segunda-feira, março 03, 2008

INTEGRAÇÃO OU ENTREGAÇÃO?

NECESSIDADE DE ANÁLISE PELAS COMISSÕES
A maioria da Comunidade Gremista está preocupada com o projeto denominado ARENA e seus desdobramentos.
Esta preocupação é justificada pela total falta de informação sobre o processo que resultou na seleção das duas propostas.
Quais eram as outras? Por que foram rejeitadas?
Quais os critérios que foram utilizados na seleção das mesmas?
Quais os estudos que demonstram que a remodelação do Estádio Olímpico é inviável?
O crescimento sustentável de uma organização ou da sociedade traz em si a idéia do crescimento aliado a preservação e diz que “tanto as gerações presentes e futuras tenham reconhecidas como direito fundamental a vida num ambiente sadio e não degradado”(Dennis Meadows-1972). Em 1987 este conceito foi ampliado e parte do princípio que “ o desenvolvimento econômico e social deve satisfazer as necessidades do presente, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”.(RelatórioBrun). Está este projeto alinhado com este conceito?

O executivo Marco Antônio Herling da LusoArenas, defende um maior espaço para o capital privado na organização da Copa do Mundo de 2014. Ele alerta que o referido capital enfrenta dificuldades no setor esportivo brasileiro.

Em entrevista à revista Exame concedida em 27/11/2007 cita como prováveis investidores a Global Spectrum ,que trabalha no sistema de gestão para área de eventos e esportes.
Outro participante dos empreendimentos é a Stadium Capital,uma divisão do Banco Morgan Stanley.
M.A.Herling salienta que a empresa TBZ estuda o mercado de estádios no Brasil desde 2001. Considera estes empreendimentos de altíssimo risco, porque na sua visão, envolvem: problemas políticos, problemas com a moeda, entre outros.
Lembra que também há dificuldades para o financiamento dos projetos.
Na sua opinião, um estádio é para jogar futebol.
Concertos, por exemplo, são considerados atividades marginais, que geram custos de reparos elevados, e que os organizadores de shows preferem locais menores, onde possam aumentar as margens de lucros.
Parte do princípio que a remodelação de estádios já existentes não é interessante, pois pode acarretar custos não desejáveis aos investidores.

Texto enviado pela colaboradora MARIA VIEIRA

5 comentários:

Anônimo disse...

Na minha humilde opinião, demolir o Olímpico ou apenas deixá-lo À VENDA é um SACRILÉGIO, é como se as cores ou a camisa do Grêmio, mudassem. É claro, a nova Arena DARIA mais dinheiro ao clube pelos seus grandes recursos e versatilidades, mas minha opinião é contrária. Não é que eu esteja agorando o novo projeto, não, apenas não quero que o Grêmio tenha como sede, um estadiozinho mixuruca no estilo europeu, traduzindo, FEIO, e igualzinho aos que existem no velho continente. Vejo vários vídeos da Geral do Grêmio no Olímpico, e fico admirado com a beleza que é produzida ali, com a torcida com suas bandeiras e fogos, e ao fundo, o majestoso e IMENSO Estádio Olímpico. Nosso estádio é tão lindo, que não importa se estamos observando-o de dentro, de fora ou das alturas, de todos os ângulos, nossa casa é demais. Porque ele não pode ser remodelado? Imaginem o Olímpico super remodelado e com um terceiro anel ficando com três andares? Porque o Beira-Rio será remodelado se é somente 15 anos mais novo que o Olímpico Monumental? E o pior de tudo, se a tal Arena for para o Humaitá, vai afugentar muita gente, POIS VAI SAIR DO CENTRO, VAI SAIR DA CIVILIZAÇÃO. Espero estar errado em tudo isso, pois a bendita Arena (feia, infelizmente) será construída, e apenas espero que clube não sofra nenhum dos castigos que comentei aqui, o que posso fazer agora é aceitar os fatos, só uma reviravolta de 180° faria os dirigentes voltarem atrás. Que o Grêmio seja tão feliz na Arena como foi no Olímpico, mas até lá, estarei triste, muito triste mesmo, e temeroso, muito temeroso.

blackao disse...

Em relação a este texto e ao texto publicado logo abaixo, possuo muitas dúvidas e algumas conclusões prévias que gostaria de discutir com vocês:

http://blackao.wordpress.com/2008/03/08/arena-do-gremio-duvidas-atuais/

[]'s,
Hélio

Maria disse...

Oi Hélio e anônimo, vamos colocar as nossas certezas e dúvidas.Eu acho que nos resultados econômicos,têm que ser buscado um ponto de equilibrio,e não apenas o lucro.

Bruno disse...

Vou publicar esse artigo no blog Arena Gremista (indicando a fonte e o autor do texto), pois é um texto que aborda assuntos muito relevantes nessa questão da Arena. Apenas discordo das palavras do caro colega gremista. Eu adoraria que o Olímpico fosse remodelado, e a razão dessa não ser a opção ainda é um tanto obscura, como deixa claro o texto enviado pela Maria Viera. Mas dizer que o a localização no bairro Humaitá afugentará muita gente, eu discordo. No Humaitá, o acesso fica até mais fácil, para pessoas que vêm do interior e da região metropolitana, fica próximo ao aeroporto e à estação Anchieta da Trensurb, além de ter a Freeway. Então, eu acho que será o inverso. A localização no bairro Humaitá facilitará o acesso de muita gente. Em dias de jogos, na Azenha, é preciso sair do ônibus a 500 metros do Olímpico, porque o transito é tanto, que compensa mais ir pra lá a pé do que pelo ônibus mesmo. Isso ocorre em todo jogo. E para uma Copa do Mundo, que em termos de marketing esportivo, é uma grande desvantagem. E não adianta dizer que é apenas marketing, pois o marketing esportivo é hoje, uma fonte considerável de clube de todo mundo. Então, para pretensões de fazer um estádio maior, com fontes alternativas de lucros, acho que o Humaitá é melhor. Agora, não pensem que eu sou um gremista contra as tradições do Grêmio. Não sou. Eu sempre amei o Olímpico, e gostaria que todas essas vantagens estivessem na Azenha, mas eu preciso pensar naquilo que é melhor em termos financeiros para o Grêmio, e se for mesmo o bairro Humaitá, que seja. Outra coisa que me faz querer o Humaitá, é a questão de segurança. Agora, há questões nebulosas em relação à Arena, isso há.

Maria disse...

Eu li o estudo do professor indicado pelo gremioacimadetudo.A classe media no Brasil é pequena,tem crescido nos últimos anos,mas lentamente.O esporte,na minha opinião, é para incluir e não excluir.