arena) não será do Grêmio que adquirirá a propriedade plena - terreno mais construções (Arena) - após vinte (20) anos.

A nosso juízo, com todo o respeito, só há uma maneira de provarem que a nossa interpretação não está correta. Seria demonstrar que a expressão "Arena" corresponde à propriedade do terreno e não à propriedade da "construção".

terça-feira, novembro 18, 2008

Quem freará tamanho desvario?




MATEUS BRUXEL / CP MEMÓRIA
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AMEAÇAS


Paulão, um dos fundadores da Geral do Grêmio e hoje integrante da Máfia, foi entrevistado ontem à noite pelo Rech no 'Guaíba Esportes'. Relatou a divisão que há entre as torcidas e os motivos que levaram a isto. O repórter Carlos Corrêa obteve um Boletim de Ocorrência onde um torcedor da Máfia registra estar recebendo ameaças, dá o nome dos que o estão ameaçando e onde podem ser encontrados. Isto no dia 23 de outubro. Ouvi, ontem, o presidente da Comissão de Ética do Grêmio, Pedro Ruas, que foi categórico: 'Se um dos agressores tiver vínculo com o quadro social, será expulso do Grêmio. Não podemos admitir bandidos'. Pedro Ruas está disposto a levar o caso até as últimas conseqüências.

SENHORES DO BEM

'Senhores integrantes dos Conselhos Consultivo e Deliberativo do Grêmio, integrantes da Comissão de Ética e demais associados. Senhores do bem. Fui convidado, ontem, para uma reunião com ex-integrantes da Geral do Grêmio e da Máfia. O que ouvi é estarrecedor. Estarrecedor e indignante. Esses jovens se dizem perseguidos, ameaçados, por lideranças. Sabem seus nomes e talvez os revelem desde que esta agremiação os mantenha no anonimato. Os motivos são óbvios.
Ameaçados por ousar não concordar com a forma de comando, com a revenda de ingressos, com a venda de produtos em benefício próprio, com as vantagens pessoais. O Grêmio transformou-se numa espécie de emprego para alguns. Querem, tão-somente, poder sair sem intimidação, sem perseguição e torcer em outro local no Olímpico.'
Esta coluna foi publicada no dia 17 de outubro, há exatos 30 dias. Um dia depois haveria eleição presidencial no Grêmio e quem ousou desafiar as tais lideranças assistiu a um trailer do filme de horror vivido domingo à noite. A pergunta que insiste: quem freará tamanho desvario?
De primeira - Hiltor Mombach

Nosso espaço está aberto à apresentação de versões outras.

segunda-feira, novembro 17, 2008

sexta-feira, novembro 14, 2008

O trabalho social que a imprensa não mostra












Frequentemente amaldiçoada por alguns integrantes da crônica esportiva, a Geral do Grêmio tem desempenhado um belo trabalho social junto a escolas e creches de áreas pobres de Porto Alegre e região. Se algumas atitudes eventualmente devem ser criticadas, as ações positivas devem ser elogiadas e divulgadas. As imagens da campanha de donativos da Geral do Grêmio mostram que, além de trazer alento para pessoas em necessidade, a ação ajuda a formar novos gremistas entre a piazada.

quinta-feira, novembro 13, 2008

Lembrando

Terça-feira, Maio 29, 2007

Arena Fifa do Grêmio

Coluna
ARENA FIFA do GRÊMIO
29/05/2007 - 10:30:51 - por Evandro Krebs
O Conselho Deliberativo do Grêmio, em sua última reunião extraordinária, dia 21 de maio passado, aprovou a constituição da empresa Grêmio Empreendimentos, que será a gestora da construção do novo estádio tricolor, com capacidade para 50.000 pessoas.

A Arena Fifa Grêmio atende aos princípios constantes no Planejamento Estratégico do Clube e, particularmente, aos valores que visam a excelência de gestão e a conseqüente satisfação de milhões de torcedores.

O estudo apresentado pela Consultoria Holandesa AAA - Amsterdam Advisory Arena, entre tantas informações, detalha o conceito do novo estádio, sua viabilidade técnica e econômica e áreas com potencial para construção.

Nos próximos meses, serão analisadas as propostas apresentadas por investidores interessados no empreendimento, com custo ao redor de 450 milhões de reais. Importante ressaltar que nenhuma decisão unilateral será tomada. Todas as ações serão acompanhadas atentamente pelos Conselheiros do Clube, com ampla divulgação e participação do torcedor do Grêmio.

O local da construção da Arena, assim como a constituição associativa e os objetivos sociais da nova empresa, sua estrutura operacional, jurídica e financeira deverão ser oportunamente debatidos e submetidos à avaliação do Conselho Deliberativo.

Sobre o tema envolvendo a construção de estádio multiuso, sempre sustentei ser indispensável a “reflexão serena, madura, consistente, embasada e criteriosa”.

Pois estou convencido, hoje, de que as recentes decisões tomadas já significam mudanças radicais de rumo e poderão representar, além da potencialização da marca Grêmio, fundamentalmente, a tão sonhada estabilidade econômica e a consolidação da grandeza institucional.

Porto Alegre sendo sub-sede da Copa do Mundo de 2014 apenas um estádio será escolhido para a realização dos jogos. Alguém teria alguma dúvida se a escolha recairá sobre a Arena Tricolor ou se no Remendão Colorado?

terça-feira, novembro 11, 2008

Dicas do Pires

Conceitos Básicos
Os conceitos a seguir ajudam a entender o que são os fundos de Private Equity e os de Venture Capital, nascidos nos Estados Unidos.
Fundos de Private Equity ou Fundos de Ativos Privados
Modalidade de fundo de investimento que compra participação acionária em empresas. Direcionado para negócios que já funcionam e têm, em geral, boa geração de caixa. Tendem a investir em negócios mais maduros, como consolidação e reestruturação.
Private Equity (PE) - É o termo relacionado ao tipo de capital empregado nos fundos de PE, que em sua maioria são constituídos em acordos contratuais privados entre investidores e gestores, não sendo oferecidos abertamente no mercado e sim através de colocação privada; além disso, empresas tipicamente receptoras desse tipo de investimento ainda não estão no estágio de acesso ao mercado público de capitais, ou seja, não são de capital aberto, tendo composição acionária normalmente em estrutura fechada.
www.acionista.com.br/mercado/venture_capital.htm

Dicas do Pires

Join venture é uma forma de colaboração empresarial cujo trabalho de conceituação tem encontrado dificuldades praticamente insQuando o pressuposto principal é a distribuição do capital da sociedade, surge o conceito de equity joint ventures e as non equity joint ventures, cuja distinção principal reside no fato de que nas equity a formação da joint venture implica associação de capitais entre as empresas participantes, não ocorrendo tal contribuição de capitais naquelas do tipo non equity.

Join venture é uma forma de colaboração empresarial cujo trabalho de conceituação tem encontrado dificuldades praticamente insThales Braghini LEÃO

segunda-feira, novembro 10, 2008

Dicas do Pires

Minelli foi mais completo dos treinadores com os quais trabalhei. Outros dois: Telê Santana e Parreira.

Muricy Ramalho

Os descritérios da mídia

Destaquei do sempre equilibrado e criterioso www.gremio1983.blogspot.com.
Até para não sermos acusados de, joãozinho do passo certo, estarmos vendo chifre em cabeça de cavalo.

Fui tentar acompahar a repercussão da rodada. Na ESPN Brasil clima de velório pelo insucesso do "projeto" Traffic/Luxemburgo. Na TVCom só se falava no co-irmão.

Impõe-se a divisão. Primeiro, a mídia nacional. Quando a mídia é estadual ou regional, admite-se a torcida para os times dos pagos. Vale para todos.

Quando a mídia é nacional - é o caso citado - a postura de torcida para determinados times é uma ofensa, um acinte contra os telespectadores/ouvintes de outros estados/clubes. Essas redes não aprenderam, ainda, ser nacionais. São mesquinhamente provincianas. Todas. Por isso, não ouço mais. Só sai bobagem e, ainda por cima, bobagem torcida.

A segunda parte: É a doença da nossa província. Não surpreende, André. Estavam, lá, sentados, todos torcedores dos encarnados. Inclusive aquele que insiste em dizer que é pênalti se o jogador estiver com o braço afastado do corpo independente da intenção. Eles, antes de ser profissionais, são doentes, obcecados pelo time deles. Já te deste conta que, confrontados com o fato, eles tergiversam - sem enfrentá-lo - para a tese da mania de perseguição?

domingo, novembro 09, 2008

A vitória do técnico

Claro que a vitória foi dos jogadores. A vitória sempre é dos jogadores. Só os jogadores podem levar à vitória. ISSO É O ÓBVIO ULULANTE!

Mas, hoje, foi a vitória do treinador. Porque escalou o time corretamente. Fez jogar como se impunha. Manteve o esquema. Escalou Souza na ala direita. Escalou um lateral esquerdo. Não fez aventuras. Foi ele mesmo. Não inventou.
Não tá morto quem peleia! Vamos lá que dá para buscar. Nem sempre a sorte vai beneficiar o adversário como ontem.

Os cruéis assassinos da regra

Situação concreta: jogo Portuguesa x São Paulo. A bola bate no braço do defensor da Portuguesa. Embora o dado seja irrelevante: fora da área. O árbitro mandou prosseguir.
Reação imediata de toda a equipe do Sportv. Não marcou falta porque o jogador não teve a intenção de interceptar a bola com o braço.
Mais alguns instantes e disse o narrador: é, mas ele tirou vantagem dessa situação. Se tirou vantagem, o árbitro tinha de marcar. Novamente toda a equipe se arrependeu e concordou com o narrador.

Pergunta imediata: onde a regra diz que tirar vantagem é critério de definição para infração?
EM NENHUM LUGAR. AO CONTRÁRIO.

Se a regra diz que impulsionar a mão/braço contra a bola INTENCIONALMENTE é falta, diz contrario sensu que, se não for intencional, não será falta tire o atleta vantagem ou não em a bola bater no braço.

É incrível como nossos narradores, repórteres, comentaristas e até árbitros NÃO ESTUDAM A REGRA. Ficam dizendo bobagens da crendice popular. E os chefes não mandam os ignorantes estudar! Seu Maurício acaba de repetir a escandalosa besteira na TVCom. Como se eles pudessem inventar regra.

VERGONHA!

Francamente, esse assassinato da regra deveria causar DEMISSÃO POR JUSTA CAUSA!

Palmeiras x Grêmio.

Pra mim, três lances equivocados. Pela ordem:
1. Pontapé na cabeça do André Luiz, segundo tempo, em frente à grande área do Palmeiras. Lance para expulsão direta.

2. Pênalti em André Luiz. O jogador do Palmeiras fez falta, derrubou o gremista, dentro da área, por trás. O comentarista de arbitragem da Gaúcha diz a estupidez de que André Luiz furou em bola e por isso não foi pênalti.

3. Expulsão de Jean: lance para cartão amarelo, pois, pela frente, sem nenhuma violência. O lance "1." foi muito mais característico para expulsão do que este.


quarta-feira, novembro 05, 2008

Inimigo na trincheira

O episódio da plantação da suposto atrito entre Meira e Celso Roth provou, definitivamente, a existência de inimigo na trincheira.

André Krieger, preste atenção. Tem urubu rondando o vestiário tentando cooptar jogadores para outros clubes.

A Rádio Bandeirantes está anunciando um suposto acerto de Tcheco com o Corinthians para o próximo ano. Intermediário? As "fontes geralmente bem informadas" sabem quem tem esses vínculos com personagens do clube paulista e está tentando solapar o Clube nessa reta final.

Quando ambos têm razão

Celso Roth está correto quando considera inadequado o "encontro" dos jogadores - em ambiente de trabalho - com torcedores organizados.

André Krieger também agiu certo. Com habilidade, contornou o que poderia tornar-se um problema maior.

Que fique, porém, como episódio isolado. Não se repita no futuro.

domingo, novembro 02, 2008

Remunerados e Profissionais

Artigo publicado no site www.gremiosempre.com.br

02.11.08
Remunerados e Profissionais


O Grêmio sempre teve profissionais a serviço.

Para mencionar os principais: no futebol, um supervisor, Verardi, médicos e outros.

Na contabilidade, no marketing, no jurídico, nos sorteios, nas lojinhas etc. Uma folha de profissionais girando em torno de 150 a 300 empregados. ( 313 segundo o CP de hoje)

Mais recentemente, com a nova concepção de gestão estratégica, ganhou corpo a idéia de executivos profissionais para todas as áreas organizadas como "unidades de negócio".



Dois exemplos da tradição: o eterno Verardi não dava declarações à imprensa, não criticava nem elogiava dirigentes, passasse quem passasse pela presidência e pela vice-presidência de futebol, lá estava Antônio Carlos Ricci Verardi como fiel servidor do Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense. Nunca foi servidor de dirigentes. Nas poucas eleições com mais de uma chapa, Verardi não votava, para simbolizar que, no Grêmio, não tinha partido.

Clécio, o motorista da presidência, transferido o comando, era mudo quanto a qualquer episódio tivesse assistido no passado.

Puros exemplos de profissionalismo.



Algo mudou. Alguns remunerados estão tomando partido, elogiando dirigentes, seus chefes, omitindo fatos relevantes do que resulta o falseamento da verdade histórica, usando próprios do Clube para apoiar chapa e atuando para atrapalhar a contrária.

Pretendemos debater tal comportamento. Pelo menos, iniciar o debate.

Nada melhor do que um exemplo, caso concreto. Entrevista dada pelo gerente de planejamento Cristiano Koehler ao jornal Jornal Gazeta do Sul, de Santa Cruz do Sul, publicado na edição de 16 de Fevereiro de 2008, reproduzida pelo www.gremio1983.blogspot.com, em 19 de julho de 2008:

Disse Cristiano:

Cristiano Koehler – Diante de um modelo de gestão ultrapassado de uma dívida expressiva e da transformação do futebol enquanto negócio a reformulação era indispensável vital. O Grêmio entendeu que a melhor forma de avançar para o futuro com vitórias e com vantagem competitiva num mercado de concorrência implacável utilizando as potencialidades do clube seria mediante a mudança de mentalidade e a estruturação de um novo modelo gestão. Nesse sentido houve alteração estatutária com a formatação de um Conselho de Administração – presidente e vices-presidentes – eleito e uma Diretoria Executiva profissional contradada – nas áreas de Futebol Planejamento e Controle Administrativa Financeira Marketing e Jurídica – além da concepção de um Planejamento Estratégico com objetivos e estratégias sustentado por um Sistema de Gestão pela Qualidade Total e por ferramentas modernas de gestão.

Com a adoção de um sistema moderno de gestão o Grêmio tem mais alternativas para superar as dificuldades financeiras e com isso investir no futebol e obter melhores resultados de campo compatibilizando performance técnica e caixa equilibrado.
A implementação do atual plano de gestão teve o respaldo principalmente do presidente Paulo Odone e dos vices-presidentes membros do Conselho de Administração. É importante salientar que o processo está em curso no qual a palavra-chave é continuidade.

Destaque 01:

Nesse sentido houve alteração estatutária com a formatação de um Conselho de Administração – presidente e vices-presidentes – eleito e uma Diretoria Executiva profissional contradada – nas áreas de Futebol Planejamento e Controle Administrativa Financeira Marketing e Jurídica – além da concepção de um Planejamento Estratégico com objetivos e estratégias sustentado por um Sistema de Gestão pela Qualidade Total e por ferramentas modernas de gestão.

Será que o gerente da área - presumivelmente um especialista - confunde mesmo a ordem cronológica e a relação de causa e efeito?

Ordem cronológica:

1. Tudo começou com um Planejamento Estratégico com objetivos e estratégias sustentado por um Sistema de Gestão pela Qualidade Total e por ferramentas modernas de gestão.

Esse trabalho foi realizado nos anos de 2003/2004, com o Plano Estratégico aprovado pelo Conselho Deliberativo em 10 de Setembro de 2004, fatos fundamentais sequer mencionados na entrevista.

2. Já aprovado o Plano Estratégico, no final de 2004 procedeu-se a uma reforma estatutária, convocada pelo então Presidente do CD, Mauro Knijnik, na qual foi: a) introduzida a obrigatoriedade do Planejamento Estratégico; b) definida a competência do Conselho Deliberativo para aprovar o Plano Estratégico; c) criada a Comissão de Acompanhamento do Planejamento Estratégico; d) definida a obrigatoriedade de uma gestão profissional.

Causa e efeito: óbviamente a fonte de tudo foi o Planejamento Estratégico, que é global, amplo, continente, dele resultando, como efeitos, como conseqüências asseguradores de continuidade, as normas incluídas no estatuto do Clube.

Ressalte-se, ademais, que o Plano Estratégico elaborado em 2003/2004, com alcance até 2008, foi classificado pelo consultor Claus Süffert como consistente, de qualidade acima da média.

Destaque 02:

A implementação do atual plano de gestão teve o respaldo principalmente do presidente Paulo Odone e dos vices-presidentes membros do Conselho de Administração. É importante salientar que o processo está em curso no qual a palavra-chave é continuidade.

Todos lembram que na campanha eleitoral, Paulo Odone desfez o Planejamento Estratégico chamando de os "quadradinhos do Preis".

Tendo assumido a Presidência, levou alguns meses até ser convencido ou se convencer da importância do Planejamento.

Justiça se faça, também, que, em momentos posteriores, perante o Conselho Deliberativo, Paulo Odone declarou essa importância, disse entre outras afirmativas que entregaria as chaves do Clube se o Conselho não apoiasse levar o Planejamento Estratégico às últimas conseqüências, que os "quadradinhos" salvaram o Grêmio e que o Projeto Arena já estava no Plano Estratégico.

Nessas contramarchas e marchas, reconhece-se, a postura do Presidente de adesão à idéia foi fundamental para que parassem ou, pelo menos, diminuissem as contestações obscurantistas e reacionárias.

Mas não é a posição do Presidente que se está a examinar. A menção serve, apenas, como subsídio à análise ora proposta.

Nesse cenário de cronologia, de relação de causa e efeito, é lícito a um profissional fazer de conta que nada aconteceu antes de Paulo Odone e atribuir ao Presidente do momento o início da criação? Como se, na lembrança bíblica, "no princípio era o caos , só trevas, escuridão, e, aí, fez-se a luz"? No mínimo, há uma omissão inaceitável quanto a todo o trabalho realizado nos anos de 2003/2004, princípio, fonte de tudo o que aconteceu na área de gestão. Mais inaceitável, ainda, porque foi um trabalho institucional, aberto a todas as correntes políticas do Clube, com ampla e numerosa participação de profissionais , conselheiros e associados. Só não participou quem não quis e só um único isolado voto não foi a favor.

Com a consolidação crescente dos executivos profissionais - a expressão "diretoria" está banida por razões legais - ganha importância decisiva o aprendizado da distinção entre o simplesmente remunerado, servidor de uma gestão ou de uma pessoa, e o profissional, a serviço do Clube, sem chapas, sem partidos.


Somente com PROFISSIONAIS, o Grêmio obterá continuidade de gestão e alcançará a estabilidade indispensável.



Adalberto Preis

sábado, novembro 01, 2008

Do Correio do Povo de 1 de novembro de 1908

Foot-ball – O Gremio Foot-Ball Porto-Alegrense continua a preparar seus teams azul e branco, afim de tomar parte no proximo match do dia 15 de novembro. Como se sabe, esse torneio que será original, os jogadores se dividirão em dois grupos: solteiros e casados. Segundo nos consta, o team casado será composto dos seguintes foot-ballers: Siebel, Rufino Martau, Sommer, Schöffel, Black, Koch, Buys, Leão Bier, Strelau e Gustavo. O team se compõe em sua maior parte de eximios cultivadores de foot-ball. Dentre o team dos solteiros, tem merecido, nestes ultimos trainings, francos elogios o jogo apresentado pelo jovem foot-baller Bruno Escobar. Esse jogador tem demonstrado possuir excellente tactica na posição de forward.