segunda-feira, fevereiro 18, 2008

Texto de Hélio Sassen Paz: leia

Veio comentário. Convertemos em editorial.
Hélio, esperamos não estar abusando, mas texto desta riqueza de idéias não pode ficar escondido. Assim também com o outro comentário.

Agradeço muito pela lembrança. De minha parte, o que realmente importa é poder ter um contato maior com informações sobre o nosso GRÊMIO, para que evite falácias e adote uma postura sempre crítica.
O que mais me preocupa é o uso do GRÊMIO para fins políticos-partidários e a repartição dos serviços necessários ao bom andamento do clube nas mãos de "amigos" que nem sempre oferecem a melhor qualidade e/ou o melhor preço.
Não tenho subsídios para denunciar essas coisas nem para acusar ninguém, mas deslizes de gestão como a falta de transparência no projeto da Arena, a briga do presidente Odone com o ex-vice Carlos Josias e uma série de medidas que desgastam o clube e tornam o cenário do futebol incerto por parte do diretor de futebol Paulo Pelaipe serão sempre comentados com responsabilidade.
Sou pesquisador em Comunicação e meu objeto é exatamente o alcance e a conversação das redes sociais que se formam a partir dos blogs.
No mundo inteiro, a blogosfera representa um fenômeno que tem incomodado a muita gente. Tanto é que o Estado de São Paulo e vários pitblogueiros da Veja e da Folha estão começando a vociferar contra os blogs independentes, que possuem uma agilidade muito maior do que a dos veículos da mídia corporativa para estar presente a vários eventos.
Além disso, não dependemos da pauta deles: fazemos a nossa própria escolha de temas. Assim, muitas vezes contestamos tanto a palavra oficial de empresas, partidos, clubes, sindicatos, associações e entidades de classe como também possuímos a capacidade de denunciar eventuais mentiras, omissões, supervalorizações ou minimizações de fatos realmente importantes com olhos diferentes dos olhos das corporações midiáticas.
Não podemos dizer que somos jornalistas, publicitários, professores ou políticos: mas fazemos de tudo isso um pouco, de maneira informal, independente e descentralizada.
Nem mesmo o Grêmio enxerga isso, pois deveria ter uma assessoria de imprensa mais antenada para as novas tecnologias da comunicação e da informação. Um site tão formal com comércio eletrônico, uns endereços de e-mail para contato com alguns departamentos do clube e a TV Grêmio pela web são iniciativas muito pequenas.
A ouvidoria e as últimas notícias deveriam ser publicadas sob o formato de um blog, com ordem cronológica reversa (novos textos em primeiro lugar), espaço para comentários e respostas rápidas para os associados, sem censura.
Os bons blogs não são meros sites de informação ou diários de memórias pessoais: são espaços de conversação, nos quais nem o seu dono e nem a sua audiência são passivos, onde a interação define a pauta e possíveis atitudes a serem tomadas em grupo presencialmente.
Porei um link para vocês imediatamente!
Um abração,
Hélio

4 comentários:

Maria disse...

Observações:

1-Considero o conteúdo e a densidade do texto muito importantes;

2-as mudanças no clube devem levar em conta as preocupações dos associados e torcedores;

3-há toda uma dinâmica de funcionamento que precisa ser abordada,discutida e entendida;

4-é preciso restabelecer a confiança na estrutura interna,e que a palavra transparência não seja de significado vazio;

5-a base para o diálogo é o estatuto.

João José da Silva disse...

Vocês já notaram como toda vez que concorre uma político todo o estamento político fecha com ele. Independente de partido. Usam as estruturas dos partidos para recolher dinheiro, botam a militância na rua. Basta olhar as campanhas do Paulo Odone. A ida do Fogaça votar no Conselho. Agora, mais recente, a candidatura de Madeira. De graça, é que não é.

blackao disse...

João José,

Verifiquei como funciona esse esquema quando participei voluntariamente da campanha da Chapa 2 Grêmio Vencedor e, pouco depois, para a campanha de Paulo Odone.

Seria ingenuidade não imaginar que há interesses empresariais e políticos dentro do Conselho Deliberativo. Até mesmo dentro dos movimentos políticos que pretendem eleger associados que não pertenciam às castas dominantes da cidade e do estado há vários novos conselheiros que acabam compondo com tudo o que combatiam para poder chegar ao poder.

Acho difícil julgar se isso é ético ou não, se eles mentiram ou não durante a campanha ou se não há outro meio de conseguir ser visto e de poder agir pelo GRÊMIO. Em princípio, creio que tal postura seja impossível de ser evitada.

O clube não é uma praça de guerra. Contudo, o entendimento não pode ocorrer por mera afinidade profissional, classista, partidária ou econômica. Tais fatores influem, sim. Porém, não podem ser preponderantes: os aspectos técnico, social e a busca da criatividade para inovar (com ou sem dinheiro em caixa) e até superar os objetivos traçados pelo planejamento estratégico são pouco notados ou pouco divulgados.

Vejo um excesso de pessoas competentes e interessadas nos diversos grupos políticos do clube com os quais já tomei contato. Por outro lado, parece difícil que o conservadorismo, a austeridade, a parcimônia e a habilidade política na condução das finanças, do futebol e do marketing - que são absolutamente necessárias - carecem de maior criatividade.

Um clube mais criativo em todos os setores (não apenas no marketing, de onde se esperam milagres que não podem ser operados por uma equipe essencialmente pragmática e conservadora) tende a surpreender pela manutenção da paixão e pela adesão de novos torcedores mesmo em períodos de má fase no futebol profissional (de onde nem sempre muito dinheiro é sinônimo de títulos e de bom futebol).

[]'s,
Hélio

Maria disse...

Ao Hélio e ao João José:

Parágrafo 1-neste evento participei ,por voluntarismo.O Grêmio estava por cair novamente e achei que podia evitar esta situação,junto com outras pessoas,é claro.Me enganei: a queda já havia acontecido.Era só velar o corpo.Opção:Grêmio Vencedor e Preis.

Parágrafo 2-a aspiração ao poder dos grupos de pressão é legítima,alguns com mais dinheiro e outros ,nem tanto.Há alianças num primeiro momento,e depois cada grupo vai avaliar quais serão os próximos objetivos a serem atingidos.

Parágrafo 3-Não é ético.Esta postura pode ser evitada,desde que os limites da aliança,sejam claros para os participantes das articulações.

Parágrafo 4-Concordo.O clube não é uma praça de guerra,mas pode vir a ser.A inovação é a palavra chave,e um objetivo estratégico a ser atingido.Além disso, as elites intelectuais e econômicas são conservadoras.Com raras e honrosas exceções.elas nem acreditam em planejamento . Seus argumentos:as portas dos seus empreendimentos estão abertas,ou já foram vendidas com algumas vantagens imediatas,justificam este procedimento.

Parágrafo 5-Concordo.O erro no curto e no médio prazo é submeter tudo ao desempenho econômico,isto é,ao lucro a qualquer custo.No momento,este é o discurso vencedor e da maioria,mas já há sinais de desconfianças entre os ganhadores.Quem diz que os vencedores de uma batalha serão os vencedores da guerra?

Parágrafo 6- a abordagem dos problemas envolvem um entorno,fatores tangíveis e intangíveis.O desafio é estratificar e qualificar cada um deles.O sofrimento,a busca por títulos ou objetivos também pode aproximar as pessoas.Nem tudo é dinheiro,assim como,nem tudo está à venda.Aqui: MUITO CUIDADO.Receberá cartão vermelho quem não entender os sinais.