A REPERCUSSÃO (18/12/08)
Votaram a favor. Mas, prudentemente ainda não assinaram. Foi prorrogado para sexta-feira, num encontro entre a atual direção, a que tomará posse e o jurídico do clube. Foi tamanha a quantidade de dúvidas e pendências que desabaram sobre a reunião do Conselho Deliberativo que ficou inviável firmar o contrato GRÊMIO/OAS naquele momento. Além disso, sugestões foram apresentadas. O que muitos denominaram um longo encontro (mais de cinco horas) é pouco se considerarmos às mais de duas décadas da vida gremista em regime de votação. Não era qualquer decisão: o nosso futuro tricolor sendo decidido. Houve expectativa e apreensão. Principalmente pelo fato inconteste da maioria do legislativo gremista (assim como a quase totalidade da Nação Gremista) não ter manifestado conhecimento dos termos da minuta que seria apreciada. Vamos repetir: grande parte dos próprios Conselheiros não leram, não tinham a menor condição de explicá-la e, muito menos, fazer a sua sustentação. Alguns alegaram que "delegaram" aos componentes das várias comissões esta tarefa e que confiavam no que seria apresentado por estes responsáveis. Não há dúvida que nas relatorias, oito no seu total, gremistas capacitados (alguns, quem sabe, com notório saber das matérias a eles dispensadas) trariam suas análises norteadoras. Igual, tinham a prerrogativa (eu diria obrigação) estes Conselheiros para buscar a minuta junto aos órgãos dirigentes para dela se apropriar com mais tempo e também opinar com mais confiança junto às comissões. Saudações aos que assim procederam. É o que se espera dos que têm uma procuração dos sócios: a tácita exigência de uma postura ativa e não passiva diante dos acontecimentos no clube. E vejam a envergadura, a dimensão deste acordo jurídico sobre a ARENA. Incrivelmente, após meses e meses deste importante assunto, as estruturas diretivas do Grêmio não foram capazes de elaborar um agendamento que contemplasse um período razoável para um veredicto do C.D. Algo simples: além de um período para as comissões elaborarem suas conclusões, com antecedência remeter a todos os Conselheiros tais pareceres. Um novo prazo (e não necessitaria ser extenso e sim razoável) para que de posse destes subsídios pudessem estudar os materiais, ter uma posição refletida, serena e firme. Inclusive tendo a oportunidade de conversar com os associados. Na seqüência, uma reunião só para debate, com propostas de adendos e supressões, no Conselho. Por fim um encontro, logo em seguida, com caráter de deliberação nesta mesma instância. Quem sabe 30, 45 dias para toda esta etapa descrita de finalização. Qual o problema, a dificuldade para elaborar, pensar e definir com tranqüilidade e segurança algo que nos acompanhará por mais de vinte anos? Por qual razão não foi constituído um calendário antecipado e prudente. Mas, voltando ao que foi e esquecendo o que poderia ter sido. Retornando aos relatórios. As leituras se estenderam até quase meia-noite, segundo depoimentos. Qual discussão aprofundada, com o intuito de fechamento e resguardo dos interesses do Grêmio e do seu torcedor, é possível numa exigüidade destas? Soube-se que uma idéia de suspender o encontro foi apresentada próximo da madrugada, propondo retomá-lo (de onde tivesse parado) em uma semana. Não houve consenso. Foi aí que o presidente Duda Kroeff preferiu (com apoio do plenário) um encaminhamento insólito devido ao impasse: aprovar sem assinar. Nesse sentido, tudo foi postergado por mais 72 horas. Uma confirmação cabal da insuficiência de elementos e de uma compreensível insegurança para formalização do encaminhamento. Nem tudo constava "perfeito e acabado" como alguns imaginaram. Agora, está sendo conduzido da seguinte forma: será incorporado "o que for possível" (a respeito dos questionamentos e sugestões que surgiram no C.D.) ao contrato. Só saberemos o conceito e o conteúdo do que é "possível" agregar, após esta sexta-feira derradeira. Fica, desde já, a reivindicação de que o clube dê publicidade e disponibilidade para os seus sócios, a sua torcida, sobre o que for ajustado definitivamente entre o GRÊMIO e a OAS. Total transparência não pode ser uma frase de efeito, de ocasião, mas uma prática permanente no Grêmio.
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Neste site somos todos sócios contribuintes. Sabemos do esforço dos milhares de torcedores em pagar suas mensalidades para acompanhar o amado tricolor. Outros tantos para adquirir um ingresso. Em nosso entendimento de nada adianta um estádio moderno e com vários outros atributos se o conjunto dos torcedores gremistas , mais adiante, for excluído de freqüentá-lo por questões econômicas. Não queremos ninguém rifado por concepções elitistas. Com a exceção dos filhinhos de papai com a mesada em dia e que se contentam com poltronas reclináveis, sacos de amendoim higienizados e whisky importado para consumo nos dias de jogo, a esmagadora maioria da massa gremista compartilha deste nosso mesmo sentimento. A estes em particular, que fazem a grandiosidade do povo tricolor, agradecemos as manifestações. Assim como também somos gratos aos que, defensores de uma posição na qual a minuta não deveria ser objeto de uma resposta tão contundente da nossa parte, procuraram argumentar em sentido contrário (mesmo que tenhamos mantido os posicionamentos, em ambos os lados). O resumo é: queremos fazer a nossa festa, levar a nossa vibração, numa cancha que seja do Grêmio de fato e de direito. Propriedade dos gremistas e com pleno e total direito de usufruto. E que a mesma pulse no ritmo da Geral nos levando a novas conquistas, nos levando a novos pódios.
Este espaço não se subordina e nem se vincula aos grupos políticos do clube. Entende, inclusive, que uma lógica de disputa de espaço preponderou sobre o que deveria ser a preocupação central de todos os coletivos: a minuta do tão comentado contrato. Engalfinharam-se por nomes para famigerada "Grêmio Empreendimentos", enquanto o conteúdo do acordo com a OAS (até ocorrer o grito e o protesto da torcida) passava praticamente lotado. Que se preocupassem em listar suas nominatas mais adiante, pois a nós preocupava e preocupa a essência deste negócio jurídico: preservar o patrimônio do Grêmio e os interesses do seu inigualável torcedor. A democracia gremista é ainda incipiente, mas já sinaliza lições e um aprendizado para todos nós que lutamos por um Grêmio cada vez mais vitorioso dentro e fora de campo.
* Contratações estão chegando. Assunto para breve.
Jorge Bettiol
ducker.com.br
3 comentários:
Excelente o texto do Bettiol.
Quem o conhece, sabe da integridade do mesmo.
Parabéns a este blog por publicar esse post.
Concordo com as idéias do post.É necessário ter uma postura proativa. Por tudo que já li e ouvi os sócios do Grêmio não tem nem uma garantia de que suas necessidades serão atendidas e seus direitos preservados.Uma pergunta:quantos conselheiros viram e leram o contrato?
Extraordinário texto do Sr. Jorge Bettiol. Sempre corajoso nas suas análises. Feliz postagem.
Em tempo: os canalhas se escondem no anonimato e se impõem pelas mentiras.
O que será do Grêmio depois deste contrato defendido por quem dizia defender os sócios ?
Meu DEUS .........................
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